O
ministro de Defesa da Síria, general Dawoud Abdelah Rayiha, morreu
nesta quarta-feira no atentado contra a sede da Segurança Nacional em
Damasco, quando era realizada uma reunião de responsáveis ministeriais e
da polícia, informou a rede de televisão estatal.
O ministro Rajha é o primeiro alto dirigente do regime sírio que morre desde o começo da revolta contra o regime Assad, em março de 2011. A explosão foi realizada por um camicase munido de um cinturão de explosivos e aconteceu poucas horas depois de uma votação no Conselho de Segurança da ONU sobre uma resolução que ameaça a Síria com novas sanções.
“O general Daud Rajha caiu como mártir no atentado terrorista contra o edifício da Segurança Nacional”, anunciou a televisão estatal.
Pouco tempo depois de anunciar a morte do ministro, a tv estatal reportou que o cunhado do ditador Bashar al Assad também está entre os mortos no atentado. O general Assef Shawkat fazia parte do Ministério da Defesa e estava entre as mais temidas figuras do círculo íntimo de Assad. Ele era casado com a irmã mais velha do ditador, Bushra.
Após a explosão, a área foi cercada por soldados governamentais, que fecharam ruas próximas. Várias ambulâncias estão no local, como a reportagem da Efe constatou.
Nascido em 1947, Rajiha era também vice-presidente do Comando Geral do Exército e do Conselho de Ministros. Com longa carreira nas Forças Armadas, das quais foi comandante de batalhão e de brigada, ele ocupou o posto de chefe do Estado-Maior até ser nomeado ministro da Defesa, em agosto de 2011.
Além do ministro da Defesa, outras altas autoridades do regime sírio também foram atingidas. Segundo funcionários do prédio, o ministro do Interior, Mohammed al-Shaar, estava entre os feridos. Náo há informações imediatas sobre a gravidade desses ferimentos.
OPOSIÇÃO ACUSA GOVERNO
O ELS (Exército Livre Sírio), de oposição ao regime de Bashar al Assad, disse que o governo está por trás da explosão ocorrida nesta quarta-feira na sede do serviço de Segurança Nacional.
Em entrevista à Agência Efe através da internet, o porta-voz do ELS dentro da Síria, coronel Qasem Saadedin, afirmou que começa a ser habitual “o regime cometer este tipo de atentado antes das reuniões do Conselho de Segurança ou da ONU”.
Hoje está previsto que o Conselho de Segurança vote uma nova iniciativa dos países ocidentais para impor sanções ao regime sírio, um projeto de resolução que conta, mais uma vez, com a rejeição da Rússia.
Saadedin disse que “não faz parte da ética do Exército Livre Sírio” cometer este tipo de ataque.
O ministro Rajha é o primeiro alto dirigente do regime sírio que morre desde o começo da revolta contra o regime Assad, em março de 2011. A explosão foi realizada por um camicase munido de um cinturão de explosivos e aconteceu poucas horas depois de uma votação no Conselho de Segurança da ONU sobre uma resolução que ameaça a Síria com novas sanções.
“O general Daud Rajha caiu como mártir no atentado terrorista contra o edifício da Segurança Nacional”, anunciou a televisão estatal.
Pouco tempo depois de anunciar a morte do ministro, a tv estatal reportou que o cunhado do ditador Bashar al Assad também está entre os mortos no atentado. O general Assef Shawkat fazia parte do Ministério da Defesa e estava entre as mais temidas figuras do círculo íntimo de Assad. Ele era casado com a irmã mais velha do ditador, Bushra.
Após a explosão, a área foi cercada por soldados governamentais, que fecharam ruas próximas. Várias ambulâncias estão no local, como a reportagem da Efe constatou.
Nascido em 1947, Rajiha era também vice-presidente do Comando Geral do Exército e do Conselho de Ministros. Com longa carreira nas Forças Armadas, das quais foi comandante de batalhão e de brigada, ele ocupou o posto de chefe do Estado-Maior até ser nomeado ministro da Defesa, em agosto de 2011.
Além do ministro da Defesa, outras altas autoridades do regime sírio também foram atingidas. Segundo funcionários do prédio, o ministro do Interior, Mohammed al-Shaar, estava entre os feridos. Náo há informações imediatas sobre a gravidade desses ferimentos.
| Foto sem data fornecida pela agência estatal síria mostra o ministro Dawoud Rajha (centro) durante exercício militar |
O ELS (Exército Livre Sírio), de oposição ao regime de Bashar al Assad, disse que o governo está por trás da explosão ocorrida nesta quarta-feira na sede do serviço de Segurança Nacional.
Em entrevista à Agência Efe através da internet, o porta-voz do ELS dentro da Síria, coronel Qasem Saadedin, afirmou que começa a ser habitual “o regime cometer este tipo de atentado antes das reuniões do Conselho de Segurança ou da ONU”.
Hoje está previsto que o Conselho de Segurança vote uma nova iniciativa dos países ocidentais para impor sanções ao regime sírio, um projeto de resolução que conta, mais uma vez, com a rejeição da Rússia.
Saadedin disse que “não faz parte da ética do Exército Livre Sírio” cometer este tipo de ataque.
Folha Online com Agencias de Notícias
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