Homem de 21 anos caiu em buraco de 40 m de profundidade no domingo.
Ele bebeu água da chuva e teve ferimentos em uma perna e no braço.
cratera em Planaltina de Goiás (Foto: Divulgação)
Segundo a irmã do rapaz, Roseli Nascimento, a família estava "desesperada" com o sumiço do rapaz, porque o pai deles morreu em uma queda na mesma cratera. "Ele caiu lá e morreu. Vai completar seis anos agora. Meu irmão está com muita dor no braço e vai precisar fazer uma cirurgia. Ninguém sabia onde ele estava e procuramos os bombeiros, que nos ajudaram", disse.
Roseli afirma que chegou a procurar a Polícia Militar da cidade, que teria se recusado a registrar boletim de ocorrência. "Nós fomos a uma delegacia e os agentes nos disseram que não podiam fazer nada, que só iam registrar ocorrências graves", completou.
no hospital (Foto: Filipe Matoso/G1)
Cratera
A cratera de Planaltina de Goiás é, na verdade, uma voçoroca, que tem a extensão de 1,5 quilômetro e profundidade em alguns trechos que chegam a 60 metros. O problema existe há mais de 20 anos. A cada temporada de chuva, a cratera avança mais.
O buraco começou quando a rede de águas pluviais foi canalizada para o local. Com isso, uma rua inteira de um bairro foi engolida pela erosão. Um hospital da cidade também está ameaçado. Mais de 90 moradores na área de risco já foram obrigados a deixar as casas. Cerca de 15 famílias recebem auxílio da prefeitura para pagar o aluguel.
Em janeiro, a prefeitura recebeu do governo federal R$ 4 milhões para o início das obras. O dinheiro não teria sido aplicado até agora porque, segundo a prefeitura, a documentação da empreiteira que ganhou a licitação é avaliada pelo Ministério da Integração. Toda a obra deve custar cerca de R$ 45 milhões.
Alguns moradores que vivem perto da cratera reclamam da falta de segurança no local. "Isso aqui é muito perigoso. Entra ano, sai ano e o perigo continua. São mais de 20 anos com esse problema", disse Valdecir Xavier da Guia.
A dona de casa Edileuda Barbosa da Silva afirma que tem uma residência ao lado da cratera há 23 anos. "Eu e meu marido fomos tirados de lá pela Defesa Civil por causa do risco. Agora, eu pergunto, qual ajuda essas 17 famílias recebem? A ação social dá todo mês R$ 300, mas os aluguéis aqui na cidade estão todos acima de R$ 400", diz Edileuda.
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