Wemerson Marques (Esq.) e Elenílson Vítor (Dir) respondem o processo em liberdade (Foto: Edesio Ferreira/EM)
Os dois últimos réus do caso Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno
Fernandes, foram condenados por júri popular nesta quarta-feira (28),
pelo sequestro e cárcere privado do filho de Eliza Samudio, ex-amante do
goleiro Bruno. No entanto, eles vão cumprir a sentença em liberdade.
Elenílson Vítor da Silva foi condenado a três anos de prisão, e Wemerson
Marques de Souza, O Coxinha, recebeu pena de reclusão de dois anos e
seis meses, ambos em regime aberto. A sessão, que se iniciou às 9h da
manhã e terminou às 22h50, encerra a série de julgamentos sobre o
assassinato da ex-modelo, desaparecida desde junho de 2010 e considerada
morta pela Justiça de Minas Gerais em janeiro deste ano.
A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues disse ter entendido que os réus
"privaram o infante da liberdade e, na sequencia, da companhia da mãe",
durante a leitura da sentença, que foi feita no plenário do Fórum Doutor
Pedro Aleixo, em Contagem, cidade da região metropolitana de Belo
Horizonte. O corpo de jurados foi formado por cinco mulheres e dois
homens.
Os réus enfrentaram o júri popular porque a Justiça entendeu que o crime
de sequestro e cárcere privado foi conexo ao do homicídio. Ambos
respondiam ao processo em liberdade.
O promotor Henry Castro, responsável pela acusação, disse, durante os
debates entre defesa e acusação, que os réus sabiam o tempo todo que
Eliza Samudio iria morrer e tinham ciência que a criança "estava
ameaçada".
Os advogados de defesa da dupla procuraram evidenciar aos jurados que os
réus somente cumpriam ordens, principalmente de Dayanne Souza,
ex-mulher do goleiro Bruno. Ela foi absolvida, a pedido do Ministério
Público, da acusação do sequestro e cárcere privado do filho de Eliza
Samudio. O julgamento dela foi em março deste ano.
"Ele (Elenílson Silva) era um pau mandado", disse Frederico Orzil,
advogado de defesa do réu, para acrescentar: "condena-se o mandado,
porém absolve-se o mandante".
O advogado Paulo Sávio Guimarães, defensor de Wermerson Souza,
referiu-se ao cliente como uma pessoa que teria tomado a decisão certa
ao receber o filho de Eliza.
"O que ele poderia fazer naquele momento? Qual de nós não tomaria uma
atitude que não a de cuidar da criança", referindo-se ao momento no qual
teria recebido o menino das mãos de Dayanne.
"Ele não participou de elaboração de plano nenhum. Perder a primariedade, para ele, significa muito", declarou Guimarães.
Por sua vez, Henry Castro procurou explicar aos jurados o motivo pelo
qual havia pedido a absolvição de Dayanne e, neste julgamento, pleiteava
a condenação de Coxinha e Elenílson.
Segundo ele, Dayanne teria sido coagida a participar do sequestro da
criança porque "se encontrava ameaçada" pelo policial aposentado José
Lauriano de Assis Filho, o Zezé. Ele é alvo de uma investigação
complementar, feita a pedido do Ministério Público, sobre sua suposta
participação na morte de Eliza quando ainda estava na ativa. O homem
nega participação no crime.
Ainda de acordo com ele, a ex-mulher do goleiro teria tomado ciência do
caso apenas no dia 9 do mês de junho de 2010, um dia antes da data na
qual a polícia diz que Eliza foi morta.
"Imagina o que é para uma mulher receber uma ligação de um policial civil dizendo que era para ela esconder a criança", afirmou Castro, para complementar dizendo que o depoimento de Dayanne, à época do seu julgamento, fora "extremamente colaborativo" para elucidar a participação de Zezé no caso.
"Imagina o que é para uma mulher receber uma ligação de um policial civil dizendo que era para ela esconder a criança", afirmou Castro, para complementar dizendo que o depoimento de Dayanne, à época do seu julgamento, fora "extremamente colaborativo" para elucidar a participação de Zezé no caso.
Segundo Castro, Dayanne havia afirmado ter medo do policial aposentado.
Já os dois réus teriam uma relação de "parceria" com Zezé e não se
sentiam ameaçados por ele, segundo o promotor.
Ao final, após a sentença, Castro disse que vai recorrer do tempo da sentença aplicada a Elenílson Vítor da Silva.
"A única ressalva, em se tratando em sujeito reincidente, e Elenílson é
reincidente, mesmo com a pena inferior a quatro anos, o regime deveria
ser o semiaberto. Por isso a promotoria vai apelar especificamente neste
ponto", disse.
Elenílson Vítor da Silva não quis falar com a imprensa. Já Coxinha disse
ter concordado com a pena e afirmou que o caso agora é "página virada"
na vida dele.
Cumprindo ordens
Com discurso semelhante ao dos os advogados, Elenílson da Silva foi o
primeiro réu a depor e afirmou apenas que seguia ordens dadas por
Dayanne Souza e por Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão.
"Ela (Dayanne) mandava e desmandava lá. Tinha coisas que eu achava estranhas, mas não podia falar nada", afirmou Silva.
O réu foi questionado sobre vários telefonemas trocados entre ele e José
Lauriano de Assis Filho. Segundo Silva, as ligações eram dadas por
ordem de Macarrão e Dayanne para que eles fossem orientados pelo
policial em relação às investigações empreendidas pela polícia sobre o
caso do sumiço de Eliza Samudio.
Ele também explicou que os telefones, que seriam habilitados no nome de
Macarrão, ficavam à disposição de todos os que frequentavam o sítio de
Bruno.
Por seu turno, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, também procurou
demonstrar aos jurados, durante o seu interrogatório, que somente seguiu
ordens dadas a ele por Dayanne Souza e Macarrão.
Ele admitiu que deveria ter falado sobre o paradeiro da criança para a
polícia, mas não soube explicar por qual motivo não fez isso.
"Não tinha ideia de que a Dayanne iria me entregar a criança. (mas) para
mim estava normal, porque ela sempre me pedia para fazer as coisas.
Achei que seria pelo fato de ela não querer expor a criança, já que ela
(Dayanne) iria para uma delegacia", afirmou, relembrando o fato de
Dayanne ter revelado a intenção de procurar a polícia para atestar que
estava viva, já que notícias veiculadas no início do caso davam conta de
o goleiro ter supostamente assassinado a própria mulher.
"Era uma relação de patrão e funcionário", disse explicando como era sua relação com a ex-mulher do goleiro Bruno.
Fonte: UOL
Fonte: UOL
Aluno armado invade campus da USP, agride e atira contra colegas
Um ex-aluno da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos (SP)
invadiu o alojamento do campus com uma arma, agrediu um estudante com
coronhadas e fez vários disparos na noite desta quarta-feira (28).
Ninguém foi atingido pelos tiros. O suspeito é o rapaz de 22 anos
que denunciou ter sido vítima de abuso sexual durante um trote com
veteranos, em março. Ele fugiu do local. A USP ainda não se pronunciou
sobre o assunto.
De acordo com a Polícia Militar, o rapaz invadiu o alojamento armado e deu uma coronhada na cabeça de um estudante que mora no local. A vítima, que teria tentado conter o suspeito, foi socorrida e levada para a Santa Casa. O estado de saúde dele não foi divulgado.
Segundo testemunhas, o ex-aluno ainda fez vários disparos que acertaram as paredes e as janelas do alojamento, mas não atingiram ninguém. Alguns alunos disseram que ele dizia que queria vingança.
Em seguida, o rapaz fugiu e está sendo procurado pela Polícia Militar. Com medo, os moradores do alojamento saíram do local para dormir na casa de amigos. A Perícia Técnica foi ao local. A USP ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.
O casoEm entrevista no dia 25 de abril, o rapaz, que cursava o 1º ano de ciências exatas, tinha decidido que desistiria do curso por estar sofrendo ameaças e discriminação. “Vou fazer o meu desligamento. Após esse constrangimento todo, não existe mais ambiente para estudar na USP. Vou ficar marcado e desmoralizado”, afirmou na ocasião.
O suposto abuso aconteceu no início da madrugada do dia 4 de março. Depois de uma reunião sobre as normas de funcionamento do alojamento onde conseguiu uma vaga, o rapaz entrou em uma área que dá acesso aos apartamentos, onde acontecia uma festa.
Segundo o estudante, um grupo foi até ele e começou a gritar. “Eles falavam repetidamente ‘chupa bixo’ e me cercaram, fizeram uma espécie de uma roda e não tive como sair dali. Eles aparentavam estar muito embriagados e se faziam de homossexuais, gritavam ‘bixo homofóbico’. Eu falava para não encostarem, mas três deles começaram a se esfregar em mim e chegaram a abaixar as calças. Um deles também abaixou a cueca. Eles pareciam ter prazer”, disse.
Os envolvidos dizem que tudo não passou de uma brincadeira durante um trote. O caso, que chegou a ser registrado pela Polícia Civil como estupro e foi alterado para injúria, teve a primeira audiência no dia 24 de abril no Fórum Criminal da cidade, mas não houve acordo ente os estudantes envolvidos.
Uma sindicância foi aberta pela USP, mas o resultado ainda não foi divulgado. Em maio, a Justiça pediu que a Polícia Civil levantasse mais testemunhas sobre caso, que ainda continua indefinido.
Fonte: G1
De acordo com a Polícia Militar, o rapaz invadiu o alojamento armado e deu uma coronhada na cabeça de um estudante que mora no local. A vítima, que teria tentado conter o suspeito, foi socorrida e levada para a Santa Casa. O estado de saúde dele não foi divulgado.
Segundo testemunhas, o ex-aluno ainda fez vários disparos que acertaram as paredes e as janelas do alojamento, mas não atingiram ninguém. Alguns alunos disseram que ele dizia que queria vingança.
Em seguida, o rapaz fugiu e está sendo procurado pela Polícia Militar. Com medo, os moradores do alojamento saíram do local para dormir na casa de amigos. A Perícia Técnica foi ao local. A USP ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.
O casoEm entrevista no dia 25 de abril, o rapaz, que cursava o 1º ano de ciências exatas, tinha decidido que desistiria do curso por estar sofrendo ameaças e discriminação. “Vou fazer o meu desligamento. Após esse constrangimento todo, não existe mais ambiente para estudar na USP. Vou ficar marcado e desmoralizado”, afirmou na ocasião.
O suposto abuso aconteceu no início da madrugada do dia 4 de março. Depois de uma reunião sobre as normas de funcionamento do alojamento onde conseguiu uma vaga, o rapaz entrou em uma área que dá acesso aos apartamentos, onde acontecia uma festa.
Segundo o estudante, um grupo foi até ele e começou a gritar. “Eles falavam repetidamente ‘chupa bixo’ e me cercaram, fizeram uma espécie de uma roda e não tive como sair dali. Eles aparentavam estar muito embriagados e se faziam de homossexuais, gritavam ‘bixo homofóbico’. Eu falava para não encostarem, mas três deles começaram a se esfregar em mim e chegaram a abaixar as calças. Um deles também abaixou a cueca. Eles pareciam ter prazer”, disse.
Os envolvidos dizem que tudo não passou de uma brincadeira durante um trote. O caso, que chegou a ser registrado pela Polícia Civil como estupro e foi alterado para injúria, teve a primeira audiência no dia 24 de abril no Fórum Criminal da cidade, mas não houve acordo ente os estudantes envolvidos.
Uma sindicância foi aberta pela USP, mas o resultado ainda não foi divulgado. Em maio, a Justiça pediu que a Polícia Civil levantasse mais testemunhas sobre caso, que ainda continua indefinido.
Fonte: G1
População brasileira ultrapassa marca de 200 milhões, diz IBGE
O Brasil tem uma população estimada em 201.032.714 habitantes, de acordo
com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado,
referente a 1º de junho deste ano, foi publicado no "Diário Oficial da
União" desta quinta-feira (29).
Na resolução, assinada pela presidente do instituto, Wasmália Socorro Barata Bivar, estão as estimativas populacionais de todos os municípios do país. Segundo o IBGE, o país tem 7.085.828 habitantes a mais que o registrado em 1º de julho de 2012, quando a população era de 193.946.886.
Entre as unidades da federação, o estado mais populoso continua sendo São Paulo, que conta com 43,6 milhões de residentes.
O estado de Minas Gerais tem 20,5 milhões de habitantes. O Rio de Janeiro ocupa a terceira posição, com 16,3 milhões de habitantes. Bahia tem 15 milhões de pessoas, o Rio Grande do Sul, 11,1 milhões, e o Paraná, 10,9 milhões. O estado menos populoso é Roraima, com 488 mil habitantes.
A cidade de São Paulo é a que possui a maior população do país: 11,8 milhões (número maior que o de 22 estados do país e do Distrito Federal).
A projeção das populações é feita anualmente a pedido do Tribunal de Contas da União (TCU) e serve de base para o repasse de recursos do orçamento aos municípios.
Fonte: G1
Na resolução, assinada pela presidente do instituto, Wasmália Socorro Barata Bivar, estão as estimativas populacionais de todos os municípios do país. Segundo o IBGE, o país tem 7.085.828 habitantes a mais que o registrado em 1º de julho de 2012, quando a população era de 193.946.886.
Entre as unidades da federação, o estado mais populoso continua sendo São Paulo, que conta com 43,6 milhões de residentes.
O estado de Minas Gerais tem 20,5 milhões de habitantes. O Rio de Janeiro ocupa a terceira posição, com 16,3 milhões de habitantes. Bahia tem 15 milhões de pessoas, o Rio Grande do Sul, 11,1 milhões, e o Paraná, 10,9 milhões. O estado menos populoso é Roraima, com 488 mil habitantes.
A cidade de São Paulo é a que possui a maior população do país: 11,8 milhões (número maior que o de 22 estados do país e do Distrito Federal).
A projeção das populações é feita anualmente a pedido do Tribunal de Contas da União (TCU) e serve de base para o repasse de recursos do orçamento aos municípios.
Fonte: G1
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