Formação Romualdo / Foto de Jurandy (Bantim Produções)
A paleontologia explica que há cem milhões de anos a Chapada do Araripe não existia e em seu lugar havia apenas uma camada de rocha formada no fundo de um lago em contato com águas marinhas de aproximadamente 180 quilômetros de comprimento por 50 quilômetros de largura, era o chamado período cretáceo. A configuração que conhecemos hoje começou com a separação dos continentes. A presença de conchas de equinodermas, seres exclusivamente marinhos, nos traz a certeza de que a região do Araripe já esteve coberta pelo mar, cujas águas, estavam sob o continente. No período cretáceo essa região foi abalada por freqüentes terremotos por falhamento em suas camadas ao longo de toda a bacia sedimentar.
As variações de salinidade e temperatura da água causavam mortandade no Paleolago Araripe. Os animais mortos flutuavam por algum tempo e quando os cadáveres caiam no fundo do lago, liberando substancias que se precipitavam sobre os cadáveres, agindo como um sarcófago e terminavam por substituir toda a matéria do antigo ser vivo por carbonato de cálcio, preservando as formas desses cadáveres do cretáceo até os dias atuais. Esse processo aconteceu em animais e vegetais de varias espécies, porem o fato mais surpreendente é a sua condição de preservação o que faz o pesquisador estudar em detalhe a anatomia desses seres. Outro aspecto importante é a existência de repteis voadores, encontrados em poucos lugares do mundo como, China e África. Os pesquisadores ainda não conseguiram descobrir como esses animais, que eram de pequeno porte, se relacionavam.
O documentário conta também que há 35 milhões de anos passados o Paleolago da Chapada do Araripe sofreu um soterramento e a erosão fez aparecer partes do antigo lago do cretáceo. A uma cota de aproximadamente 700 metros em relação ao nível do mar, entorno da Chapada do Araripe, as camadas da formação Romualdo aparecem como argilas escuras que contem muitas concreções com fosseis. O diretor do documentário, Jackson Oliveira Bantim, disse que o trabalho apresenta imagens de boa resolução, uma linguagem de fácil entendimento e narração dos textos adotando o idioma de cada País. Para o paleontólogo, Álamo Feitosa, a idéia do documentário foi levar ao mundo o conhecimento da riqueza paleontológica que tem o Cariri.
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