27/06/2013
Demontier Tenório
O advogado Paolo Giorgio Quezado Gurgel e a estudante Nághela Gonçalves de Moura (Foto: Agência Miséria)
Desde os 12 anos que a jovem já não enxerga mais pelo olho esquerdo e a pouca visão pelo direito está cada vez mais comprometida. Com isso, a garota corre contra o tempo e espera agilidade da justiça, enquanto se dedica aos estudos sendo apontada como a mais dedicada da sala e possuidora das melhores notas. Na ação, o advogado explica a função e o benefício do animal ao buscar o direito previsto no artigo 9 da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Ratificada por Decreto Federal, nela está prevista a necessidade da cobertura com auxílio animal para deficientes visuais. Nághela nasceu em Juazeiro do Norte e mora com seus pais, que são vendedores autônomos, na Rua Antonio Macedo Lobo do bairro Betolândia. Ela espera, com a ação, servir de exemplo para outros que se vêem na condição de cegueira ou baixa visão. Como reforça, trata-se de uma busca por igualdade em todos os sentidos.
Para ela, o cão guia é a garantia de autonomia e segurança, pois este desvia obstáculos e faz travessias 100% seguras ao contrária das bengalas. Normalmente são cães de temperamentos calmos das raças Labrador e Golden Retriever que passam pelos treinamentos devidos. A estudante até já esteve lendo sobre o assunto e descobriu cinco escolas que funcionam no Sul e Sudeste do Brasil no treinamento especializado para cães guias.
Já o advogado Paolo Giorgio Quezado destaca a força de vontade de Nághela e o exemplo dela para o país por conta dos desafios que enfrenta. “Muito longe de qualquer veleidade dela ou luta por um companheiro, o cão guia é para essa universitária uma grande necessidade na sua locomoção”, define. Segundo ele, o Brasil conta com cerca de 1,5 milhão de pessoas portadoras de deficiência visual e somente cerca de 100 delas possuem cães guias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário