
Anatel investiga o caso, que causou indignação nos moradores do
município de Passa Sete (Foto: César Lopes)
A Agência Nacional de Telecomunicações investiga a instalação dos 16
orelhões da Oi em meio a um matagal, na cidade de Passa Sete, no Rio
Grande do Sul. Esta foi a saída encontrada pela operadora para cumprir
exigências da Anatel, que a obrigou a multiplicar a quantidade de
orelhões nas cidades em que opera.
Além de localizados em região de difícil acesso, os telefones públicos
não fazem ligações gratuitas, o que descumpre uma das determinações.
Consultada, a Anatel declarou que avalia o caso com base na
fiscalização, regulamentação e universalização das metas para telefonia.
Se identificadas irregularidades, a Oi poderá ser multada em até R$ 50
milhões, punição máxima aplicada pela Agência. Não há previsão para o
término das investigações.
Em nota, a Oi confirmou que as instalações visam atender às exigências
da Anatel, mas não explicou por que nenhum deles faz ligações gratuitas.
O benefício deveria ter começado a valer em outubro como punição pela
precariedade do serviço oferecido.
Os orelhões foram instalados há cerca de um mês, de acordo com o jornal
Zero Hora, e indignaram os moradores. A principal insatisfação é um
aglomerado de nove aparelhos dispostos em três ilhas colocadas num
terreno que fica atrás da Prefeitura. Se quiser fazer ligações, o
cidadão tem de percorrer 200 metros em meio ao capim.
Antes, a cidade contava com apenas quatro orelhões, sendo que a Anatel
exige pelo menos quatro a cada mil habitantes (Passa Sete tem 5,1 mil).
Tirando os nove aparelhos instalados no terreno, os outros foram
colocados justamente onde já havia: dois em frente ao cemitério (tinha
dois); três em frente a uma loja de roupas (tinha um); e um em frente à
Prefeitura (tinha um).
Segundo o jornal Zero Hora, o prefeito da cidade sulista, Bertino Rech,
disse que a Oi não consultou o município para fazer os investimentos,
como também não pediu autorização para instalar aparelhos dentro do
terreno da Prefeitura. Na quinta-feira da semana passada, 25, um
funcionário da operadora foi averiguar a situação, mas não deu
explicações.
Fonte: Olhar Digital
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