O São João não teve fogos para o pessoal da TelexFree. A empresa e seus
divulgadores continuam defendendo que a empresa é séria, que não é um
esquema de pirâmide financeira. Mas o Tribunal de Justiça do Acre não
acreditou e decidiu manter bloqueados os pagamentos da Telexfree, bem
como a adesão de novos divulgadores ao sistema. A decisão segue valendo
para todo o país.
O desembargador Samoel Evangelista, da 2ª Câmara Cível do TJAC,
confirmou na segunda (24) a determinação da juíza da 2ª Vara Cível de
Rio Branco (AC), Thaís Queiroz Borges de Oliveira Abou Khalil. O
bloqueio foi determinado no último dia 18. Os bens de Carlos Costa e
Carlos Wanzeler, sócios da Ympactus Comercial LTDA, razão social da
Telexfree, também estão indisponíveis.
A fogueira da TelexFree queimou ainda mais depois que a seguradora
Mapfre negou que a Telexfree tivesse contratado a companhia para
oferecer seguro aos seus divulgadores. Em um vídeo divulgado na
sexta-feira (21) na página da TelexFree no Facebook, Carlos Costa
garantiu que tinha fechado uma parceria com a Mapfre Seguros, o que
garantiria integralmente o pagamento de todos os divulgadores da
Telexfree. Ele até mostrou uma “cópia” do contrato. Um contrato que
nunca existiu.
Leia a nota completa da Mapfre:
“A MAPFRE Seguros informa que não tem nenhum tipo de relação comercial
ou de parceria com as empresas Telexfree e Ympactus Comercial Ltda. A
veiculação de informações que está sugerindo vínculo contratual de uma
das seguradoras do Grupo com essas empresas não é verídica. A MAPFRE
Seguros informa ainda que tomará as medidas legais cabíveis pelo uso
indevido de sua marca e por todos os danos eventualmente ocasionados.
Ressaltamos também que não existe no portfólio de Seguro Garantia da
MAPFRE produto que assegure a empresa, nas condições divulgadas.”
Tem mais. Nesta terça-feira (25), o Ministério Público do Acre (MP-AC)
informou que vai pedir à Justiça que a TelexFree devolva o dinheiro aos
divulgadores que pagaram para entrar no sistema. A promotora Nicole
Gonzalez Colombo Arnoldi disse ao Portal IG que a solicitação será feita
na ação civil pública que o órgão vai apresentar à Justiça até o fim
desta semana.
Pois é… Claro que ainda vai aparecer um monte de gente defendendo a
empresa. Mas fica cada vez mais claro que a empresa montou mesmo uma
pirâmide financeira, ao invés de um negócio de venda de pacotes de
telefonia via internet (VoIP, na sigla em inglês) por meio de marketing
multinível. Agora, a TelexFree tem cinco dias para apresentar um novo
recurso e levar o caso ao colegiado da 2ª Câmara Cível.
Ao Portal G1, o advogado da empresa, Horst Fouchs, confirmou que a
empresa já está se preparando para entrar com novo pedido de revisão de
sentença. “Obviamente que é uma decisão que não considerou os fatos e a
realidade dos fatos. Inclusive, ela carece de fundamentação. É só isso
que tenho também para comentar pois o resto vai ser objeto de recurso”,
disse Fouchs.
A estimativa é que cerca de um milhão de pessoas tenham entrado para a
TelexFree. É óbvio que quem entrou logo ganhou dinheiro. O difícil é
quem entrou depois. (Com informações do IG e do G1)

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