Nova lei obrigará empresa corruptora a devolver todo o dinheiro desviado
Decreto sobre nova legislação que institui a punição às pessoas
jurídicas envolvidas em desvio de recursos prevê que multa mínima
aplicada seja de valor igual ao da vantagem obtida pelo ato ilícito
(Foto: Estadão Conteúdo)
Empresas envolvidas em corrupção vão ser multadas em pelo menos valor
igual ao da vantagem obtida pelo ato ilícito. O piso mínimo da punição
para quem desrespeitar a chamada Lei Anticorrupção, que entra em vigor
na quarta-feira, estará previsto em decreto que vai definir a dosimetria
para as penas às empresas corruptas, entre outros itens.
A
Lei Anticorrupção ganhou esse apelido por prever, pela primeira vez no
País, punição para pessoas jurídicas envolvidas em corrupção. O governo
aposta em multas pesadas: até 20% do faturamento bruto do ano anterior
ao da abertura de processo administrativo ou valores de até R$ 60
milhões, quando não for possível medir a vantagem obtida com o pagamento
de propinas a agentes públicos ou fraudes em licitações.
Sancionada
em agosto, na esteira dos protestos que pediam redução da tarifa de
ônibus, mas também o fim da corrupção, entre outros, a Lei Anticorrupção
precisa ser regulamentada por decreto em elaboração pela
Controladoria-Geral da União (CGU). O órgão espera mudanças no
relacionamento das empresas com o poder público. A CGU quer estimular a
criação de códigos e programas rígidos de conduta nas firmas que
incentivem os funcionários a denunciarem atos de corrupção.
Em
entrevista ao Estado, o ministro Jorge Hage destaca que a grande
mudança é a punição às pessoas jurídicas, independentemente da
responsabilização de seus dirigentes ou de agentes públicos, como
ocorria até agora. A pena é sentida não só no bolso, mas na reputação
das firmas: a lei prevê um cadastro de empresas corruptoras.
Hage
antecipou que o decreto que será publicado nos próximos dias trará as
regras para aplicação dos atenuantes e agravantes no cálculo da multa.
"Vamos definir quanto cada componente reduz ou aumenta o valor", disse. O
decreto definirá a fórmula de cálculo da vantagem obtida pela empresa
corruptora e a dosimetria da multa. "Tudo indica que será um sistema
parecido com o que está no Código Penal. Mas a presidente (Dilma
Rousseff) é quem vai bater o martelo sobre a pena base", afirmou Hage.
Compliance. Um
dos atenuantes previstos é a criação ou existência de programa de
compliance (integridade), com normas e códigos internos que inibam a
prática de atos ilícitos ou antiéticos e permitam investigação interna. O
decreto vai definir critérios de avaliação do programa de compliance e
do manual de boa conduta das firmas. A CGU quer aferir a eficiência na
prática. As empresas terão de responder a um questionário e,
periodicamente, um comitê verificará a aplicação do código de ética.
A
lei também prevê a assinatura de um acordo de leniência, que pode
garantir a redução das penas para as empresas que colaborarem com as
investigações. Esse acordo era permitido em casos de defesa da
concorrência - um exemplo é a formação de cartel, como o que envolve as
empresas do setor metroferroviário Alstom e Siemens -, mas não para
corrupção.
Outro
ponto será a definição dos procedimentos e prazos para defesa das
empresas. O governo fixará a forma de apresentação de testemunhas,
critérios de celebração do acordo de leniência e procedimentos quando a
corrupção ocorrer em âmbito internacional. Hage informou que caberá à
empresa propor o acordo. Para isso, terá de denunciar as outras firmas
envolvidas no processo e não poderá mais estar envolvida no ato lesivo.
"Tem que colaborar plenamente com a investigação."
A
CGU garantirá o sigilo das negociações para a assinatura do acordo. O
nome da empresa será mantido em segredo até que o termo seja firmado. Se
as negociações não chegarem ao acordo, os documentos serão devolvidos à
empresa.
Kim Pham morreu após ser agredida por causa de um mal-entendido em uma
boate em cidade da Califórnia (Foto: Daily Mail/Reprodução)
Uma jovem americana foi morta depois de acidentalmente atrapalhar a foto
de um grupo de amigos em uma casa noturna em Santa Ana, no Estado
americano da Califórnia, de acordo com o Daily Mail.
Um
amigo de Kim Pham, 23 anos, revelou à polícia que ela teria passado
acidentalmente em frente à máquina fotográfica e atrapalhado a foto de
um grupo de amigos em uma boate.
Na
saída da casa, Kim e uma das mulhers do grupo teriam iniciado uma
discussão, que teria acabado com um ataque a Kim. Espancada, Kim foi
levada a um hospital e sobrevivia graças a aparelhos, que foram
desligados na nesta terça-feira, 21, quando foi declarada morta.
A
polícia prendeu uma mulher por suspeita de agressão e porte de arma.
Outras quatro pessoas - dois homens e duas mulheres - também estão sendo
investigados por participarem das agressões
A americana estrelou a capa de uma edição da "Models Mania", sendo eleita a "modelo do ano"
Auxiliar de professora nos EUA é suspensa após ensaio sensualFoto: Reprodução
Kaity Pearson, de 23 anos, foi suspensa do cargo de auxiliar de professora emescolaprimária
de Fitchburg (Massachusetts, EUA) após a descoberta de que ela fizera
ensaio nu para uma revista, de acordo com o "Fitchburg Telegraph".
A americana estrelou a capa de uma edição da "Models Mania", sendo eleita a "modelo do ano":
Asfotospicantes
de Kaity foram enviadas a Andre Ravenelle, diretor da escola, em um
envelope sem remetente. Logo após, ele afastou a funcionária. A escola
ainda vai decidir se o afastamento será definitivo.
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