sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Juazeiro do Norte-CE: "Ladrão sem sorte" é baleado pela terceira vez em tentativa de assalto









Demontier Tenório///.miseria.com.br
José Marcondes, foi socorrido para o Hospital Regional do Cariri (Foto: Agência Miséria)
Das três vezes em que a CIOPS registrou tentativas de assaltos envolvendo o jovem José Marcondes Pereira dos Santos, de 22 anos, foram efetuados disparos de revólver e em pelo menos duas delas o mesmo terminou socorrido para o hospital. A última delas teria sido por volta das 22 horas desta quarta-feira quando ele deu entrada no Hospital Regional do Cariri lesionado com um tiro na coxa e outro na perna. Marcondes mora no Loteamento Vila Nova (Pedrinhas), onde disse à policia que foi baleado.

Uma hora antes, naquela localidade, populares avisaram à CIOPS sobre um homem que estaria tentando invadir residências na Rua Joaquim Cruz a partir do telhado. Quando os PMs chegaram souberam sobre estampidos de arma de fogo, mas não localizaram nem vítima e nem acusado. No hospital, Marcondes negou que estivesse tentando invadir casas na Vila Nova, onde foi alvejado a tiros e que desconhecia o autor dos disparos.

HISTÓRICO - No meio da madrugada do dia 22 de agosto do ano passado, o serviço de vigilância Guardião avisou à polícia sobre um disparo de revólver no interior da RC Molduras que funciona na Rua São Paulo, 997 (Centro) de Juazeiro. O estabelecimento tinha sido invadido por Marcondes que terminou preso. Dessa vez não foi atingido e nem sabia quem atirou.

Antes, no dia 14 de julho de 2011, invadiu a casa do dono de um Depósito de Bebidas para assaltar e foi baleado pelo comerciante de 45 anos após ser avisado pelas filhas sobre o estranho dentro do imóvel recolhendo alguns objetos depois de adentrar pelo telhado. O depósito fica perto da residência no Bairro Antônio Vieira e o dono apanhou um revólver e foi lá encontrando Marcondes na cozinha. O rapaz partiu na direção do comerciante o qual imaginou que o acusado estivesse armado e atirou para se defender. Ele foi atingido no abdômen e socorrido pela polícia avisada pelo próprio dono da casa que se apresentou e entregou a arma na Delegacia.

 

 

 

STF conclui que Tiririca é alfabetizado e o absolve de duas acusações








Deputado federal Francisco Everaldo Oliveira Silva (PR-SP), o palhaço Tiririca (Foto: Divulgação)
Em sessão nesta quinta-feira (21), o STF (Supremo Tribunal Federal) concluiu que o deputado federal Francisco Everaldo Oliveira Silva (PR-SP), o palhaço Tiririca, é alfabetizado e o absolveu das acusações de falsidade ideológica e ocultação de bens. A Suprema Corte manteve o entendimento da Justiça Eleitoral, que rejeitou as acusações do MPE (Ministério Público Eleitoral).

De acordo com a denúncia do promotor Maurício Ribeiro Lopes, Tiririca fraudou o pedido de registro de candidatura nas eleições de 2010 quando afirmou saber ler e escrever. Para o promotor, o palhaço é analfabeto e sua candidatura foi um "estelionato eleitoral". Ribeiro Lopes também acusa o deputado de ter ocultado bens na declaração à Justiça Eleitoral ao colocá-los em nome dos filhos.

O ministro Gilmar Mendes, relator do processo, rejeitou todas as acusações da Promotoria. Para o magistrado, Tiririca demonstrou saber ler e escrever e que comprovou, por meio de documentação, que transferiu os bens para os filhos de forma legal. Mendes considerou que, apesar de ter dificuldades para ler e escrever, Tiririca é alfabetizado de modo suficiente para exercer o cargo de deputado.

O ministro Ricardo Lewandowski também rejeitou as acusações e fez duras críticas ao autor da denúncia. "É um caso absolutamente deplorável tendo em conta a meu entender a inépcia da denúncia que é flagrante", disse. Para o ministro, Tiririca tem dificuldades "típicas de 50% da população deste país."

Além de Lewandowski, os demais ministros seguiram o relator. São eles: Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Joaquim Barbosa. O ministro Marco Aurélio pediu a anulação do processo por considerar a acusação inepta, mas os demais ministros não concordaram com a posição dele.

Na sessão de hoje, o advogado Ricardo Vita Porto, defensor de Tiririca, desqualificou as publicações na imprensa e argumentou que a Justiça já atesteou que o deputado sabe ler e escrever.

"Está demonstrado que o réu sabe ler e escrever. É verdade com algum equívoco de grafia, mas até mesmo agravado pela tensão de ser submetido a um teste desta espécie diante do Poder Judiciário", afirmou. "Escrever incorretamente não é ser analfabeto", acrescentou o advogado.

Primeira instânciaNa ação, o MPE solicitou que peritos avaliassem se Tiririca era, de fato, analfabeto. A Promotoria pediu que ele fosse condenado a cinco anos de prisão. Tiririca teve mais de 1,3 milhão de votos na eleição de 2010 e foi o deputado federal mais vem votado de todo o país.

O juiz Aloísio Sérgio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, negou o pedido e ele mesmo decidiu analisar se Tiririca era alfabetizado ou não. Após os testes, o magistrado constatou, em dezembro de 2010, que o palhaço tinha certa dificuldade em escrever, mas a limitação era "irrelevante" porque a Justiça Eleitoral só considera inelegíveis os analfabetos absolutos, e não os funcionais.

A Promotoria recorreu da decisão, e o processo foi parar no Supremo porque Tiririca, como deputado, tem prerrogativa de função. Na época, o Conselho Nacional do Ministério Público chegou a abrir processo disciplinar contra o promotor Maurício Ribeiro Lopes.

Na denúncia, o MPE cita reportagens e notas publicadas na imprensa que, na interpretação da Promotoria, comprovam que Tiririca é analfabeto. Para acusar Tiririca de ocultação de bens, o promotor também baseou-se em uma nota publicada na revista "Veja". 

O processo estava pronto para ser julgado desde junho deste ano, mas não avançou, entre outros motivos, pelo julgamento do mensalão.

Fonte: UOL

Nenhum comentário:

Postar um comentário