Beira-Mar distribuiu beijos e sorrisos para seus familiares durante o julgamento. (Foto: Mauro Pimentel / Terra)
O traficante Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho
Beira-Mar, foi condenado a 80 anos de prisão por duplo homicídio e
tentativa de homicídio por ordenar, de dentro da cadeia, o assassinato
de traficantes rivais em 2002. A sentença foi lida pelo juiz Murilo
André Kieling, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, no
início da madrugada desta quarta-feira.
O réu afirmou que vai recorrer da decisão. Fora a condenação desta quarta, as penas contra o traficante pelos crimes cometidos no Rio chegavam de 69 anos e seis meses de prisão. A marca alcança 120 anos se computadas as decisões de outros Estados.
Beira-Mar já está preso há quase 12 anos por outros crimes e revelou, pela primeira vez, que enquanto estava em Bangu 1 contava com conivência de agentes penitenciários para usar celulares dentro da psisão e usava o advogado como "pombo correio" para falar com comparsas.
Considerado um dos traficantes mais perigosos do País, Beira-Mar teria ordenado, de dentro do presídio de Bangu 1, o assassinato de Antônio Vieira Nunes, o Playboy, e Ednei Thomaz Santos. Adailton Cardoso de Lima foi alvejado, mas sobreviveu.
Os crimes foram cometidos no interior da favela Beira-Mar, em Duque de Caxias. Segundo a denúncia, Beira-Mar determinou os homicídios para vingar a morte de um de seus comparsas, conhecido como Bone.
Julgamento foi marcado por troca de farpas
Num julgamento que durou mais de dez horas, a sessão foi marcada pela troca de farpas entre acusação e defesa. Num primeiro movimento, os advogados de Beira-Mar pediram a suspensão da audiência porque nenhuma das seis testemunhas - quatro de acusação e duas de defesa - compareceu ao tribunal.
Perguntado a Beira-Mar se este preferia o silêncio, o traficante resolveu responder as perguntas. Negou ser o mandante das execuções. "Tanto que eu mandei socorrer o Adailton, que era meu olheiro na comunidade". O traficante alegou ter determinado a realização de uma reunião na favela para esclarecer os motivos de um racha entre traficantes do local. Na época, Beira-Mar estava em Bangu I e dava ordens usando um dos telefones celulares que ficavam à sua disposição na penitenciária.
Beira-Mar admitiu ter mentido em interrogatório anterior, quando dissera que não tinha conhecimento das mortes e que a voz detectada em interceptações telefônicas da Polícia Federal não era dele. "Hoje, tenho uma outra visão de mundo, faço Teologia à distância e quero pagar o que devo à Justiça. Mas quem ouve essas gravações percebe que não ordenei a morte de ninguém", afirmou.
A defesa tentou desqualificar as provas apresentadas pelo MP contra Fernandinho Beira-Mar. "São provas ilícitas, gravações obtidas sem autorização da Justiça. Mas qualquer acusação que envolva o Luiz Fernando tem um peso muito forte. Neste caso, a Constituição está sendo violada pela promotoria", acusou o advogado Wellington Corrêa.
O promotor rebateu. "O acusado e a defesa mostram muita naturalidade diante da perda de duas vidas. Parece que matar se tornou uma coisa banal", disse Marcelo Muniz.
A denúncia contra Beira-Mar foi oferecida em 2002 pelo MP na 4a. Vara Criminal de Caxias. No entanto, o processo acabou sendo transferido para a capital depois que alguns jurados procuraram o Judiciário e relataram o temor de participar da sessão, já que moravam próximos da comunidade Beira-Mar, reduto do traficante.
Fonte: Terra
O réu afirmou que vai recorrer da decisão. Fora a condenação desta quarta, as penas contra o traficante pelos crimes cometidos no Rio chegavam de 69 anos e seis meses de prisão. A marca alcança 120 anos se computadas as decisões de outros Estados.
Beira-Mar já está preso há quase 12 anos por outros crimes e revelou, pela primeira vez, que enquanto estava em Bangu 1 contava com conivência de agentes penitenciários para usar celulares dentro da psisão e usava o advogado como "pombo correio" para falar com comparsas.
Considerado um dos traficantes mais perigosos do País, Beira-Mar teria ordenado, de dentro do presídio de Bangu 1, o assassinato de Antônio Vieira Nunes, o Playboy, e Ednei Thomaz Santos. Adailton Cardoso de Lima foi alvejado, mas sobreviveu.
Os crimes foram cometidos no interior da favela Beira-Mar, em Duque de Caxias. Segundo a denúncia, Beira-Mar determinou os homicídios para vingar a morte de um de seus comparsas, conhecido como Bone.
Julgamento foi marcado por troca de farpas
Num julgamento que durou mais de dez horas, a sessão foi marcada pela troca de farpas entre acusação e defesa. Num primeiro movimento, os advogados de Beira-Mar pediram a suspensão da audiência porque nenhuma das seis testemunhas - quatro de acusação e duas de defesa - compareceu ao tribunal.
Perguntado a Beira-Mar se este preferia o silêncio, o traficante resolveu responder as perguntas. Negou ser o mandante das execuções. "Tanto que eu mandei socorrer o Adailton, que era meu olheiro na comunidade". O traficante alegou ter determinado a realização de uma reunião na favela para esclarecer os motivos de um racha entre traficantes do local. Na época, Beira-Mar estava em Bangu I e dava ordens usando um dos telefones celulares que ficavam à sua disposição na penitenciária.
Beira-Mar admitiu ter mentido em interrogatório anterior, quando dissera que não tinha conhecimento das mortes e que a voz detectada em interceptações telefônicas da Polícia Federal não era dele. "Hoje, tenho uma outra visão de mundo, faço Teologia à distância e quero pagar o que devo à Justiça. Mas quem ouve essas gravações percebe que não ordenei a morte de ninguém", afirmou.
A defesa tentou desqualificar as provas apresentadas pelo MP contra Fernandinho Beira-Mar. "São provas ilícitas, gravações obtidas sem autorização da Justiça. Mas qualquer acusação que envolva o Luiz Fernando tem um peso muito forte. Neste caso, a Constituição está sendo violada pela promotoria", acusou o advogado Wellington Corrêa.
O promotor rebateu. "O acusado e a defesa mostram muita naturalidade diante da perda de duas vidas. Parece que matar se tornou uma coisa banal", disse Marcelo Muniz.
A denúncia contra Beira-Mar foi oferecida em 2002 pelo MP na 4a. Vara Criminal de Caxias. No entanto, o processo acabou sendo transferido para a capital depois que alguns jurados procuraram o Judiciário e relataram o temor de participar da sessão, já que moravam próximos da comunidade Beira-Mar, reduto do traficante.
Fonte: Terra
Antes de matar professora, suspeito compartilhou homenagem no Facebook
O estudante Thomas Haraguti, 33 anos, que assassinou a professora Simone
de Lima a facadas dentro da Escola Estadual Professor Joaquim de Toledo
Camargo, em Itirapina-SP, na noite de segunda-feira, compartilhou 15
dias antes do crime em sua página no Facebook uma mensagem que fala
sobre a importância social dos professores.
"No Japão o único profissional que não precisa se curvar diante do imperador é o professor, pois, segundo os japoneses, numa terra em que não há professores não pode haver imperador”, diz a mensagem compartilhada pelo suspeito. Ele ainda fez um comentário sobre o tema. “Bom sabe (sic)”, escreveu Haraguti.
Segundo o tenente Ademar Gregolim Júnior, comandante de policiamento do município que fica a 190 quilômetros de São Paulo, tudo indica que o motivo do crime foi passional. "O autor teria uma paixão avassaladora por essa professora, e ela não teria sentimento por ele", disse o tenente Gregolim. "E aí (o estudante) ficou frustrado e teria cometido esse crime", afirmou.
Thomas Haraguti, que era aluno de uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), foi preso por volta das 3h desta terça-feira, enquanto caminhava às margens da rodovia Ayrton Senna. De acordo com o comandante da PM de Itirapina, o suspeito disse aos policiais que o prenderam que sentia uma "raiva insuportável" da professora. O estudante teria sido alvo de provocações de colegas devido à paixão por Simone de Lima.
De acordo com a Polícia Militar, ele entrou na escola na noite de segunda-feira vestido de preto e carregando duas mochilas, foi até a sala dos professores onde Simone estava e a atacou com sete facadas. Duas pessoas que estavam na sala com ela não conseguiram deter o agressor, que fugiu em seguida.
O suspeito prestou depoimento da Delegacia de Polícia do município durante a manhã. Após o interrogatório, ele foi levado à cadeia de Rio Claro, a 40 quilômetros de Itirapina.
Fonte: Terra
"No Japão o único profissional que não precisa se curvar diante do imperador é o professor, pois, segundo os japoneses, numa terra em que não há professores não pode haver imperador”, diz a mensagem compartilhada pelo suspeito. Ele ainda fez um comentário sobre o tema. “Bom sabe (sic)”, escreveu Haraguti.
Segundo o tenente Ademar Gregolim Júnior, comandante de policiamento do município que fica a 190 quilômetros de São Paulo, tudo indica que o motivo do crime foi passional. "O autor teria uma paixão avassaladora por essa professora, e ela não teria sentimento por ele", disse o tenente Gregolim. "E aí (o estudante) ficou frustrado e teria cometido esse crime", afirmou.
Thomas Haraguti, que era aluno de uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), foi preso por volta das 3h desta terça-feira, enquanto caminhava às margens da rodovia Ayrton Senna. De acordo com o comandante da PM de Itirapina, o suspeito disse aos policiais que o prenderam que sentia uma "raiva insuportável" da professora. O estudante teria sido alvo de provocações de colegas devido à paixão por Simone de Lima.
De acordo com a Polícia Militar, ele entrou na escola na noite de segunda-feira vestido de preto e carregando duas mochilas, foi até a sala dos professores onde Simone estava e a atacou com sete facadas. Duas pessoas que estavam na sala com ela não conseguiram deter o agressor, que fugiu em seguida.
O suspeito prestou depoimento da Delegacia de Polícia do município durante a manhã. Após o interrogatório, ele foi levado à cadeia de Rio Claro, a 40 quilômetros de Itirapina.
Fonte: Terra
28ª Morte de forma violenta em Mossoró-RN
Mais uma morte violenta foi
registrada em Mossoró, por volta de 11 horas de terça feira 12 de Março
de 2013, pela Central de Operações da Policia Militar. A ação criminosa
aconteceu na Rua Seis de Janeiro, próximo ao campo de Futebol do
Vereador Zé Peixeiro, no Bairro Santo Antônio.Adriel
Enedino da Silva, 18 anos de idade, foi alvejado com dois disparos de
arma de fogo efetuado por dois elementos desconhecidos em uma
motocicleta.A
vitima, foi socorrida por populares até a Central do Samu, mas não
resistiu e morreu quando recebia atendimento medico. A família
desconhece os motivos e a autoria do assassinato de Adriel.O corpo de Adriel Enedino da Silva foi conduzido para o Instituto Técnico e Cientifico de Policia, onde será necropsiado.
Fonte: O Câmera
Fonte: O Câmera
Nenhum comentário:
Postar um comentário