sexta-feira, 14 de março de 2014

Juazeiro do Norte-CE: Família vive drama de não receber medicamentos caros 13/03/2014









Robson Roque
Família vive drama de não receber medicamentos caros. (Foto: Chinês/Agência Miséria)
Uma família do bairro Pio XII, em Juazeiro do Norte, está sem receber medicamentos desde o mês de dezembro de 2013. De acordo com a aposentada Maria Helenita Dias, sua mãe, Odete da Silva de 79 anos, não mais foi atendida pela Secretaria de Saúde do município para receber o medicamento que trata a sua diabete. Da mesma forma o pai, seu José Jacinto, 83 anos, que sofre com problemas cardíacos, e o seu marido, Francisco Saturnino, de 75 anos que precisa de uma espécie de analgésico.

“Se meu pai ficar sem o remédio dele, ele pode ter uma parada cardiorrespiratória; se a minha mãe não usar o dela, ela pode ter problemas com a diabete dela; e o meu marido precisa do dele para não sentir dores de um problema na perna”, afirmou a Helenita, enfermeira aposentada que agora cuida de seus familiares.

Em contato com a Secretaria de Saúde, esta nos repassou para a farmácia do município que, por sua vez, informou que o Gabapentina está sendo distribuído normalmente pelo Same (Serviços de Assistência Médica Especializada). Já o Alenia não consta no estoque de medicamentos do município “por não ter sido enviado via Ministério da Saúde e Governo do Estado”.

Odete da Silva de 79 anos e José Jacinto, 83 anos, pais da enfermeira aposentada Maria Helenita Dias. (Foto: Chinês/Agência Miséria)

Contudo, a senhora Helenita rebateu afirmando que já havia ido ao Same e a última vez que recebeu os medicamentos foi em janeiro e lhe informaram que “quando chegassem poderia ir novamente lá pegar”.

“Tem que ver que esse não é só um problema meu não, mas em todo o Juazeiro. Na gestão passada nunca faltou o medicamento, mas na atual desde dezembro que não recebo. Por sorte, a médica ainda conseguiu por meio de uma licitação me dar algumas ampolas (de Alenia), mas agora minha mãe está precisando muito”, lamentou Helenita que vem gastando cerca de R$ 1.000 reais sem os remédios.

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