Demontier Tenório
Iran Calçados foi assassinado em Caicó (RN) e o principal suspeito é Neto Mossoró (Foto: Agência Miséria)
O colega de atividade de Iran e testemunha do crime, Cícero Claudio da Silva, de 37 anos, também residente em Juazeiro, chegou a manifestar em entrevista a desconfiança de um crime por encomenda. Ele ainda foi perseguido por um dos assassinos, mas escapou. A polícia de Caicó assegura que as investigações estão bem adiantadas. Ontem, familiares do crediarista foram até àquela cidade se inteirar sobre essas investigações e cobrar agilidade na apuração do caso.
Momento
da apreensão de Neto Mossoró – ainda menor – em março do ano passado
junto com o seu padrasto Toinho. (Foto: Agência Miséria)
Uma informação de Cláudio segundo a qual um dos acusados era muito violento leva a polícia a suspeitar do envolvimento de um jovem residente na área e apelidado por Neto Mossoró ou Neto da Doze pelo fato de praticar vários assaltos em Caicó empunhando uma espingarda calibre 12. Ele é tido e gosta de ser chamado mesmo é o "Terror da Zona Oeste" contra quem pesam acusações de coordenar tiroteios e não costuma ser piedoso com suas vítimas.
Um perfil do investigado apresentado no Blog do Edmilson Sousa de Caicó aponta que o mesmo foi de Mossoró para àquela cidade, a fim de sobreviver do crime puxado por comparsas seridoenses. De acordo com a descrição, tenta passar uma falsa imagem de sua pessoa, é cordial com a polícia e tido como “dedo duro”. Conforme acrescenta o jornalista, na prática de um crime ele humilha suas vítimas com chutes, coronhadas e as intimida com gritos imperativos deixando claro que a desobediência é fatal.
Casa em que Neto mora recebendo a visita de policiais militares do Rio Grande do Norte. (Foto: Agência Miséria)
Um fato novo nas investigações é que seriam três envolvidos na morte de Iran Calçados, mas somente dois surgiram na cena do crime. O trio teria sido visto momentos antes nas proximidades da casa onde seria efetuada a cobrança de R$ 70,00 por Iran e seu colega. Da quarta para quinta-feira, policiais militares montaram campana durante a madrugada para tentar capturar um dos suspeitos que mora perto e não apareceu em casa, mas os PMs optaram por não revelar o nome.
De acordo com a imprensa de Caicó, Neto Mossoró pratica crimes desde sua adolescência. O próprio Major Costa, Comandante do 6º BPM com sede naquele município, disse que o rapaz “é um velho cliente da polícia” e acrescentou: “É uma questão de honra para a Polícia Militar prendê-lo. Vamos colocá-lo mais uma vez na prisão, caso seja provada sua participação. É só uma questão de tempo”. Ele disse que a PM já o prendeu várias vezes, mas a lei garantia sua liberdade.
Uma dessas vezes foi no dia 5 de março do ano passado juntamente com o seu padrasto Antônio Neto Rodrigues Diniz, de 46 anos, o Toinho, que mora na Rua Salviano Santos, 555 (Bairro João Paulo II). Na época, Neto Mossoró ficou interno no CEDUC até se tornar maior de idade. O padrasto dele estava foragido e outro comparsa preso em março de 2012 foi Júlio César da Silva, de 18 anos, o temido "Duvica", 18 anos, que mora na mesma rua e é acusado de assaltos à mão armada e furtos.
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