Tão indispensável quanto serviços de saúde e educação, o
fornecimento de água deve ser feito para a população de um município com
o mínimo de qualidade, o que não vem acontecendo na cidade de Cocal dos
Alves, município a aproximadamente 303 km de Teresina. Sem receber
ainda o serviço pela Agespisa, os pouco mais de 5 mil habitantes
dependem da perfuração de poços para ter abastecimento.
Uma das reclamações feitas pela população é em relação à qualidade da água, isso quando ela chega nas torneiras das residências. “Eu mesma não tenho coragem de beber dessa água, sempre temos de ir longe atrás de um poço que tenha água mais limpa. E olha uma caixa dessas, toda enferrujada, quem tem coragem de beber uma água assim?”, comenta a dona de casa Maria de Brito Vieira, apontando para a caixa d’água que fica logo em frente à sua residência.
Apesar da água ter sido laboratorialmente aprovada para o consumo, os moradores são resistente diante da imagem que veem todos os dias. O encanamento, de tanto lodo acumulado, já junta insetos, e do lado de fora do reservatório, é possível ver a sujeira. Além disso, os moradores reclamam do mau cheiro exalado pela água. “Agora melhorou um pouco, mas era podre demais a catinga dessa água, não servia pra nada, nem gostava de lavar as louças com ela”, disse Maria Vieira em conversa.
Queixa apresentada ainda à reportagem é o fato de que muitos poços foram perfurados, mas que os trabalhos não foram continuados, ficou tudo pela metade. “Outro dia levaram até os canos daqui. Tão aí os poços perfurados, mas não tem água correndo nos canos”, disse a moradora.
A obra que inclui a perfuração de poços e a ligação do encanamento para as residências, é avaliada em R$ 2,4 milhões e tem apoio da Funasa. A responsável pela execução da obra é a construtora Oeste, de Teresina, e que já teria todo material para execução.
Sobre a interrupção das obras, o secretário de Obras do município, Pedro Quincas, explicou que a obra foi embargada pela justiça no período eleitoral em 2012, quando o candidato de oposição entrou com uma representação na justiça, apontando-a como obra de cunho eleitoreiro. “Estamos tentando com o promotor de Cocal, responsável pela comarca, para que esta obra seja em breve retomada, já que é importante à população”, disse.
Já sobre as suspeitas de contaminação na água, a secretária de Saúde do município, Adriana Fontenelle, confirma que chegaram a ser detectados a presença de algumas bactérias, principalmente cloriformes fecais, mas que o problema já está solucionado. “Tivemos a iniciativa de fiscalizar estes poços, e realmente detectamos algumas alterações, normais, como acontece em todo lugar, mas já fizemos o trabalho de desinfecção em alguns deles”, disse.
Ainda em conversa com o secretário Pedro Quincas, ele informou que não há previsão de quando as caixas de água dos poços serão trocadas ou a rede de distribuição, e disse ainda que o alto valor da possível execução de uma obra deste tamanho praticamente inviabiliza que esta seja realizada em breve. “Teríamos de fazer um projeto, abrir licitação, porque com recursos próprios não há condição neste momento”, afirmou.
Fonte: 180Graus
Uma das reclamações feitas pela população é em relação à qualidade da água, isso quando ela chega nas torneiras das residências. “Eu mesma não tenho coragem de beber dessa água, sempre temos de ir longe atrás de um poço que tenha água mais limpa. E olha uma caixa dessas, toda enferrujada, quem tem coragem de beber uma água assim?”, comenta a dona de casa Maria de Brito Vieira, apontando para a caixa d’água que fica logo em frente à sua residência.
Apesar da água ter sido laboratorialmente aprovada para o consumo, os moradores são resistente diante da imagem que veem todos os dias. O encanamento, de tanto lodo acumulado, já junta insetos, e do lado de fora do reservatório, é possível ver a sujeira. Além disso, os moradores reclamam do mau cheiro exalado pela água. “Agora melhorou um pouco, mas era podre demais a catinga dessa água, não servia pra nada, nem gostava de lavar as louças com ela”, disse Maria Vieira em conversa.
Queixa apresentada ainda à reportagem é o fato de que muitos poços foram perfurados, mas que os trabalhos não foram continuados, ficou tudo pela metade. “Outro dia levaram até os canos daqui. Tão aí os poços perfurados, mas não tem água correndo nos canos”, disse a moradora.
A obra que inclui a perfuração de poços e a ligação do encanamento para as residências, é avaliada em R$ 2,4 milhões e tem apoio da Funasa. A responsável pela execução da obra é a construtora Oeste, de Teresina, e que já teria todo material para execução.
Sobre a interrupção das obras, o secretário de Obras do município, Pedro Quincas, explicou que a obra foi embargada pela justiça no período eleitoral em 2012, quando o candidato de oposição entrou com uma representação na justiça, apontando-a como obra de cunho eleitoreiro. “Estamos tentando com o promotor de Cocal, responsável pela comarca, para que esta obra seja em breve retomada, já que é importante à população”, disse.
Já sobre as suspeitas de contaminação na água, a secretária de Saúde do município, Adriana Fontenelle, confirma que chegaram a ser detectados a presença de algumas bactérias, principalmente cloriformes fecais, mas que o problema já está solucionado. “Tivemos a iniciativa de fiscalizar estes poços, e realmente detectamos algumas alterações, normais, como acontece em todo lugar, mas já fizemos o trabalho de desinfecção em alguns deles”, disse.
Ainda em conversa com o secretário Pedro Quincas, ele informou que não há previsão de quando as caixas de água dos poços serão trocadas ou a rede de distribuição, e disse ainda que o alto valor da possível execução de uma obra deste tamanho praticamente inviabiliza que esta seja realizada em breve. “Teríamos de fazer um projeto, abrir licitação, porque com recursos próprios não há condição neste momento”, afirmou.
Fonte: 180Graus
Oito feridos seguem internados após acidente com ônibus em João Pessoa
Os outros seis pacientes, que deram entrada por volta das 6h deste sábado, passaram por procedimentos médicos de emergência e seguem em estado regular.
O acidente ocorreu por volta das 5h, com um ônibus, próximo às Três Lagoas, em João Pessoa, e deixou duas pessoas mortas e outras 39 feridas. Conforme o delegado Roberto Jorge de Sousa, da 1ª Delegacia Distrital, o motorista do ônibus perdeu o controle, bateu no poste e capotou na BR-230, quando seguia no sentido Santa Rita/João Pessoa. Havia cerca de 50 passageiros no veículo.
Uma das vítimas que morreu no local estava grávida. Segundo o delegado, a pressão das ferragens contra o corpo dela foi tão forte que o feto saiu, também morto. A outra vítima foi um homem. “Nenhum deles estava com documentos, portanto, até o momento não temos identificação alguma”, declarou.
De acordo com o tenente Francelli, do Corpo de Bombeiros, todas as ambulâncias foram enviadas para o local do acidente, devido ao grande número de feridos. “Foi preciso apoio de Cabedelo, Samu e PRF”, declarou. Segundo ele, a população desvirou o ônibus. As duas pessoas que morreram no local, conforme informou o tenente, provavelmente foram lançadas para fora do veículo.
Fonte: G1
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