sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Juazeiro do Norte-CE: Dois anos de duplo homicídio e só dois pronunciados nas mortes de Amarílio e Dedé 20/09/2013








Demontier Tenório
Amarílio e Dedé foram assassinados na noite do dia 20 de setembro de 2011 na Praça José Feijó de Sá em Juazeiro do Norte (Foto: Arquivo/Agência Miséria)
O Site Miséria lembra nesta sexta-feira a passagem de dois anos dos assassinatos do vereador Amarílio Pequeno da Silva e do ex-policial José Alves Bezerra, o Dedé da Civil. O primeiro estava marcado para morrer naquela noite do dia 20 de setembro de 2011 quando fazia Cooper na Praça José Feijó de Sá. Cansado, sentou-se à mesa do restaurante que ali funciona para uma rápida prosa com o seu amigo Dedé, o qual morreria “de graça” momentos depois.

Sem desconfiar que era a morte que lhe batia à porta, Amarílio foi abordado por um homem alto e moreno que via pela primeira vez e este já foi pondo em prática o instinto selvagem de quem recebe dinheiro para matar. Sacou uma pistola .40 e passou a atirar na direção do vereador. Surpreso, Dedé se levanta para socorrer o amigo e praticamente tomba morto ao lado dele no meio da praça apesar de terem sido socorridos em vão para o Hospital Regional do Cariri.

De acordo com os autos do processo e a pronúncia da juíza Ana Raquel Colares Linard, este homem seria Jonatan Marcos de Oliveira, o Thiago Pernambuco, que veio com esta missão ao Juazeiro nos braços do convite de Paulo Victor Lopes Monteiro, o outro pronunciado pela justiça. Ambos estão presos, respectivamente, por conta de uma ação policial em Brejo Santo e a acusação de envolvimento em um seqüestro no Rio Grande do Norte.

Não existe data definida para sentarem no banco dos réus do Tribunal Popular do Júri e nem o liame com provas cabais sobre quem seria o interessado maior na morte de Amarílio. De acordo com os autos, Ramon Gonçalves Vital foi quem deu fuga ao acusado da pistolagem levando-o até a estátua de Padre Cícero na Colina do Horto, onde a moto foi abandonada. Este, seria primo de Damião Érico Cavalcante Nicolau, o "Damiaozin" ou "Vela" que, está preso na Região Metropoilitana de Fortaleza.

Teria sido o responsável por arquitetar toda a trama mesmo quando estava em uma das celas da Penitenciária Industrial e Regional do Cariri em Juazeiro. Mais recentemente, o delegado de Polícia Civil, Francisco Carlos de Araújo Crisóstomo, confessou que, na sua presença, Paulo Vítor tinha feito uma ligação telefônica para Damião e colocado no viva voz para a autoridade policial ouvir o mesmo denunciando o vereador Ronaldo de Ronnas Motos como o autor intelectual.

Por diversas, o vereador negou a acusação e a dúvida sobre o interessado na morte de Amarílio ainda persiste dois anos depois. Existe ainda a figura do “Magão” que teria apontado e até concedido o telefone de Thiago para a execução. Nem este e nem Ramon tem os seus paradeiros conhecidos. Por outro lado, em seus depoimentos à justiça, Thiago e Paulo Vítor negam envolvimentos no duplo homicídio contrariando as afirmações feitas perante a autoridade policial.

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