A mãe de uma menina de 12 anos que estava sendo vítima de assédio pediu
ajuda à polícia, mas conta que nada foi feito. Com medo de que a filha
fosse abusada, ela mesma fez uma armadilha para encontrar o homem que
telefonava diariamente para a menina, como mostrou o Bom Dia Rio.
A menina relata uma ligação telefônica recebida em casa: "Ele ficava perguntando se eu estava de camisola, como que eram minhas partes íntimas, ficava perguntando onde minha mãe estava, onde meu pai estava. Fiquei com muito medo". As conversas com o estranho se repetiram durante meses, até que ela contou para a mãe.
A mãe diz que procurou ajuda policial, sem sucesso. "Procurei a delegacia, procurei a 24ª DP (Piedade), que aí eu chegando lá eles falaram que era mais fácil eu trocar a minha linha telefônica. Fui à 26ª DP (Todos os Santos), eles me falaram que não podiam fazer nada porque ele não chegou a abusar dela. Então, fiquei em desespero".
Ela, então, resolveu tomar uma atitude: passou a atender os telefonemas fingindo ser a filha. "Fui entrando no jogo dele, conversando como se fosse ela. Quando ele falou para mim que tinha namorado uma de 10 e uma de 14, eu falei: ‘ah, ele quer fazer a minha filha a próxima vítima’. Ele voltou a ligar e marcou um encontro para segunda-feira. Fomos ao encontro. Quando ele chegou próximo a ela, segurou... ela perguntou: ´é o Bruno, você?´ Ele se identificou como Bruno. Ele foi segurar o braço dela e eu falei: você solta a minha filha, porque agora eu vou chamar a polícia", contou a mãe.
O homem foi agredido por pessoas que estavam no local. Ele foi identificado como Luiz Felipe de Menezes, de 57 anos, e acabou preso.
O pai da menina criticou a falta de atitude dos policiais das duas delegacias, onde a família fez as denúncias. "Acho que isso foi um descaso absurdo. A gente não sabe... Então, a gente vai pedir ajuda a quem?", questionou.
Os pais têm papel fundamental para evitar que os filhos sejam vítimas de pedofilia. Segundo especialistas, o diálogo em casa é a melhor forma de descobrir se algo de errado está acontecendo.
"Agressividade, dificuldade de dormir, o baixo rendimento na escola. Normalmente a criança vitimizada tende a ser alvo de um aprisionamento emocional praticado pelo pedófilo. Então, ela passa a guardar segredos com alguma outra pessoa. Os pais têm de estar atentos a esse comportamento, a essas alterações e na menor delas, procurar conversar. O diálogo com a criança é fundamental neste momento", explicou o delegado Gilbert Stivanello, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), que não é o que recebeu a denúncia dos pais da menina.
Em nota, a Polícia Civil diz que todos os agentes, mesmo nas delegacias não especializadas, têm obrigação de fazer o registro de ocorrência. E quando não houver crime devem direcionar o cidadão ao órgão competente. De acordo com a nota, o atendimento dos policiais procurados pelos pais da criança não estava de acordo com as diretrizes da instituição.
Fonte: G1 Rio
A menina relata uma ligação telefônica recebida em casa: "Ele ficava perguntando se eu estava de camisola, como que eram minhas partes íntimas, ficava perguntando onde minha mãe estava, onde meu pai estava. Fiquei com muito medo". As conversas com o estranho se repetiram durante meses, até que ela contou para a mãe.
A mãe diz que procurou ajuda policial, sem sucesso. "Procurei a delegacia, procurei a 24ª DP (Piedade), que aí eu chegando lá eles falaram que era mais fácil eu trocar a minha linha telefônica. Fui à 26ª DP (Todos os Santos), eles me falaram que não podiam fazer nada porque ele não chegou a abusar dela. Então, fiquei em desespero".
Ela, então, resolveu tomar uma atitude: passou a atender os telefonemas fingindo ser a filha. "Fui entrando no jogo dele, conversando como se fosse ela. Quando ele falou para mim que tinha namorado uma de 10 e uma de 14, eu falei: ‘ah, ele quer fazer a minha filha a próxima vítima’. Ele voltou a ligar e marcou um encontro para segunda-feira. Fomos ao encontro. Quando ele chegou próximo a ela, segurou... ela perguntou: ´é o Bruno, você?´ Ele se identificou como Bruno. Ele foi segurar o braço dela e eu falei: você solta a minha filha, porque agora eu vou chamar a polícia", contou a mãe.
O homem foi agredido por pessoas que estavam no local. Ele foi identificado como Luiz Felipe de Menezes, de 57 anos, e acabou preso.
O pai da menina criticou a falta de atitude dos policiais das duas delegacias, onde a família fez as denúncias. "Acho que isso foi um descaso absurdo. A gente não sabe... Então, a gente vai pedir ajuda a quem?", questionou.
Os pais têm papel fundamental para evitar que os filhos sejam vítimas de pedofilia. Segundo especialistas, o diálogo em casa é a melhor forma de descobrir se algo de errado está acontecendo.
"Agressividade, dificuldade de dormir, o baixo rendimento na escola. Normalmente a criança vitimizada tende a ser alvo de um aprisionamento emocional praticado pelo pedófilo. Então, ela passa a guardar segredos com alguma outra pessoa. Os pais têm de estar atentos a esse comportamento, a essas alterações e na menor delas, procurar conversar. O diálogo com a criança é fundamental neste momento", explicou o delegado Gilbert Stivanello, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), que não é o que recebeu a denúncia dos pais da menina.
Em nota, a Polícia Civil diz que todos os agentes, mesmo nas delegacias não especializadas, têm obrigação de fazer o registro de ocorrência. E quando não houver crime devem direcionar o cidadão ao órgão competente. De acordo com a nota, o atendimento dos policiais procurados pelos pais da criança não estava de acordo com as diretrizes da instituição.
Fonte: G1 Rio
Ministério da Saúde vai financiar construção de 42 unidades básicas de saúde no Ceará
Unidades Básicas de Saúde devem dispor de pelo menos uma equipe de
atenção básica e um consultório odontológico (Foto: Alex Pimentel)
O Ministério da Saúde publicou portaria que destina recursos da ordem de
R$ 17,24 milhões para 42 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) a serem
construídas no Ceará.
A medida vai beneficiar 18 municípios cearenses, com 41 unidades de saúde, compostas por, no mínimo, uma equipe de atenção básica cada,e uma unidade com, no mínimo, duas equipes.
A maior delas fica em Várzea Alegre. Já o município com o maior número de unidades é Ipu,com cinco UBSs. As unidades compostas por uma equipe de atenção básica vão receber incentivos financeiros de R$ 408 mil e a unidade composta por duas equipes vai receber R$ 512 mil. As primeiras UBSs devem ser concluídas em até 30 meses.
Unidades devem seguir regras de construção do MS
As prefeituras contempladas devem seguir as instruções do próprio Ministério e caso estourem o orçamento previsto devem arcar com os custos adicionais. Na situação inversa, se a construção custar menos que a verba destinada, o restante do dinheiro fica liberado para que a prefeitura use o recurso em outras ações na UBS.
O detalhamento das exigências do Ministério da Saúde está listado nas portarias nº 340, de 4 de março, e nº 1.345, de 5 de julho, ambas publicadas este ano. Entre os itens essenciais que as unidades devem possuir estão sala de recepção com capacidade para 15 a 30 pessoas, sala de inalação coletiva para 4 pessoas e área de 500 a 600 m².
Além desses requisitos, as UBSs devem dispor de itens de acessibilidade para pessoas com deficiência, sala de vacina, farmácia, áreas de dispensa e estocagem de medicamentos,consultório odontológico, salas de procedimentos e curativos, sala de observação, sala de esterilização, equipamento gerador de energia e área para ambulâncias.
Os recursos serão disponibilizados em três parcelas. A primeira, de 20%, a segunda de 60% e a terceira de 20%. Após a liberação da primeira parcela, os municípios têm nove meses para a emissão da Ordem de Serviço; a partir da segunda parcela, têm dezoito meses para emissão do Atestado de Conclusão; e após a liberação da terceira parcela, mais três meses para o início do atendimento.
Fonte: Diário do Nordeste
A medida vai beneficiar 18 municípios cearenses, com 41 unidades de saúde, compostas por, no mínimo, uma equipe de atenção básica cada,e uma unidade com, no mínimo, duas equipes.
A maior delas fica em Várzea Alegre. Já o município com o maior número de unidades é Ipu,com cinco UBSs. As unidades compostas por uma equipe de atenção básica vão receber incentivos financeiros de R$ 408 mil e a unidade composta por duas equipes vai receber R$ 512 mil. As primeiras UBSs devem ser concluídas em até 30 meses.
Unidades devem seguir regras de construção do MS
As prefeituras contempladas devem seguir as instruções do próprio Ministério e caso estourem o orçamento previsto devem arcar com os custos adicionais. Na situação inversa, se a construção custar menos que a verba destinada, o restante do dinheiro fica liberado para que a prefeitura use o recurso em outras ações na UBS.
O detalhamento das exigências do Ministério da Saúde está listado nas portarias nº 340, de 4 de março, e nº 1.345, de 5 de julho, ambas publicadas este ano. Entre os itens essenciais que as unidades devem possuir estão sala de recepção com capacidade para 15 a 30 pessoas, sala de inalação coletiva para 4 pessoas e área de 500 a 600 m².
Além desses requisitos, as UBSs devem dispor de itens de acessibilidade para pessoas com deficiência, sala de vacina, farmácia, áreas de dispensa e estocagem de medicamentos,consultório odontológico, salas de procedimentos e curativos, sala de observação, sala de esterilização, equipamento gerador de energia e área para ambulâncias.
Os recursos serão disponibilizados em três parcelas. A primeira, de 20%, a segunda de 60% e a terceira de 20%. Após a liberação da primeira parcela, os municípios têm nove meses para a emissão da Ordem de Serviço; a partir da segunda parcela, têm dezoito meses para emissão do Atestado de Conclusão; e após a liberação da terceira parcela, mais três meses para o início do atendimento.
Fonte: Diário do Nordeste
Nenhum comentário:
Postar um comentário