Atualizado em
08/04/2013 14h21
Transpetro informou que trabalho foi concluído durante a madrugada.
Equipes de contigência são mantidas em praias no litoral norte paulista.
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sábado (6). (Foto: Acácio Gomes/ Imprensa Livre)
Equipes de contingência continuam nas praias de Capricórnio, Massanguaçu e Cocanha, em Caraguatatuba, e Cigarras e Ponta do Arpoador, em São Sebastião, para monitorar e dispersar eventuais resíduos trazidos pela maré.
A praia Pontal da Cruz já estava classificada como imprópria. Os técnicos da Cetesb devem realizar na segunda-feira (8) um novo voo de monitoramento para avaliar a situação das praias atingidas.
Ainda não há uma definição por parte da Cetesb se haverá algum tipo de penalidade à Petrobras. A empresa ainda deve fazer um relatório sobre o que aconteceu e somente a partir daí a Cetesb irá definir uma possível punição, que pode ser tanto uma advertência quanto uma multa.
A quantidade de óleo vazado não foi informada e ainda não há a dimensão do dano causado pelo vazamento.
Avaliação
Para o prefeito de São Sebastião, Ernane Primazzi, ainda é necessário fazer uma avaliação profunda do impacto ambiental provocado pelo vazamento.
Mesmo ainda sem ter dimensão dos danos causados, o prefeito afirmou que o vazamento traz inúmeros prejuízos para a cidade.
"Por um período vai afastar o frequentador da praia, gera prejuizo no comércio local. Tivemos contato com os pescadores para saber do impacto desse óleo no dia-a-dia deles e já converso com a Transpetro para fazer uma compensação a esses pescadores", disse.
Para o secretário de Meio Ambiente da cidade, Eduardo Hipólito, o vazamento traz consequências graves para São Sebastião. "É um acidente de natureza gravíssima, vários ecossistemas costeiros foram atingidos. Você tem um efeito cascata no meio ambiente, então é muito grave o que aconteceu", afirmou. Hipólito ainda classificou o acidente como o "mais grave nos últimos dez anos".
O vazamento de óleo foi detectado pela Transpetro por volta das 17h50 de sexta-feira (5) e comunicado à Cetesb às 18h. O problema ocorreu durante um teste em uma rede que, segundo a empresa, estava sem uso há algum tempo e havia passado por um reparo. Desde então a empresa realiza ações de contenção e remoção das manchas.
Para remover as manchas de óleo que se espalharam pela orla, foram lançadas barreiras de contenção e utilizados helicópteros na identificação de eventuais manchas de óleo que possam ter escapado desses limites.
Durante a tarde de sábado (6), a mancha chegou a atingir Caraguatatuba. Inicialmente, a mancha que atingiu a enseada da cidade vizinha tinha cerca de três quilômetros de extensão, mas ela chegou a se dividir. Uma parte dela ficou localizada próxima à Praia da Enseada, em São Sebastião, e a outra no Rio Juqueriquerê, no limite entre as duas cidades. Neste domingo, pelo menos três praias de Caraguatatuba foram atingidas.
No início da limpeza, a empresa informou que disponibilizou uma equipe de 300 pessoas e 37 embarcações, algumas usadas no recolhimento e armazenamento do produto, e outras para lançamento ao mar de vários tipos de barreiras de contenção e de absorção.
Prejuízos
O vazamento também prejudicou comerciantes e turistas. Eli Humberto, que tem um quiosque na Praia das Cigarras até fechou o estabelecimento por falta de clientes. "Os turistas que tinha foram saindo e então estou até fechando o comércio, porque não adianta ficar aqui", afirmou.
Já a dona de casa Viviane Souza, que saiu da capital paulista com o marido e os dois filhos, teve que mudar os planos. "É uma decepção grande, principalmente para as crianças. Estavam na expectativa de tomar um banho de praia, curtir o fim de semana, deixa para a próxima", disse.
Último caso
Em 6 de setembro do ano passado, uma carreta da Petrobras tombou na SP-55 (Rodovia Doutor Manuel Hipólito Rego) e provocou o vazamento de 15 mil litros de óleo diesel. O material chegou ao córrego Canto do Moreira, situado no lado sul da praia de Maresias, também em São Sebastião. O problema interditou um trecho de 800 metros quadrados da praia para os trabalhos de remoção do óleo.
Cinco dias depois do acidente, a Petrobras e a Cooperativa de Transportes Rodoviários do ABC foram multadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em R$ 92.218,44, cada uma. O valor da multa correspondia a 5.001 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo.
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