Atualizado em
17/04/2013 13h41
A criança saiu para brincar no quintal da casa quando tocou na cerca.
Fios de um cemitério que passam por trás da residência caíram no local.
“Eu dei a mamadeira dela e fiquei na sala vendo televisão e ela brincando. A Maria foi pra fora da casa e depois disso a minha avó chamou ela várias vezes. Quando chegou perto da cerca viu que ela estava caída”, contou a mãe bastante abalada.
A família levou a menina para o Hospital Dr. Alberto Neto, no bairro Dirceu Arcoverde e só lá constatou a morte da criança. “O médico nos disse que foi choque elétrico. Era a minha única filha”, lamentou Adriely.
“O bairro já existe há 20 anos e tem muito tempo que a gente pede a Eletrobras para regularizar a energia no local. Não é só no cemitério que tem gambiarra, mas em várias casas aqui”, reclamou Leomar.
Segundo a Associação de Moradores, mais de mil pessoas já foram sepultadas no cemitério que não recebe manutenção periódica e não tem um vigia.
“A prefeitura só vem aqui duas vezes por ano. O cemitério serve a toda comunidade, mas não é reconhecido”, disse o presidente da associação.
O G1 Piauí entrou em contato com a Eletrobras Distribuição, que lamentou a morte da criança e disse que o problema não envolveu o sistema elétrico da empresa, mas em ligações clandestinas. A Eletrobras disse ainda que todas as práticas irregulares devem ser comunicadas à empresa.
Já a Prefeitura de Teresina, por meio da Superintendência de Desenvolvimento Urbano Sudeste, disse que enviou uma equipe da Gerência de Serviços Urbanos para apurar as causas do incidente. A prefeitura também vai ver a possibilidade de adotar medidas para regularizar o cemitério.
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