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A pesquisadora Elizabeth Claus, da Escola de Medicina da Universidade de Yale em New Haven, afirma ao Correio que os indivíduos com maior probabilidade de sofrer com a doença ao passar por raios-X dos dentes frequentemente são os com histórico familiar da neoplasia. “Quem foi submetido a exames panorâmicos dos dentes antes dos 10 anos de idade teve 4,9 vezes mais chances de ter meningioma”, acrescenta. Ela ressalta que a radiação por íons presente nessas situações é o primeiro fator de risco para a patologia, mas que os procedimentos, atualmente, são pouco danosos ao organismo.
“Os aparelhos radiográficos odontológicos passaram por muitas evoluções técnicas, devido o grande avanço que tivemos na área da informática. Não utilizamos mais filmes radiográficos e soluções de processamento (revelador e fixador), de modo que a radiação que chega ao paciente é 70% menor do que a que atingia os pacientes na década de 1990″, relata o professor de imaginologia e radiologia odontológica da Universidade Católica de Brasília (UCB) Maurício Barriviera. Hoje em dia, as imagens são produzidas por meio de sensores digitais e têm alta definição. Tais sensores minimizam os erros e repetições do procedimento, tornando-o ainda mais seguro, acrescenta Barriviera, que também é dono e responsável técnico da Fenelon Radiologia Odontógica, do Distrito Federal.
Ele salienta, ainda, que os aparelhos modernos têm uma barreira de chumbo e outra de alumínio que diminuem a emissão de radioatividade. “Também usamos aventais de chumbo e protetores de tireoide”, diz o radiologista e professor, que ficou surpreso com a pesquisa, a qual considerou alarmista. “Para comparar o quanto é pequena a liberação de energia radioativa em odontologia, quando alguém é submetido a uma tomografia de abdômen, recebe radiação de 10milliSeiverts, o que equivale à quantidade de radiação de 45 tomadas bucais completas.”
Periodicidade
Entre os dentistas brasileiros, existe o consenso de que não há necessidade de fazer exames a cada seis meses se o paciente está com a boca saudável e não se encontra em processo de uso de aparelho ou inserção de implantes. A odontopediatra e cirurgiã dentista Cláudia Jreige, do Centro de Odontologia Avançado, em Brasília, conta que evita pedir radiografias dentárias dos pacientes antes que eles comecem a troca dos dentes de leite, por volta dos sete anos. “Se não há problemas bucais que precisem ser controlados antes dessa fase, prefiro fazer o acompanhamento apenas com as consultas periódicas”, explica. A partir do crescimento dos primeiros dentes permanentes, os exames são pedidos uma vez por ano, em casos mais simples, ou a cada seis meses, para avaliar o desenvolvimento das estruturas. Na adolescência e idade adulta, os pacientes sem problemas bucais fazem o acompanhamento radiológico apenas a cada dois anos, completa a odontopediatra.
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