terça-feira, 24 de setembro de 2013

Juazeiro do Norte-CE: Alunos em conflitos armados e até furtos revelam a face da violência nas escolas 24/09/2013








André Costa
Fachada da Escola Pelusio Correia de Macedo (Foto: Chinês/Agência Miséria)
A violência nas escolas se acentua como se não bastassem as denúncias do uso de drogas em estabelecimentos que reúnem alunos de baixa faixa etária. Na tarde desta segunda-feira, a reportagem do Site Miséria flagrou o momento em que alunas da Escola Pelusio Correia de Macedo, que funciona na Rua Marieta França de Menezes (Bairro Salesianos), brigavam na calçada. Outros fatos que estão se tornando comuns são a apreensão de estiletes em sala de aula.
Como se não bastasse, alunos flagrados dentro de escolas com objetos furtados e constantes brigas dentro e fora dos estabelecimentos de ensino num cenário preocupante. O local deveria se restringir ao aprendizado como ponto de partida para um horizonte melhor. Quanto ao conflito desta segunda-feira, este começou após o termino da aula. Cerca de 30 estudantes formaram um círculo em torno das duas garotas e acompanharam a discussão seguida da troca de socos, cujos preliantes tiveram o incentivo da platéia.

A briga não durou mais que um minuto graças a intervenção de vizinhos da escola. Porém, o suficiente para socos, chutes e puxões de cabelos. Cenas dantescas protagonizadas por meninas de apenas 10 anos de idade. No final, a dispersão do grupo em meio aos comentários como se nada de mais grave tivesse ocorrido. A diretora interina da escola, Elenita Lacerda, chegou na reta final do conflito e suas afirmações são ainda mais preocupantes. “Infelizmente esse tipo de acontecimento não é raro. Os pais não educam os filhos da maneira certa e isso acaba refletindo aqui dentro. Já soubemos de outras brigas, mas quase sempre após as aulas e fora da escola”, confessa.

Questionada sobre medidas a serem adotadas pela direção como forma preventiva, ela diz que a direção faz tudo que está ao alcance e até sabe do reduzido efetivo da Guarda Civil Municipal (GCM) no sentido de estar presente em mais de 60 escolas municipais, quase 70 unidades de saúde, mais de 30 praças e diversos outros órgãos públicos. Elenita lembrou que, na manhã desta segunda-feira, recolheu um estilete que se encontrava com um dos alunos dentro da sala.

“Um aluno chegou a ferir no rosto outro coleguinha, mas na forma de acidente”, acrescentou. O número de casos ditos pela própria diretora interina não param assegurando que, na semana passada, foi buscar um monitor de LCD furtado por um aluno. Na opinião dela, o trabalho conjunto com os pais é de suma importância para coibir à violência que invade os estabelecimentos de ensino. “Nos casos em que o aluno é identificado, nós chamamos, imediatamente, os pais para uma conversa. Este canal entre escola e lar é imprescindível”, considera. Elenita prometeu identificar as garotas que se envolveram na briga para uma conversa a fim de evitar problemas maiores.

Nenhum comentário: