sexta-feira, 26 de julho de 2013

Juazeiro do Norte-CE: Ex-detento acusado nas mortes de Amarílio e Dedé desabafa através do Site Miséria


26/07/2013






Demontier Tenório
Foto de Samuel Oliveira em seu Facebook. (Foto: Reprodução/Facebook)



























O jovem Samuel dos Santos Oliveira aproveitou a matéria sobre a pronúncia da juíza Ana Raquel Linard contra dois acusados nas mortes do vereador Amarílio Pequeno da Silva e José Alves Bezerra, o Dedé da Civil, pára fazer um desabafo. Na área de comentários enviados via facebook, o ex-motorista do advogado Irlando Linhares frisou não ter “dinheiro que pague o que eu passei. Minha briga é contra o Estado do Ceará que me deve e vai pagar pelo erro dos seus empregados”.

Samuel Tekão, como é conhecido, foi preso no dia 9 de outubro de 2011 ao desembarcar no Aeroporto Regional do Cariri. “Enquanto esses vagabundos estavam soltos, eu fiquei 60 dias preso no lugar deles. Torturado e humilhado. É esse o nosso país, é essa a nossa justiça”, acrescentou se referindo aos pronunciados pela juíza no caso Jonatan Marcos de Oliveira, o Thiago Pernambuco, que seria o executor, e Paulo Victor Lopes Monteiro que o teria contratado para matar Amarílio.

A notícia das pronuncias divulgada ontem em primeira mão pelo Site Miséria causou grande repercussão. Muitos foram os comentários dirigidos a esse portal de notícias cobrando a autoria intelectual já que nenhum dos pronunciados fazem menções a motivos e nome do mentor. Na verdade, a juíza Ana Raquel deu um primeiro passo no sentido da punição de pessoas que ela considera envolvidas no duplo homicídio ocorrido no dia 20 de setembro de 2011 na Praça José Feijó de Sá.

Essa cobrança da autoria intelectual mais se evidenciou no comentário feito pelo internauta Denyo Benedito. “Doutora queremos saber quem foi o mandante. Esses dois ai são fichinhas e, dia 20 de setembro, serão dois anos e nada. Só as autoridades jogando de um lado para o outro. Soltem os papéis e botem as algemas para funcionar, pois elas estão enferrujadas. Foram duas pessoas de bem e esperamos justiça. Acredito na senhora que é uma pessoa integra e tem se dedicado na elucidação desse crime”, comentou.

Na mesma linha, César Bernardo parabenizou a juíza e arrematou: “Agora vocês tem uns peixinhos em mãos, mas falta um tubarão. Ou seja, quem mandou matar”. Na apuração, foram dois inquéritos policiais que causaram dúvidas perante à sociedade. Para tumultuar ainda mais, a polícia prendeu no dia 4 de novembro, em Barbalha, o crediarista Cícero Edgar Figueiredo de Miranda, de 38 anos, como executor. Sem ter nada a ver com o caso, ele ficou 28 dias na cadeia.

No primeiro inquérito, presidido pelo delegado Gustavo Augusto, o executor teria sido José Roceflan de Lacerda. Ele foi preso quase 20 dias após o crime a exemplo do advogado Irlando Linhares, Samuel Rosendo Lima, Francisco Saturnino da Silva, o Chico do Rio de Janeiro, Francisco Flávio Moura Furtado e o próprio Samuel citado no início do texto. Todavia, no dia 24 de outubro, o Promotor de Justiça, Gustavo Henrique Morgado, mandou devolver o inquérito à delegacia, fez críticas ao mesmo e pediu o relaxamento das prisões.

Na época, a juíza Ana Raquel Linard negou, mas concordou com a prorrogação do prazo para novas diligências por parte da polícia e buscas de mais provas. Em dezembro de 2011, todos ganharam liberdade por decisão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará. O advogado Irlando Linhares, que seria o mentor do duplo homicídio de acordo com o primeiro inquérito, foi solto no dia 29 de novembro após 51 dias recolhidos.

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