24/07/2013
André Costa
Carneiro abatido em público na ExpoCrato é uma das queixas do Boca no Trombone. (Foto: Carlos Leite)
Em sua sexta edição do mês de Julho e 37ª do ano, o quadro Boca no Trombone dá voz aos internautas de várias localidades de Juazeiro do Norte e da cidade do Crato. No bairro Triângulo, as queixas partem contra um antigo estabelecimento comercial que está desativado “há muito tempo” e hoje, “serve de abrigo a drogados e ladrões”. O internauta conta que assaltos estão acontecendo “mesmo à luz do dia e pessoas correm riscos de serem estupradas”.
A insegurança também motivou as queixas de moradores do Sítio Gavião (zona rural de Juazeiro do Norte). A internauta que, por medo, pede para ter sua identidade preservada, conta que “uma onda de assalto vem atingido à comunidade nos últimos dias, sem nenhuma intervenção da polícia”.
Segundo ela, “a estrada está em péssimas condições; muita areia e buracos, o que acaba facilitando a ação criminosa, pois ciclistas e motoristas tem que reduzir drasticamente a velocidade. Cobramos melhorias nas estradas e rondas periódicas das viaturas policiais, que há muito não se ver”, desabafa.
Josimar
Luna enviou a imagem de um vazamento de água que, segundo ele, “jorra
água incessantemente há mais de 45 dias”. (Foto: Josimar Luna)
A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (CAGECE) volta a figurar entre as maiores queixas da população juazeirense. Josimar Luna enviou a imagem de um vazamento de água que, segundo ele, “jorra água incessantemente há mais de 45 dias”. Ele explica que “várias ligações já foram feitas para o órgão e, mesmo depois de abrir uma O.S. [ordem de serviço] o vazamento continua sem que ninguém faça nada”.
Já a internauta Cícera Maria protesta contra as “promessas feitas e não cumpridas” por parte da Secretaria de Habitação e Caixa Econômica. Segundo relata, “quando viemos morar nos condomínios do programa Minha Casa Minha Vida, muita coisa foi prometida e cobrada. Disseram que não podia haver vendas [dos imóveis]; disseram que teria vistorias constantes e haveria ordem nos prédios, a verdade é que nada disso foi feito”.
“Os condomínios viraram favelas muradas”, expõe. “Trabalho todos os dias e quando chego em casa não tenho o mínimo de sossego; pago as taxas rigorosamente em dias e não tenho paz. Disseram que quem descumprissem as normas perderia o apartamento e foi outra inverdade. Não acontece nada com ninguém, só a gente que sofre”, finaliza.
O internauta Carlos Leite nos envia fotos para ilustrar o que ele classifica como “horrendo e lamentável”. (Foto: Carlos Leite)
Já na cidade do Crato, o internauta Carlos Leite nos envia fotos para ilustrar o que ele classifica como “horrendo e lamentável”. Um carneiro sendo abatido em meio à crianças, idosos e gestantes causou polêmica e revolta em visitantes da Exposição de Animais no Parque da ExpoCrato. “É inadmissível um ato como este. Mataram, esquartejaram e trataram o animal ali na frente de todos que passavam pelo galpão”.
Mataram, esquartejaram e trataram o animal ali na frente de todos que passavam pelo galpão”. (Foto: Carlos Leite)
Cícero vai além e diz que “os mandantes de tal ato não pensaram no singelo encanto das crianças ao verem todos aqueles cavalos, bodes, carneiros e bois enormes. Em como os seus olhos brilham quando veem estes animais; encanto este que ficou manchado de sangue naquela noite de sábado [20]”.
O galpão de número 13, palco da cena, “tornou o que era para ser uma noite agradável, em algo horrendo. Faltou sensibilidade aos diretores, que podiam abater o carneiro em um local distante e longe dos olhos dos inúmeros visitantes”. Ele finaliza desejando que “na próxima edição isso não venha mais acontecer”.
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