Atualizado em
25/04/2013 21h26
Motorista apresentou nota fiscal incompleta em Posto Fiscal de Itumbiara.
Exército foi chamado para investigar o veículo; empresa será indiciada.
Segundo a polícia, o caminhão havia saído de Cruzeiro (SP) e tinha como destino a cidade de Santa Helena, no sudoeste de Goiás. O motorista informou aos fiscais que a carga seria levada para uma pedreira na cidade goiana.
Para carregamentos deste tipo, é necessário que a nota fiscal e a guia de tráfego identifiquem o destinatário do carregamento. No entanto, ambos os documentos informaram que tanto o endereço de origem como o de entrega era o da empresa fabricante.
Por conta desta irregularidade, o caminhão foi impedido de seguir viagem. As caixas onde estavam os explosivos foram identificadas, lacradas e apreendidas preventivamente.
Além disso, de acordo com os militares do Exército, o caminhão não estava cadastrado para transportar as mercadorias, embora a empresa tenha autorização para fabricar e vender os produtos.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso. Conforme explicou o delegado Lucas Finhouldt, funcionários da empresa responderão judicialmente pelo fato.
"Os gerentes e proprietários da empresa serão interrogados e indiciados pelo artigo 16, inciso III do Estatuto do Desarmamento, que é a posse de artefato explosivo irregular", explicou.
Uma assessora da empresa responsável pela mercadoria, disse que houve um erro no preenchimento da nota fiscal e que não sabe ainda porque o caminhão apreendido não está cadastrado no Exército para poder realizar o transporte.
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