sexta-feira, 15 de junho de 2012

Em Minas e no Rio, as histórias das adolescentes que matam e torturam





Tudo parecia ser apenas uma brincadeira de criança. Em Niterói, X. saiu de casa com uma colega para um encontro com outros jovens. Em São Joaquim de Bicas, Região Metropolitana de Belo Horizonte, Fabíola Santos Correia saiu com duas amigas para assistir a um jogo de futebol. X. voltou com marcas profundas após ter sido torturada. Fabíola não voltou mais. Em comum, meninas que trocaram bonecas por facas e tesouras, os instrumentos que mataram e torturaram as menores.

Fabíola foi morta pelas amigas por medo de que ela revelasse o esquema de tráfico de drogas de seus namorados para a facção rival. Foi levada até uma mata, próximo a um campo de futebol. No local, a ameaçaram com uma faca no pescoço, que acabou ferindo a garota. Neste momento, as duas meninas de 13 anos teriam decidido matá-la.

Golpearam Fabíola com uma barra de ferro até a morte. Depois, abriram seu peito e tiraram o coração. O corpo foi encontrado 11 dias depois, já em decomposição.

Em Niterói, X. saiu com a amiga numa bicicleta. Acreditava estar passeando, mas ia ao encontro de suas torturadoras. Sem pudores, em uma via pública, outras três meninas a agrediram com socos e chutes. Uma delas puxou uma tesoura e cortou cabelos e roupas de X., deixando-a nua. Começaram aí a gravar as agressões.

No vídeo, uma das torturadoras - que completou 18 anos dois dias após o crime - manda X. não contar a ninguém sobre a agressão: deveria fingir que havia sido assaltada. Ela ainda completa dizendo que a irmã é advogada e não será presa:

- A gente pode até rodar, mas eu li na lei que a gente pode pegar só 15 dias. E depois que eu voltar, arrebento você de novo.

Pela lei, apesar de já ser maior de idade, Y. irá cumprir a pena destinada a menores de idade: no máximo três anos de medida socioeducativa. Se o crime tivesse ocorrido após seu aniversário, poderia cumprir de dois a oito anos de reclusão.

Após a agressão, X. passou um dia trancada no quarto. Contou à mãe o que havia ocorrido por uma mensagem de texto no celular. E só conseguiu ir à delegacia dois meses após o crime:

- Vi minha filha destruída, com o rosto inchado e uma touca para esconder o cabelo cortado.

*Com informações do G1

http://extra.globo.com/

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