
O comerciante José Tauílio Gomes Pereira, 50, foi morto com vários tiros
(Foto: NATASHA MOTA)
A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)) continuam em
diligências e investigações sigilosas na tentativa de esclarecer dois
assassinatos misteriosos ocorridos nas última semanas na Capital.
Um deles, a morte do comerciante José Tauílio Gomes Pereira, 50, crime
ocorrido na manhã do último dia 22. Ele foi assassinado, a tiro,
precisamente na porta de seu estabelecimento comercial, a revendedora de
automóveis ´Tropical Veículos´, situada na Avenida Aguanambi, no Bairro
de Fátima.
Outro
O segundo assassinato misterioso ocorreu na noite do esmo dia (22),
quando um homem, identificado por José Wilton Nogueira Costa, foi
executado, com dois tiros de pistola na cabeça. O caso ocorreu na Rua
Doutor Pedro Rocha, no bairro Alto da Balança. O corpo da vítima ficou
no banco traseiro de um veículo Prisma, preto, com placa de Maracanaú
(CE).
O delegado Franco Pinheiro, diretor adjunto da DHPP, informa que, em
relação ao caso do comerciante de automóveis, familiares e amigos da
vítima estão sendo ouvidos. Pelo menos, dois suspeitos chegaram a ser
detidos, mas acabaram liberados depois de comprovado que eles não teriam
participação no assassinato de Tauílio.
O crime foi filmado pelas câmeras do próprio estabelecimento comercial
da vítima. As imagens mostram que, minutos antes do assassinato, dois
homens foram vistos rondando a revenda. Quando o comerciante chegou para
dar início ao seu expediente de trabalho, foi atacado ainda na calçada e
executado friamente com tiros na cabeça.
A gravação mostra o atirador, um homem de aparência jovem magro, e que
vestia uma camisa listrada, caminhando em direção à vítima, mas as
imagens não são nítidas em relação ao rosto do pistoleiro.
Conforme o delegado, a princípio, está descartada a hipótese de uma
vingança, visto que o comerciante não teria inimigos nem havia se
envolvido em num tipo de desavença que pudesse levar ao crime.
Com relação ao segundo crime, o mistério é ainda maior. José Wilton era
morador do bairro Acaracuzinho, em Maracanaú, e foi executado por um
homem que dirigia o carro onde foi encontrado o corpo da vítima.
Gravações
A Polícia tenta resgatar imagens da cena do crime que podem ter sido
gravadas pelas câmeras de segurança de uma empresa de tratores situada
na esquina onde ocorreu o assassinato. Há suspeitas de que a morte de
Wilton esteja ligada ao envolvimento dele com a prostituição em boates
na Praia de Iracema.
Para as autoridades policiais, uma das principais dificuldades na hora
de investigar crimes misteriosos é o silêncio das testemunhas oculares,
bem como de familiares e amigos das vítimas. Todos procuram uma forma de
não colaborar com a Polícia, já que, muitas vezes, recebem ameaças
direta dos criminosos, ou recebem ´recados´ destes.
Fonte: Diário do Nordeste
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