quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Dois últimos réus do caso Eliza Samudio são condenados, mas vão cumprir pena em regime aberto


 







Wemerson Marques (Esq.) e Elenílson Vítor (Dir) respondem o processo em liberdade (Foto: Edesio Ferreira/EM)
Os dois últimos réus do caso Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, foram condenados por júri popular nesta quarta-feira (28), pelo sequestro e cárcere privado do filho de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno. No entanto, eles vão cumprir a sentença em liberdade.
 
Elenílson Vítor da Silva foi condenado a três anos de prisão, e Wemerson Marques de Souza, O Coxinha, recebeu pena de reclusão de dois anos e seis meses, ambos em regime aberto. A sessão, que se iniciou às 9h da manhã e terminou às 22h50, encerra a série de julgamentos sobre o assassinato da ex-modelo, desaparecida desde junho de 2010 e considerada morta pela Justiça de Minas Gerais em janeiro deste ano.
 
A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues disse ter entendido que os réus "privaram o infante da liberdade e, na sequencia, da companhia da mãe", durante a leitura da sentença, que foi feita no plenário do Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte.  O corpo de jurados foi formado por cinco mulheres e dois homens.
 
Os réus enfrentaram o júri popular porque a Justiça entendeu que o crime de sequestro e cárcere privado foi conexo ao do homicídio. Ambos respondiam ao processo em liberdade.
 
O promotor Henry Castro, responsável pela acusação, disse, durante os debates entre defesa e acusação, que os réus sabiam o tempo todo que Eliza Samudio iria morrer e tinham ciência que a criança "estava ameaçada".
 
Os advogados de defesa da dupla procuraram evidenciar aos jurados que os réus somente cumpriam ordens, principalmente de Dayanne Souza, ex-mulher do goleiro Bruno. Ela foi absolvida, a pedido do Ministério Público, da acusação do sequestro e cárcere privado do filho de Eliza Samudio. O julgamento dela foi em março deste ano.
 
"Ele (Elenílson Silva) era um pau mandado", disse Frederico Orzil, advogado de defesa do réu, para acrescentar: "condena-se o mandado, porém absolve-se o mandante".
 
O advogado Paulo Sávio Guimarães, defensor de Wermerson Souza, referiu-se ao cliente como uma pessoa que teria tomado a decisão certa ao receber o filho de Eliza. 
 
"O que ele poderia fazer naquele momento? Qual de nós não tomaria uma atitude que não a de cuidar da criança", referindo-se ao momento no qual teria recebido o menino das mãos de Dayanne.
 
"Ele não participou de elaboração de plano nenhum. Perder a primariedade, para ele, significa muito", declarou Guimarães.
 
Por sua vez, Henry Castro procurou explicar aos jurados o motivo pelo qual havia pedido a absolvição de Dayanne e, neste julgamento, pleiteava a condenação de Coxinha e Elenílson.
 
Segundo ele, Dayanne teria sido coagida a participar do sequestro da criança porque "se encontrava ameaçada" pelo policial aposentado José Lauriano de Assis Filho, o Zezé. Ele é alvo de uma investigação complementar, feita a pedido do Ministério Público, sobre sua suposta participação na morte de Eliza quando ainda estava na ativa. O homem nega participação no crime.
 
Ainda de acordo com ele, a ex-mulher do goleiro teria tomado ciência do caso apenas no dia 9 do mês de junho de 2010, um dia antes da data na qual a polícia diz que Eliza foi morta.
"Imagina o que é para uma mulher receber uma ligação de um policial civil dizendo que era para ela esconder a criança", afirmou Castro, para complementar dizendo que o depoimento de Dayanne, à época do seu julgamento, fora "extremamente colaborativo" para elucidar a participação de Zezé no caso.
 
Segundo Castro, Dayanne havia afirmado ter medo do policial aposentado. Já os dois réus teriam uma relação de "parceria" com Zezé e não se sentiam ameaçados por ele, segundo o promotor.
 
Ao final, após a sentença, Castro disse que vai recorrer do tempo da sentença aplicada a Elenílson Vítor da Silva.
 
"A única ressalva, em se tratando em sujeito reincidente, e Elenílson é reincidente, mesmo com a pena inferior a quatro anos, o regime deveria ser o semiaberto. Por isso a promotoria vai apelar especificamente neste ponto", disse.
 
Elenílson Vítor da Silva não quis falar com a imprensa. Já Coxinha disse ter concordado com a pena e afirmou que o caso agora é "página virada" na vida dele.
 

Cumprindo ordens
 

Com discurso semelhante ao dos os advogados, Elenílson da Silva foi o primeiro réu a depor e afirmou apenas que seguia ordens dadas por Dayanne Souza e por Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão.
 
"Ela (Dayanne) mandava e desmandava lá. Tinha coisas que eu achava estranhas, mas não podia falar nada", afirmou Silva.
 
O réu foi questionado sobre vários telefonemas trocados entre ele e José Lauriano de Assis Filho. Segundo Silva, as ligações eram dadas por ordem de Macarrão e Dayanne para que eles fossem orientados pelo policial em relação às investigações empreendidas pela polícia sobre o caso do sumiço de Eliza Samudio.
 
Ele também explicou que os telefones, que seriam habilitados no nome de Macarrão, ficavam à disposição de todos os que frequentavam o sítio de Bruno.
 
Por seu turno, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, também procurou demonstrar aos jurados, durante o seu interrogatório, que somente seguiu ordens dadas a ele por Dayanne Souza e Macarrão.
 
Ele admitiu que deveria ter falado sobre o paradeiro da criança para a polícia, mas não soube explicar por qual motivo não fez isso.
 
"Não tinha ideia de que a Dayanne iria me entregar a criança. (mas) para mim estava normal, porque ela sempre me pedia para fazer as coisas. Achei que seria pelo fato de ela não querer expor a criança, já que ela (Dayanne) iria para uma delegacia", afirmou, relembrando o fato de Dayanne ter revelado a intenção de procurar a polícia para atestar que estava viva, já que notícias veiculadas no início do caso davam conta de o goleiro ter supostamente assassinado a própria mulher.
 
"Era uma relação de patrão e funcionário", disse explicando como era sua relação com a ex-mulher do goleiro Bruno.

Fonte: UOL

 

 

Aluno armado invade campus da USP, agride e atira contra colegas








Aluno invadiu alojamento e fez disparos no campus da USP de São Carlos (Foto: Maurício Duch)
Um ex-aluno da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos (SP) invadiu o alojamento do campus com uma arma, agrediu um estudante com coronhadas e fez vários disparos na noite desta quarta-feira (28). Ninguém foi atingido pelos tiros. O suspeito é o rapaz de 22 anos que denunciou ter sido vítima de abuso sexual durante um trote com veteranos, em março. Ele fugiu do local. A USP ainda não se pronunciou sobre o assunto.

De acordo com a Polícia Militar, o rapaz invadiu o alojamento armado e deu uma coronhada na cabeça de um estudante que mora no local. A vítima, que teria tentado conter o suspeito, foi socorrida e levada para a Santa Casa. O estado de saúde dele não foi divulgado.

Segundo testemunhas, o ex-aluno ainda fez vários disparos que acertaram as paredes e as janelas do alojamento, mas não atingiram ninguém. Alguns alunos disseram que ele dizia que queria vingança.

Em seguida, o rapaz fugiu e está sendo procurado pela Polícia Militar. Com medo, os moradores do alojamento saíram do local para dormir na casa de amigos. A Perícia Técnica foi ao local. A USP ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.

O casoEm entrevista no dia 25 de abril, o rapaz, que cursava o 1º ano de ciências exatas, tinha decidido que desistiria do curso por estar sofrendo ameaças e discriminação. “Vou fazer o meu desligamento. Após esse constrangimento todo, não existe mais ambiente para estudar na USP. Vou ficar marcado e desmoralizado”, afirmou na ocasião.

O suposto abuso aconteceu no início da madrugada do dia 4 de março. Depois de uma reunião sobre as normas de funcionamento do alojamento onde conseguiu uma vaga, o rapaz entrou em uma área que dá acesso aos apartamentos, onde acontecia uma festa.

Segundo o estudante, um grupo foi até ele e começou a gritar. “Eles falavam repetidamente ‘chupa bixo’ e me cercaram, fizeram uma espécie de uma roda e não tive como sair dali. Eles aparentavam estar muito embriagados e se faziam de homossexuais, gritavam ‘bixo homofóbico’. Eu falava para não encostarem, mas três deles começaram a se esfregar em mim e chegaram a abaixar as calças. Um deles também abaixou a cueca. Eles pareciam ter prazer”, disse.

Os envolvidos dizem que tudo não passou de uma brincadeira durante um trote. O caso, que chegou a ser registrado pela Polícia Civil como estupro e foi alterado para injúria, teve a primeira audiência no dia 24 de abril no Fórum Criminal da cidade, mas não houve acordo ente os estudantes envolvidos.

Uma sindicância foi aberta pela USP, mas o resultado ainda não foi divulgado.  Em maio, a Justiça pediu que a Polícia Civil levantasse mais testemunhas sobre caso, que ainda continua indefinido.

Fonte: G1

 

 

População brasileira ultrapassa marca de 200 milhões, diz IBGE








De acordo com o instituto, país tem 201.032.714 habitantes (Foto: Almeida Rocha/Folhapress)
O Brasil tem uma população estimada em 201.032.714 habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado, referente a 1º de junho deste ano, foi publicado no "Diário Oficial da União" desta quinta-feira (29).

Na resolução, assinada pela presidente do instituto, Wasmália Socorro Barata Bivar, estão as estimativas populacionais de todos os municípios do país. Segundo o IBGE, o país tem 7.085.828 habitantes a mais que o registrado em 1º de julho de 2012, quando a população era de 193.946.886.

Entre as unidades da federação, o estado mais populoso continua sendo São Paulo, que conta com 43,6 milhões de residentes.

O estado de Minas Gerais tem 20,5 milhões de habitantes. O Rio de Janeiro ocupa a terceira posição, com 16,3 milhões de habitantes. Bahia tem 15 milhões de pessoas, o Rio Grande do Sul, 11,1 milhões, e o Paraná, 10,9 milhões. O estado menos populoso é Roraima, com 488 mil habitantes.

A cidade de São Paulo é a que possui a maior população do país: 11,8 milhões (número maior que o de 22 estados do país e do Distrito Federal).

A projeção das populações é feita anualmente a pedido do Tribunal de Contas da União (TCU) e serve de base para o repasse de recursos do orçamento aos municípios.

Fonte: G1

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