terça-feira, 5 de junho de 2012

Cabo da PM, executado a tiros, negociava com “carros de estouro”, diz delegado



O delegado regional de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, Rodrigo Cavalcante confirmou que já tem o suficiente para esclarecer o assassinato do cabo da Polícia Militar (PM) de Sergipe, Romildo Santos Alves, 43, encontrado morto na última sexta-feira (01°) ao lado de um amigo, identificado como sendo José Ailton de Souza Santana, 30, que foi ferido com tiros de pistola do peito.

O crime foi praticado durante uma luta corporal com Décio de Oliveira Sandes, o qual as duas vítimas haviam sequestrado com a intenção de executá-lo.

O militar e o amigo viajaram de Sergipe para Alagoas com a finalidade de matar Décio, após descobrirem que ele tinha conhecimento que o cabo da PM negociava com “carros de estouro” (que é comprado, porém não tem as prestações pagas).

A dupla seguiu com Décio, preso na mala do Corsa Sedan, dourado, placa NVN 7409/Aracaju e ao chegar em uma estrada vicinal, próximo ao assentamento Dois Irmãos, no município alagoano de Piranhas pararam com a intenção de praticarem o crime. Teria sido neste momento que a vítima que estava com uma faca escondida desferiu um golpe que atingiu o pescoço do militar, que caiu ferido.

Ainda algemado Décio iniciou uma luta com Romildo, que estava armado com uma pistola calibre .40, tomada pelo sequestrado que atirou contra o policial que morreu instantes após. Em meio à confusão, José Ailton, que também estava armado com revolver calibre 38, teria atirado contra Décio que reagiu alvejando o amigo do militar com três tiros no peito.

O que chama a atenção em toda a história, conforme o delegado é o fato de Décio não ter retirado as algemas. O acusado ainda tentou fugir do local dirigindo o carro usado horas antes para seu sequestro, mas não conseguiu, permanecendo no local aguardando ajuda.

Em depoimento a Polícia, Décio relatou que um homem de moto, que se apresentou como policial chegou ao local e recolheu as armas do crime se prontificando em informar o caso a Delegacia mais próxima, desaparecendo em seguida.

José Ailton e Décio continuam hospitalizados e ao receberem alta médica, deverão prestar um novo depoimento.


EMERGÊNCIA190

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