Delmiro Baturité de Zamenhof repetiu na CGD a versão que apresentara à Imprensa local. (Foto: Lucas de Menezes)
O delegado de Polícia Civil, Delmiro Baturité Queiroz de Zamenhof, que
foi afastado das suas funções há três semanas, depois de deixar de
autuar em flagrante três homens acusados de tráfico de drogas, foi
ouvido, na manhã de ontem, na sede da Controladoria Geral de Disciplina
dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário do Estado do
Ceará (CGD).
Durante mais de uma hora, Delmiro repetiu, basicamente, a versão que havia revelado ao Diário do Nordeste, em entrevista na última quinta-feira e publicada no dia seguinte. Segundo ele, pela forma como a ocorrência lhe foi apresentada, ele decidiu lavrar contra os suspeitos apenas um Termo Circunstanciado de Ocorrência (T.C.O.) por uso de entorpecentes e, não, por tráfico, como queriam os PMs responsáveis pela prisão do trio.
Repetiu
O delegado contou que estava de plantão no 34º DP (Centro), na noite do último dia 14, quando policiais militares do Batalhão Raio (BPRaio) compareceram à delegacia com três homens presos em uma casa no bairro Rodolfo Teófilo.
Segundo Delmiro, antes, a mesma equipe já havia passado na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) e entregue ali um menor, que assumiu ser o dono das drogas e, por isso, foi apreendido em flagrante. Ele afirma que, em sua análise, concluiu que os três homens eram apenas usuários de drogas, já que o adolescente havia assumido ser o dono das pedras de crack e dos objetos apreendidos (balança de precisão, material para embalagem etc). Contou, ainda, que um dos PMs somente lhe relatou uma suposta tentativa de suborno aos militares, no fim da lavratura do T.C.O..
Delmiro foi ainda além, e disse que, no decorrer do atendimento à ocorrência, recebeu três ligações do delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas, e este tentou convencê-lo a fazer o flagrante. Mas, ele então, respondeu que "não iria mudar de entendimento, a não ser que ocorressem fatos novos".
Fonte: Diário do Nordeste
Durante mais de uma hora, Delmiro repetiu, basicamente, a versão que havia revelado ao Diário do Nordeste, em entrevista na última quinta-feira e publicada no dia seguinte. Segundo ele, pela forma como a ocorrência lhe foi apresentada, ele decidiu lavrar contra os suspeitos apenas um Termo Circunstanciado de Ocorrência (T.C.O.) por uso de entorpecentes e, não, por tráfico, como queriam os PMs responsáveis pela prisão do trio.
Repetiu
O delegado contou que estava de plantão no 34º DP (Centro), na noite do último dia 14, quando policiais militares do Batalhão Raio (BPRaio) compareceram à delegacia com três homens presos em uma casa no bairro Rodolfo Teófilo.
Segundo Delmiro, antes, a mesma equipe já havia passado na Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) e entregue ali um menor, que assumiu ser o dono das drogas e, por isso, foi apreendido em flagrante. Ele afirma que, em sua análise, concluiu que os três homens eram apenas usuários de drogas, já que o adolescente havia assumido ser o dono das pedras de crack e dos objetos apreendidos (balança de precisão, material para embalagem etc). Contou, ainda, que um dos PMs somente lhe relatou uma suposta tentativa de suborno aos militares, no fim da lavratura do T.C.O..
Delmiro foi ainda além, e disse que, no decorrer do atendimento à ocorrência, recebeu três ligações do delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas, e este tentou convencê-lo a fazer o flagrante. Mas, ele então, respondeu que "não iria mudar de entendimento, a não ser que ocorressem fatos novos".
Fonte: Diário do Nordeste
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