
Danilo Machado Valverde foi preso em casa (Foto: Sergio Ramoz/Arquivo
pessoal)
Policiais militares do núcleo de operações internas da Corregedoria
Geral da PM prenderam na por volta das 6h da manhã desta quarta-feira
(19) mais um suspeito da chacina na Chatuba, em Mesquita, na Baixada
Fluminense.
Danilo Machado Valverde, de 27 anos, conhecido como Químico e
Carroceiro, é suspeito de desenterrar os corpos dos seis jovens
assassinados no Parque do Gericinó e transportá-los em uma carroça até o
local onde foram encontrados próximo a Via Dutra.
"Foi uma operação da nossa inteligência e também teve uma contribuição
da população. Isso demonstra uma vontade do nosso comandante geral para
dar uma resposta positiva para sociedade", disse o capitão Sebastian,
da Corregedoria da PM, que chefou a operação.
De acordo com o capitão, Danilo foi encontrado na localidade conhecida
como Bicão, na Rua Icarai, na Favela da Chatuba, em Mesquita, na Baixada
Fluminense. Com ele foram encontrados celulares, fardas semelhante as
do Exercito, carregadores de celular, um caderno com anotações do
trafico e extratos bancários.
O capitão informou também que os Pms chegaram a casa de Danilo por volta
das 6h desta quarta-feira (19). "Quando nos chegamos lá, ele estava
dormindo. Mas mesmo assim, tentou pular a janela do quarto, porém foi
detido", completou o capitão.
Cerca de 30 homens da Corregedoria Interna da Polícia Militar e do 20º
Batalhão (Mesquita) Danilo, que está na 53DP (Mesquita), já tinha um
mandado de prisão por roubo.
Além dele, outras quatro pessoas envolvidas na chacina estão presas,
Daniel Dias Cerqueira dos Santos e Luiz Alberto Ferreira de Oliveira,
conhecido como Beto Gordo, e dois menores conhecidos como Foca e Bola.
Menor confessou ter matado cadete da PM
Um menor de 16 anos, detido por envolvimento na morte de nove pessoas na
comunidade da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense, confessou
ter matado um cadete da Polícia Militar. Segundo o delegado da 53ª DP
(Mesquita), Júlio da Silva Filho, o adolescente admitiu ter matado o
militar depois de saber que ele era policial. No entanto, ele nega ter
participado da morte dos seis jovens.
“Eles abordaram o policial e, depois de terem descoberto a identificação
dele, executaram a vítima. Ele tinha deixado uma moça que mora na
comunidade em casa e na saída foi pego pelos criminosos”, afirmou o
delegado.
Ainda de acordo com Silva Filho, outro suspeito de ter matado os jovens,
Luiz Alberto Ferreira de Oliveira, conhecido como Beto Gordo, também
está preso. O criminoso foi detido em flagrante na semana passada
durante as operações realizadas na Chatuba, mas foi identificado depois
como um dos envolvidos na execução dos menores.
Na terça-feira (11), Daniel Dias Cerqueira dos Santos também foi
apontado como um dos suspeitos pelas mortes. Ele foi reconhecido por
Cildes Vieira do Espírito Santo, pai de um dos jovens assassinados na
comunidade, como sendo o traficante que ordenou os disparos nos parentes
das vítimas, que foram à Favela da Chatuba um dia após o
desaparecimento dos seis adolescentes.
Ainda há quatro acusados que estão com mandados de prisão expedidos, mas
continuam foragidos. São eles: Remilton Moura da Silva Junior, o
“Juninho Cagão”; Marcus Vinícius Madureira da Silva, o “Ratinho”; Jonas
Santos Pereira, o “Jonas Pintado” ou “Velho” e Fernando Domingos Pereira
Simão, o “Sheik” ou “Fernandinho”.Prefeitura mandou construir muro
Após a chacina que vitimou nove pessoas em Mesquita, na Baixada
Fluminense, entre eles seis jovens, a prefeitura do município começou a
construir um muro para proteger a população da Favela da Chatuba,
vedando um dos acessos ao Parque Natural de Gericinó, na localidade
conhecida como Curral.
Os seis jovens mortos foram: Glauber Siqueira, Victor Hugo Costa e
Douglas Ribeiro, de 17 anos, Josias Searles e Patrick Machado, de 16, e
Christian Vieira, de 19. Além deles, também foram mortos na região o
pastor Alexandro Lima, José Aldeci Junior, 19, e o cadete da Polícia
Militar.
Fonte: G1
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