Atualizado em
29/04/2013 11h14
Suspeito foi preso na madrugada desta segunda-feira (29) em Itapevi.
Para delegado, investigações estão encerradas.
Segundo o delegado Roberto Bueno Menezes, titular do 2º Distrito Policial de São Bernardo, a investigação do caso está encerrada e todos os quatro suspeitos presos já foram indiciados. "A investigação está ecerrada. Só faltam os laudos para concluir o inquérito”, disse nesta manhã.
A polícia chegou à casa onde Pereira estava após denúncia anônima. Segundo Menezes, o suspeito confirmou que fazia parte da quadrilha, mas negou ter participado da ação que terminou com a morte da dentista.
Segundo a polícia, Pereira estava dormindo no momento da abordagem. Embora não tenha resistido à prisão, ele se identificou como Rafael para despistar os policiais. A semelhança do suspeito com o retrato falado feito por outras vítimas, porém, não deixava dúvidas. Ele foi levado para o 2º Distrito Policial de São Bernardo, que investiga o crime.
Segundo o delegado, Thiago Pereira explicou como fazia para entrar em consultórios odontológicos. "Ele falava que estava com problema dentário, entrava e facultava o ingresso dos demais, fazia as ameaças e rendia as vítimas".
Apesar de Pereira negar que tenha participado da morte de Cinthya, ele irá responder por latrocínio. "Temos o reconhecimento feito pela vítima e temos os depoimentos dos comparsas dele que entregaram o envolvimento dele neste caso." O delegado destaca a frieza do suspeito. "A mulher pegando fogo e ninguém se importando com aquele ser humano. Eles só se preocuparam com a fuga, em sair da cena do crime."
Outros suspeitos
Na madrugada deste sábado (27), foram detidos em uma favela de Diadema, cidade vizinha a São Bernardo, três suspeitos de matar a dentista.
divulgado pela polícia (Foto: Divulgação / Polícia Civil)
A quadrilha já havia levado o terror a outros consultórios. O Fantástico mostrou como o grupo atuava. Segundo as investigações, a quadrilha fez pelos menos seis assaltos em consultórios odontológicos. “Eles praticavam o terror para a vítima dizer quanto tinha na conta. Deixavam todas desesperadas”, afirma o delegado Marcos Gomes de Moura.
A polícia considera a morte da dentista esclarecida, mas investiga a participação do grupo em outros seis crimes cometidos na capital e na Grande São Paulo. Segundo o delegado Waldomiro Bueno Filho, quadrilha já tinha colocado fogo no cabelo de outras duas dentistas durante assaltos.
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