Alexandre, filho do músico, foi o primeiro a chegar à Igreja Nossa Senhora do Carmo nesta quarta, 13, e se irritou com os fotógrafos.
Alexandre, filho do músico, foi o primeiro da família a chegar ao local. Ele entrou rapidamente pela lateral da igreja e se irritou com os fotógrafos. "Tira foto disso aqui, filho da puta", disse o rapaz, mostrando em seguida o dedo médio. Pouco tempo depois, chegou Graziela, de roupa branca e óculos escuros. Ela não quis falar com a imprensa, balançando a cabeça em negativa ao ser abordada pelos jornalistas.
O baixista do grupo Charlie Brown Jr. Champignon e o guitarrista Marcão chegaram pouco após o inicio da missa e também não quiseram falar com a imprensa.
Chorão vai receber ainda uma segunda missa organizada pela família e divulgada pela prima e apresentadora Sônia Abrão, na Igreja Santa Edwirges, também em Santos.
"Vários fãs e amigos estão se mobilizando para homenagear Chorão. Além da missa da família e da missa que a Graziela está organizando com a banda e outros amigos, fãs espalhados por todo o Brasil também participarão de missas. Todo mundo quer participar", disse Sônia, despistando que as missas separadas pudessem significar um mal-estar entre a família e a ex-mulher.
(Foto: Iwi Onodera / EGO)
Fãs comparecem na missa
Já a bancária Dulce Rosana, de 48 anos, é fã desde que a banda começou: "O via muito andar de skate aqui em Santos. O que mais me impressiona é o lado escritor e poeta dele".
A estudante Mariana Leite do Vale levou a filha Graziela, de 3 anos, com uma camisa com a inscrição "O impossível eh questão de opinião", trecho da música "Só os loucos sabem". "Não acredito na morte dele, é inaceitável", lamenta ela, que acompanhava o Charlie Brown Jr. desde 1997. O marido, Fábio Lessa do Vale, contou uma passagem ao lado do cantor. "Alem de já ter ido ao camarim, uma vez a Mariana ganhou uma promoção de rádio para ir ao aniversario do Chorão, em 2005. Ele viu que ela estava sozinha, parou o 'parabéns' no meio e pediu que eu entrasse, quando ela contou que eu a aguardava do lado de fora", recorda.
Há uma semana, enquanto estavam no Instituto Médico Legal (IML) esperando a liberação do corpo de Chorão, o irmão e a ex-mulher do vocalista chegaram há se desentender. Ricardo e Graziela discutiram alto, trocando inclusive xingamentos. Amigos e parentes tiveram que separá-los. Ricardo continuou dentro do local, enquanto Graziela foi para a área externa. "Os ânimos estão exaltados e houve mesmo uma pequena confusão, mas já passou", disse Reginaldo Lima, ex-cunhado do músico, logo após a confusão.
Investigação da morte
Chorão foi sepultado no cemitério Vertical Memorial de Santos, em São Paulo, na quinta, 7. O cantor foi encontrado morto em seu apartamento da Zona Oeste de São Paulo na madrugada de quarta-feira, 6. De acordo com o site G1, seu motorista o achou desacordado e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A unidade de resgate constatou que ele já estava morto. A Polícia Militar disse ter recebido um chamado às 5h18 para "verificação de morte natural em um apartamento". A ocorrência foi registrada na 14ª DP como morte suspeita. Uma equipe do Instituto de Criminalística esteve no local para perícia. O caso foi encaminhado para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A família ainda aguarda autorização para cremar o corpo de Chorão. Segundo o ex-cunhado do cantor, Reginaldo Lima, o pedido para a cremação já foi feito. "Era desejo do Chorão ser cremado, assim como foi o pai dele. Mas o médico precisa avaliar se o material coletado na necrópsia foi suficiente para ele concluir qual foi a causa da morte", disse.
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