quarta-feira, 26 de junho de 2013

Feliciano agora diz que não existe ´cura gay´


26/06/2013






Marco Feliciano (PSC-SP), divulgou um vídeo na internet para defender o projeto. (Foto: Reprodução/Youtube)
O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, deputado Marco Feliciano (PSC-SP), divulgou um vídeo na internet para defender o projeto que ficou conhecido como "cura gay", aprovado na semana passada pelo colegiado.

Na gravação, o pastor faz questão de ressaltar que o projeto não é de sua autoria, mas do deputado João Campos (PSDB-GO), também dabancada evangélica. Apesar de o projeto abrir uma brecha para o "tratamento" de gays, o deputado Feliciano afirma, no vídeo, que homossexualidade não é doença.

"Não existe cura gay, porque homossexualidade não é doença", diz o deputado. Ele continua: "Mas não podemos tolher o direito de um profissional, como um psicólogo, de estudar um assunto que aindanão se colocou nele um ponto final, ainda é uma incógnita, ainda é um fenômeno".

O deputado omite o fato de que o projeto é apoiado por religiosos, não por psicólogos. A proposta, que passará aindapor duas comissões da Câmara antes de ir aplenário, suspende trechos de resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), de 1999. Ela anula, por exemplo, o parágrafo único que diz que "os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades".




O Conselho já se manifestou contra o projeto. Para a conseheira Cynthia Ciarallo, a retirada desse trecho da resolução indica que há uma intenção con-cretade permitir que os psicólogos possam trabalhar pela cura da homossexualidade.

Manifestações. Feliciano será alvo de novas manifestações contra sua presença no comando da comissão. Oito cidades, entre elas São Paulo e Brasília, convocaram para hoje protestos contra o deputado. "Quem derrubou o preço das tarifas vai derrubar Feliciano", diz a página do evento no Facebook, em referência às manifestações dos últimos dias.

No vídeo, Feliciano afirma ter sido usado como "bode ex-piatório" pela imprensa para tirar o foco do descontentamento das pessoas. Segundo o deputado, depois que os jornais pararam de falar dele e começa-ramamostrar os problemas do Brasil, as manifestações tomaram as ruas.

Fonte: Estadão

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