segunda-feira, 14 de abril de 2014

Acesso ao Acre é normalizado após baixa do Rio Madeira, em Rondônia

Atualizado em 14/04/2014 12h13

Após 63 dias de interdições, BR-364 sentido AC é totalmente liberada.
Em Jacy-Paraná, água sobre a pista baixou mais de 60 centímetros.

Vanessa Vasconcelos Do G1 RO

Trecho da BR-364, em Jacy-Paraná, danificado após alagamento da pista (Foto: AC24horas)Trecho da BR-364, em Jacy-Paraná, danificado após alagamento da pista (Foto: AC24horas)
Com a baixa do Rio Madeira – que atingiu 19,08 metros nesta segunda-feira (14) –, os trechos alagados da BR-364, entre Rondônia e o Acre, foram totalmente liberados para o trânsito de veículos após 63 dias de interdições, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). No Distrito de Jacy-Paraná, a lâmina de água sobre a pista baixou 60 centímetros. As balsas que operavam em desvios foram desativadas e, em Abunã, o antigo porto de atracação foi reativado nesta segunda. Nesse ponto, a travessia, que durava até 3 horas e meia, voltará a ser feita em cerca de 30 minutos, normalizando o acesso ao Acre.
Segundo a PRF, em alguns pontos da rodovia a lâmina de água sobre a pista já secou totalmente, e em outros é quase inexistente, possibilitando sua total liberação. Devido o longo período em que esteve submerso, o asfalto ficou danificado, situação que deve piorar conforme o transito for se intensificando. "Por cima, o asfalto está seco, mas o solo abaixo continua encharcado, causando danos conforme a passagem dos veículos", explica o inspetor João Bosco Ribeiro, da PRF.

As balsas que operavam em um desvio em Jacy-Paraná e na localidade de Palmeiral - pontos críticos de alagação - foram desativadas, assim como o desvio em Abunã. Com isso, a travessia ao Acre passa a ser normalizada nesta segunda-feira (14), informou o órgão, que fará o percurso a fim de verificar a situação da pista e o tráfego na região após a liberação total da rodovia.
O nível do Rio Madeira baixou mais de 60 centímetros desde o maior pico já registrado, no dia 30 de março com 19,74 metros. Com isso, desvios com balsas foram criados para possibilitar o abastecimento do estado vizinho e de distrito da Ponta do Abunã. Em seu momento mais crítico, a BR-364 chegou a ser totalmente bloqueada, isolando parte do estado e o Acre. Especialistas do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), afirmam que o Rio Madeira pode demorar até cinco meses para atingir o menor nível, 3,70 metros.
Em todo o estado, a cheia história do Rio Madeira já atingiu cerca de 30 mil pessoas, entre desabrigados e desalojados. Porto Velho e 11 distritos foram os mais afetados. Desabrigados ocupam escolas, igrejas e barracas de lona enviadas pelo governo federal.

Nenhum comentário: