‘De embrulhar o estômago’, escreve o diário Olé em sua capa. Dirigente pede prisão de responsáveis, e site do clube argentino sai do ar
O diário “Olé” fez coro com as versões do Tigre para os distúrbios – de que seguranças agrediram gratuitamente alguns atletas – e estampou uma foto do elenco abatido dentro do vestiário e a seguinte manchete: “De embrulhar o estômago”.
Capa do jornal "Olé" (Foto: Reprodução/Olé)
- Vergonha na final da Sul-Americana: no intervalo a segurança
brasileira brigou com jogadores do Tigre e apontou uma arma no peito de
Albil. Como não voltaram a jogar, deram a Copa ao São Paulo – escreveu a
publicação, que também colocou o São Paulo como “campeão do
constrangimento”.O jornal “Clarín” classificou a decisão, que terminou com a vitória de 2 a 0 do time de Ney Franco, como um “Pesadelo do Tigre”.
- Escândalo na Copa Sul-Americana. A final acabou com um ataque feroz – diz o texto na versão on-line do diário portenho.
- Com brigas e escândalo, São Paulo é novo campeão. Os brasileiros ficaram com o troféu após jogar apenas 45 minutos. Tigre abandonou por incidentes no vestiário - escreveu o portal “Infobae”.
- São Paulo, a vergonha sul-americana. Os jogadores argentinos foram emboscados e agredidos pela segurança privada do clube no vestiário. A Conmebol se apressou para montar o palco para a premiação. E o Morumbi deixou uma mancha inapagável no futebol – publicou o site oficial do periódico.
Jornal "The Sun" destaca confusão no Morumbi
(Foto: Reprodução / The Sun)
Jornais europeus também deram destaque ao caos no Morumbi, mas sem
pender para um lado ou para ou outro. O diário "The Sun" foi além e, em
sua página oficial, fez um trocadilho com o nome do São Paulo e sons de pancadas ("Pow").(Foto: Reprodução / The Sun)
Dirigente pede prisão de agressores, e site do Tigre sai do ar
Sergio Massa, dirigente do Tigre e político argentino, avisou que o clube fará protestos contra o São Paulo na AFA (Associação de Futebol Argentino) e Conmebol. Ele também pediu que os responsáveis pela confusão – que segundo ele foi totalmente provocada por seguranças do São Paulo e policiais – sejam presos. Ele também indicou que o clube pode fazer uma manifestação durante o sorteio dos grupos da Libertadores de 2013, na próxima sexta-feira (21), em Assunção. No entanto, o clube não pretende pedir a anulação da partida, já que até Nicolas Leoz, presidente da Conmebol, participou da cerimônia de premiação.
Oficialmente, a diretoria do Tigre ainda não emitiu nenhuma nota oficial sobre o assunto e o site da agremiação (http://www.catigre.com.ar) está fora do ar. A delegação do clube chegou no fim da manhã desta quinta-feira em Buenos Aires com o mesmo discurso dito em São Paulo.
- Nunca vivi algo assim - disse o técnico da equipe, Pipo Gorosito, em declarações publicadas pelo jornal "Olé".
Jogadores do Tigre desembarcam no Aeroparque, em Buenos Aires (Foto: Reprodução / Olé)
A diretoria do São Paulo nega as acusações. Pouco antes da queixa do
Tigre, quatro seguranças do Tricolor foram ao 89º DP e registraram um
boletim de ocorrência acusando os jogadores do Tigre de os terem
agredidos. Depois, os quatro foram encaminhados ao DHPP para registrar
depoimento. O caso será investigado.Além dos seguranças do SPFC, oito integrantes da delegação do Tigre (entre eles, Albil, Orban e Galmarini, que mostravam marcas de agressão) prestaram depoimento no DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, no centro de São Paulo). O ônibus deixou o DHPP por volta das 3h, com destino ao hotel onde o time argentino está hospedado em São Paulo, na região do Morumbi, mas os jogadores que prestavam queixa permaneceram na delegacia e fizeram exame de corpo delito.
Todos prestaram esclarecimentos e deixaram o local às 4h30m. À delegada de plantão, eles sustentaram a versão de que teriam sido ameaçados gratuitamente pelos seguranças são-paulinos e que arrancaram divisórias e prateleiras de madeira dos vestiários com o intuito de se defender.
Vestiário do Tigre foi destruído e ficou com marcas de sangue (Foto: Marcelo Prado/Globoesporte.com)
Confusão começa no fim do 1º tempoA confusão se deu no intervalo de jogo, ainda no campo, logo após o fim do primeiro tempo, quando o atacante Lucas passou pelo lateral-esquerdo Orban oferecendo a ele, de forma irônica, o chumaço de algodão que estancava o sangramento em sua narina direita. Lucas havia sido atingido pelo argentino pouco antes.
Jogadores do Tigre revoltados no vestiário (Foto: Miguel Schincariol / Agência Estado)
Não demorou para que jogadores do Tigre cercassem o camisa 7 do São
Paulo. A confusão foi generalizada. Revoltados com a provocação – e,
claro, com a derrota na bola -, os argentinos partiram para cima dos
são-paulinos e por pouco não invadiram o vestiário do time da casa.
Policiais precisaram intervir e, segundo jornalistas argentinos, houve
confronto da PM com os jogadores.O técnico Nestor Gorosito, em entrevista à ESPN Argentina, acusou os policiais de terem ameaçado seus jogadores com armas de fogo. Ele chamou os jogadores do São Paulo de "cagões" e afirmou que "só se garantem com os policiais". Ao canal Fox Sports, o volante Galmarini afirmou:
- Não queria que terminasse da maneira que terminou. Estou triste por acabar assim, sendo ameaçado com um cassetete e um revólver.
Confusão em campo, no jogo entre São Paulo e Tigre (Foto: Agência Reuters)
Nenhum comentário:
Postar um comentário