
São 10 meses do mesmo ano com menos de 300 assassinatos a cada 30 dias
(Foto: Bernardo Soares/JC Imagem)
Na virada de 2006 para 2007, Pernambuco registrou um dos piores picos de
violência. A taxa de homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes
atingiu a casa de 56,09. Mais do que o dobro da média nacional, de 26,3
assassinatos para 100 mil habitantes. Uma realidade bem diferente do que
ocorre hoje, cinco anos depois da implantação do Pacto pela Vida,
programa que estabeleceu como meta a redução de 12% do número de Crimes
Violentos Letais Intencionais (CVLIs), a cada 12 meses. Em novembro,
penúltimo mês de 2012, próximo da virada para 2013, o Estado deu um
passo importante para a consolidação do plano de combate a esse tipo de
crime e chegou a um dos melhores resultados da série histórica, desde
janeiro de 2004, com taxa de 36,55 mortes para cada 100 mil habitantes.
Em números absolutos, foram 252 assassinatos ou 14,9% a menos do que no
mesmo mês de 2011. No acumulado de 2012, a queda é de 8%, ou 227
execuções a menos do que no ano anterior. O número, nesse caso, ficou
abaixo do estabelecido pela meta do pacto.
Nas contas do governo, novembro de 2012 foi um mês marcado por uma série
de boas estatísticas. Para começar, Pernambuco registrou a segunda
melhor marca do ano, perdendo apenas para julho, com 222 crimes. Já são
10 meses do mesmo ano com menos de 300 assassinatos a cada 30 dias. “É
uma meta que nós temos. Ficar com menos de 300 mortes por mês. Já
tivemos mais de 450 em janeiro de 2007”, afirma o secretário de Defesa
Social, Wilson Damázio. Num cálculo hipotético, levando em conta a média
de assassinatos registrada antes da implantação do Pacto pela Vida, em
2007, ele comemora a marca obtida pelo governo. “Salvamos 5.757 vidas.
Esse era o número de pessoas que poderiam ter sido mortas de lá para cá,
se não existisse o programa.”
Fonte: Jornal do Commercio
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