
André Costa Fonte:www.miseria.com.br
Material apreendido durante revista na Cadeia Pública de Barbalha (Foto:
Agência Miséria)
Durante uma vistoria de rotina na manhã desta segunda-feira (10) na
Cadeia Pública de Barbalha, foram apreendidas diversas armas brancas,
além de bebidas, drogas e celulares.
A operação, conduzida pelo Comandante da 2ªCia/2ºBPM, Capitão Rodrigues
com participação integrada da Secretaria de Justiça do Estado, apreendeu
no total, 16 aparelhos celulares, três baterias e cinco carregadores;
sete "trouxas" de maconha, três de Crack e 14 de cocaína;
aproximadamente 600 ml de bebida alcoólica e dez armas brancas, todas
feitas de forma artesanal.
O comandante assegura que essa operação, feita com constância,
apresentará resultados significativos à sociedade, no que diz respeito a
desarticulação do crime organizado, e que "a polícia militar,
juntamente com a Secretaria de Justiça não medirá forças para cessar a
violência na região, que muitas vezes, parte de dentro das unidades
prisionais".
Os celulares são utilizados para ordenar e/ou planejar assaltos,
sequestros e execuções. Como também para a prática de golpes conhecidos
como "sequestro virtual" e "bilhete premiado", em que cidadãos comuns,
de fora da unidade carcerária, recebem ligações de presos com a
informação de que parentes foram sequestrados e que o resgate deve ser
feito em depósito bancário, ou mesmo que a vítima foi vencedora de um
suposto prêmio e que, para recebê-lo, deve fazer um depósito.
Segundo o Comandante, o material aprendido será inspecionado a fim de
coletar dados de interesse do Sistema Penitenciário, que possam elucidar
crimes e prevenir futuros danos à sociedade.
De acordo com Rodrigues, a constante inspeção nas celas, é de suma
importância para minimizar o ingresso de materiais ilegais da cadeia.
"Contamos com o apoio dos agentes penitenciários, para intensificar as
vistorias, coibindo assim, a entrada desses objetos, que podem causar
transtornos dentro [como, por exemplo, rebeliões e assassinatos] e fora
[como os golpes citados no início da reportagem] da cadeia", ressaltou.
Parte do material entra nas unidades em meio às visitas. Mas também há
casos em que, do lado de fora, objetos são arremessados para dentro das
unidades.
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