Atualizado em
26/03/2013 12h54
Duas pessoas ficaram feridas no conflito desta manhã.
PM estima que 1,7 mil morem no terreno invadido há cerca de 1 ano.
Os moradores protestaram contra a reintegração do terreno, que tem cerca de 130 mil metros quadrados, desde o início da manhã. No começo da manhã, os moradores ficaram perfilados, formando um cordão de isolamento, e a PM chegou a utilizar bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes e os moradores se refugiavam nas casas para escapar das bombas de efeito moral e do spray de pimenta lançados, de acordo com a Rádio CBN.
A estimativa da Polícia Militar é que 1.700 pessoas habitem no terreno. Há cerca de um ano, 800 casas de alvenaria começaram a ser construídas.
Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o processo de reintegração de posse foi movido pelo dono do terreno, Heraclides Batalha de Camargo Filho, contra a Sociedade Amigos do Jardim Alto Alegre. Perguntado se havia tentado negociar com as famílias, o proprietário respondeu: "como, eles são invasores. Eles invadiram a minha terra", disse Heráclides Filho.
Os advogados das partes foram procurados pelo G1, mas até as 11h não comentaram o assunto.
A defesa dos moradores busca apoio político. "Nós estamos aguardando os meios e estamos buscando também ajuda política para tentarmos conversar e termos uma medida que não seja tão prejudicial às famílias", diz Ricardo Sampaio, advogado da associação dos moradores.
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