
Carlinhos Cachoeira (Foto: Reprodução/Google Imagens)
O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi denunciado
mais uma vez pelo MPF/GO (Ministério Público Federal em Goiás) por
exploração ilegal de jogos. É a segunda denúncia embasada na Operação
Monte Carlo – a primeira, de março deste ano, tratava de corrupção de
agentes públicos e tráfico de influência.
A denúncia apresentada agora envolve 17 das 80 pessoas acusadas na
primeira lista. Além de Cachoeira, o MPF viu indícios de participação de
assessores do empresário para a exploração ilegal de jogos de azar em
Goiás e no DF (Distrito Federal), que trabalhavam de forma
"cartelizada", com clara divisão de funções.
Segundo o MPF, os dois processos da Operação Monte Carlo precisaram ser
desmembrados porque a perícia das 345 máquinas caça-níqueis levou mais
tempo para terminar. A análise concluiu que os equipamentos
contrabandeados vieram de países como a China, Malásia, Taiwan, as
Filipinas, a Costa Rica e Coreia.
De acordo com o MPF, até a deflagração da operação, em fevereiro deste
ano, a atividade de exploração de jogos se concentrava no Entorno do DF e
em Goiás, e Cachoeira recebia entre 20% e 30% dos lucros. Depois disso,
o grupo concentrou a exploração de atividades na capital federal, e o
esquema continuou funcionando mesmo com a prisão de alguns envolvidos.
O caso será apurado na 11ª Vara da Justiça Federal em Goiás, onde já
tramita o primeiro processo envolvendo Cachoeira. A pena máxima para o
crime de exploração ilegal de jogos é até quatro anos de prisão, mas
segundo o MPF, a punição pode aumentar porque alguns réus cometeram o
crime mais de uma vez.
A denúncia foi apresentada um dia depois de Carlinhos Cachoeira ganhar
liberdade, depois de ficar mais de 250 dias no Presídio da Papuda, no
DF. O empresário foi preso em fevereiro deste ano em função das
investigações da Operação Monte Carlo, mas desde outubro, a prisão do
empresário passou a ter base nas denúncias da Operação Saint-Michel, que
apurou fraudes em licitação no sistema de transporte público do
Distrito Federal.
Fonte: Última Instância
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