"Sempre
quis ser mãe, mas ter um filho da minha barriga exige uma relação muito
profunda que eu não pretendo ter. Então, penso em adotar". Essa frase
absurda foi dita pela atriz Cléo Pires no programa "Marília Gabriela
Entrevista", do canal GNT e é sobre ela, a frase, que eu pretendo
discorrer hoje (não tenho nada contra a atriz, mas tudo contra o que ela
disse!).
Antes de qualquer coisa, espero que esteja tudo bem com vocês, leitores. É que fiquei tão chocada ao tomar conhecimento dessa declaração que não consegui nem cumprimentá-los.
Bom, vamos ao que interessa. Primeiro: ela disse que sempre quis ser mãe mas não pretende ter uma relação profunda. Como é? Desculpe mas, na minha opinião, nem um cachorro uma pessoa assim pode ter. Ter um filho, biológico ou adotado, implica em ter uma relação profunda sim! Vou além: a relação entre mãe e filho é mais do que profunda, transcende qualquer explicação que eu busque para dar aqui.
Aliás, ela diz que não pretende ter filhos da própria barriga porque não quer ter uma relação muito profunda e que, por isso, pretende apenas adotar uma criança... talvez Cléo Pires ache que o fato da criança ter sido gerada em outra barriga não implique numa relação profunda. Quanta ignorância! Por acaso ela pensa que as mães de filhos adotados amam de maneira diferente das que tem filhos biológicos? Por acaso já contaram a ela que muita mães de filhos adotados chegam até a amamentar (o seio produz leite espontâneamente), tamanha a "profundidade da relação" que se cria? Será que ela já ouviu falar que muitos filhos adotados chegam a ficar fisicamente parecidos com seus pais, por causa dessa relação profunda?
Quero deixar claro que não critico quem não quer ser mãe. Nós mães não somos mais nem menos especiais do que ninguém. Acho até admirável quem não tem esse sonho e assume, apesar da sociedade pressionar para que todas nós procriemos. Melhor assim do que a mulher se transformar numa mãe ausente e a criança sofrer. Mas será que essa moça sabe o que significa mesmo gerar uma criança e, por isso, quer abrir mão? Eu, com a experiência de duas filhas, posso ajudar um pouco a explicar, embora estejamos falando, mais uma vez, de algo imensurável...
Gerar uma criança no próprio ventre significa sentir o amor dentro de você, de uma maneira única. Basta falar dos movimentos que o bebê faz dentro da nossa barriga. Sentir o filho se mexer, sentir os chutinhos...é coisa de Deus! Saber que você está alimentando seu bebê, saber que ele cresce a cada dia dentro de você, aguardar o dia do parto... são emoções novas durante 9 meses! Se eu quisesse, poderia escrever milhares de páginas sobre as sensações de ser mãe! Mas eu não quero, não pretendo aqui convencer Cléo Pires a ter um bebê! Vale a pena repetir: não culpo a atriz por não querer gerar uma criança! Culpo por dizer que não quer uma coisa que ela nem conhece. Ela não tem a dimensão do que está perdendo! Culpo também pelo que disse com relação a adoção! Falo em nome de mães e pais que tem filhos adotados (conheço vários!).
Uma pessoa pública tem que pensar 2, 3, 1000 vezes antes de falar alguma coisa. Acho que a Cléo não pensou nem uma.
Desabafei. Desculpem.
PatiAntes de qualquer coisa, espero que esteja tudo bem com vocês, leitores. É que fiquei tão chocada ao tomar conhecimento dessa declaração que não consegui nem cumprimentá-los.
Bom, vamos ao que interessa. Primeiro: ela disse que sempre quis ser mãe mas não pretende ter uma relação profunda. Como é? Desculpe mas, na minha opinião, nem um cachorro uma pessoa assim pode ter. Ter um filho, biológico ou adotado, implica em ter uma relação profunda sim! Vou além: a relação entre mãe e filho é mais do que profunda, transcende qualquer explicação que eu busque para dar aqui.
Aliás, ela diz que não pretende ter filhos da própria barriga porque não quer ter uma relação muito profunda e que, por isso, pretende apenas adotar uma criança... talvez Cléo Pires ache que o fato da criança ter sido gerada em outra barriga não implique numa relação profunda. Quanta ignorância! Por acaso ela pensa que as mães de filhos adotados amam de maneira diferente das que tem filhos biológicos? Por acaso já contaram a ela que muita mães de filhos adotados chegam até a amamentar (o seio produz leite espontâneamente), tamanha a "profundidade da relação" que se cria? Será que ela já ouviu falar que muitos filhos adotados chegam a ficar fisicamente parecidos com seus pais, por causa dessa relação profunda?
Quero deixar claro que não critico quem não quer ser mãe. Nós mães não somos mais nem menos especiais do que ninguém. Acho até admirável quem não tem esse sonho e assume, apesar da sociedade pressionar para que todas nós procriemos. Melhor assim do que a mulher se transformar numa mãe ausente e a criança sofrer. Mas será que essa moça sabe o que significa mesmo gerar uma criança e, por isso, quer abrir mão? Eu, com a experiência de duas filhas, posso ajudar um pouco a explicar, embora estejamos falando, mais uma vez, de algo imensurável...
Gerar uma criança no próprio ventre significa sentir o amor dentro de você, de uma maneira única. Basta falar dos movimentos que o bebê faz dentro da nossa barriga. Sentir o filho se mexer, sentir os chutinhos...é coisa de Deus! Saber que você está alimentando seu bebê, saber que ele cresce a cada dia dentro de você, aguardar o dia do parto... são emoções novas durante 9 meses! Se eu quisesse, poderia escrever milhares de páginas sobre as sensações de ser mãe! Mas eu não quero, não pretendo aqui convencer Cléo Pires a ter um bebê! Vale a pena repetir: não culpo a atriz por não querer gerar uma criança! Culpo por dizer que não quer uma coisa que ela nem conhece. Ela não tem a dimensão do que está perdendo! Culpo também pelo que disse com relação a adoção! Falo em nome de mães e pais que tem filhos adotados (conheço vários!).
Uma pessoa pública tem que pensar 2, 3, 1000 vezes antes de falar alguma coisa. Acho que a Cléo não pensou nem uma.
Desabafei. Desculpem.
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