quarta-feira, 11 de julho de 2012

A EDITORIAL – Expocrato de antes, de hoje e de sempre.







Expocrato-2012 / Foto: Jota Lopes
Quando a Exposição Agropecuária do Crato era gerenciada pela prefeitura municipal e associação dos criadores, e o governo do Estado apenas como parceiro distante, não tinha a dimensão que tem hoje. Barracas e Stands, musicas e bebidas, vendas e compras, negócios e divertimentos, tudo se concentrava na parte alta do parque com exceção da vaquejada que era realizada na parte baixa e somente nos últimos três dias da festa. Acompanho o evento há mais de 40 anos e tenho a dizer que as apresentações artísticas eram feitas gratuitamente no picadeiro por artistas como Altemar Dutra, José Ribeiro, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Trio Nordestino e outros, patrocinados pela empresa MONARK fabricante de bicicletas. Após as 23 horas poucas pessoas permaneciam no parque porque o grande publico se dirigia para o Crato Tênis Clube onde aconteciam os grandes shows promovidos por terceiros e o preço dos ingressos não era ao alcance de todos.
Depois que a situação foi invertida, ou seja, o Estado passando a ser o promotor do evento e o município apenas como co-participante, a festa cresceu, rompeu fronteiras e hoje é conhecida internacionalmente. Se nós cratenses estamos achando que a Expo Crato não é mais nossa, entendo que fomos nós que não crescemos na mesma proporção que a festa cresceu. Entendo também que o Estado falha, se achando o ultimo biscoito do pacote, chegando até ignorar a participação municipal na promoção do evento, principalmente quando o governador e o prefeito se divergem politicamente e agem como dois bicudos. Tenho visto muitas criticas sobre o que é hoje a Expo Crato, mas não tenho escutado propostas para melhorá-la cada vez mais. A verdade é que a festa está a todo vapor, atraindo turistas de vários Países da América Latina e é o único evento no interior do Ceará que lota todos os hotéis e pousadas da região Sul do Estado.
A Expocrato é o cumprimento da passagem bíblica que diz que, as grandes coisas acontecem a partir das pequenas idéias. A Exposição Agropecuária nasceu da cabeça pensante de dois cratenses, Pedro Felício Cavalcanti e Wilson Gonçalves, preocupados em criarem um evento que pudesse promover a agropecuária regional do Cariri. A idéia foi colocada em pratica e suas primeiras duas edições, muito timidamente, aconteceram na Praça da Sé. Com o surgimento da II guerra mundial a feira foi suspensa e quando o conflito acabou, quase que ela não voltava a acontecer e só voltou por insistência de seus idealizadores, mesmo desmotivados por algumas pessoas. Persistiram e não desistiram para que, 65 anos depois a Exposição Centro Nordestina de Animais e Produtos Derivados do Crato se tornasse o berço do agronegócio e um dos maiores balcões de negócios da agropecuária nordestina.

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