Presidente Dilma Rousseff discursa durante a 42ª Reunião Ordinária do
Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do
Planalto, em Brasília (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
A menos de seis meses das eleições, a presidente Dilma Rousseff (PT) se
mantém na liderança da disputa pelo Palácio do Planalto, segundo
pesquisa divulgada nesta terça-feira (29) pela CNT (Confederação
Nacional do Transporte), realizada pelo instituto MDA.
No entanto, o levantamento apontou que Dilma caiu 6,7 pontos percentuais e tem agora 37,0% das intenções de votos (ante 43,7% em fevereiro) caso disputasse o pleito contra Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), cenário mais provável.
Tanto Aécio quanto Campos registraram aumento nas intenções de voto neste cenário. Se o pleito fosse hoje, o senador tucano receberia 21,6% (contra 17% na pesquisa anterior), e o ex-governador de Pernambuco, 11,8% (9,9% em fevereiro).
O número de brancos e nulos chegou a 20,0% nesse cenário, e 9,6% dos eleitores não souberam ou não responderam. Neste cenário, nenhum candidato pequeno foi incluído na sondagem.
Em outro cenário, considerando oito candidatos disputando o pleito, Dilma ainda assim lidera, com 36,4%; Aécio aparece em segundo, com 21,2% e Campos em seguida, com 11,1%. Os outros candidatos seriam Magno Malta (PR), com 0,6% dos votos; Pastor Everaldo (PSC) com 0,4%; Randolfe Rodrigues (PSOL) com 0,4%; José Maria Eymael (PSDC) com 0,4% e Levy Fidelix (PRTB) com 0,3%. Nesta situação, brancos e nulos somam 19,0% e o percentual dos que não sabem ou não responderam é de 10,2%.
Segundo turnoSe a disputa chegar ao segundo turno, Dilma venceria o Aécio com 39,2% (em fevereiro tinha 46,6%) contra 29,3% (ante 23,4%). Se a disputa fosse com Campos, Dilma teria 41,3% (em fevereiro, tinha 48,6%) e Campos 24% (tinha 18% em fevereiro).
Nesses dois cenários, Dilma diminui a vantagem de Dilma no segundo turno em relação aos dois candidatos em relação à pesquisa anterior, de fevereiro.
No total, foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 24 unidades federativas das cinco regiões, entre os dias 20 e 25 de abril.
A pesquisa também ouviu a opinião da população a respeito de temas como saúde, segurança pública e custo de vida, além dos programas "Bolsa Família" e "Mais Médicos".
Foram ainda incluídas questões relativas ao caso Petrobras e à aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. A compra da unidade pela estatal é alvo de investigação pela Polícia Federal e TCU (Tribunal de Contas da União) sob suspeita de ter representado prejuízo milionário. No Congresso, a disputa entre a base aliada e a oposição sobre a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar as denúncias de irregularidades chegou até o STF (Supremo Tribunal Federal).
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Fonte: UOL
No entanto, o levantamento apontou que Dilma caiu 6,7 pontos percentuais e tem agora 37,0% das intenções de votos (ante 43,7% em fevereiro) caso disputasse o pleito contra Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), cenário mais provável.
Tanto Aécio quanto Campos registraram aumento nas intenções de voto neste cenário. Se o pleito fosse hoje, o senador tucano receberia 21,6% (contra 17% na pesquisa anterior), e o ex-governador de Pernambuco, 11,8% (9,9% em fevereiro).
O número de brancos e nulos chegou a 20,0% nesse cenário, e 9,6% dos eleitores não souberam ou não responderam. Neste cenário, nenhum candidato pequeno foi incluído na sondagem.
Em outro cenário, considerando oito candidatos disputando o pleito, Dilma ainda assim lidera, com 36,4%; Aécio aparece em segundo, com 21,2% e Campos em seguida, com 11,1%. Os outros candidatos seriam Magno Malta (PR), com 0,6% dos votos; Pastor Everaldo (PSC) com 0,4%; Randolfe Rodrigues (PSOL) com 0,4%; José Maria Eymael (PSDC) com 0,4% e Levy Fidelix (PRTB) com 0,3%. Nesta situação, brancos e nulos somam 19,0% e o percentual dos que não sabem ou não responderam é de 10,2%.
Segundo turnoSe a disputa chegar ao segundo turno, Dilma venceria o Aécio com 39,2% (em fevereiro tinha 46,6%) contra 29,3% (ante 23,4%). Se a disputa fosse com Campos, Dilma teria 41,3% (em fevereiro, tinha 48,6%) e Campos 24% (tinha 18% em fevereiro).
Nesses dois cenários, Dilma diminui a vantagem de Dilma no segundo turno em relação aos dois candidatos em relação à pesquisa anterior, de fevereiro.
No total, foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 24 unidades federativas das cinco regiões, entre os dias 20 e 25 de abril.
A pesquisa também ouviu a opinião da população a respeito de temas como saúde, segurança pública e custo de vida, além dos programas "Bolsa Família" e "Mais Médicos".
Foram ainda incluídas questões relativas ao caso Petrobras e à aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. A compra da unidade pela estatal é alvo de investigação pela Polícia Federal e TCU (Tribunal de Contas da União) sob suspeita de ter representado prejuízo milionário. No Congresso, a disputa entre a base aliada e a oposição sobre a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar as denúncias de irregularidades chegou até o STF (Supremo Tribunal Federal).
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Fonte: UOL
Aposentadoria do Brasil é 2ª mais frágil do mundo
Para evitar que a Previdência Social do País entre em colapso nas
próximas três décadas, aumentar a idade mínima para aposentadoria é uma
delas. É o que define um estudo feito pela seguradora internacional
Allianz.
A pesquisa mostrou que os brasileiros se aposentam, em média, aos 55 anos. Entre 50 países analisados, o Brasil aparece na segunda posição no ranking dos sistemas de pagamentos de benefícios previdenciários com o maior risco de quebrar.
Isso ocorre por dois principais motivos: os brasileiros se aposentam cedo e o número de contribuintes diminuirá devido ao envelhecimento da população nos próximos 30 anos.
A idade média brasileira para se aposentar é baixa quando comparada à de habitantes de países que estão no topo da lista dos melhores sistemas, como a Austrália, onde o benefício costuma ser pago a partir dos 65 anos. Só na Turquia e na Tailândia (a pior do ranking) a média é de 55 anos.
Os países que encabeçam a lista dos que se aposentam com maior tempo de contribuição são México (71); Coreia do Sul (70); Japão (69); Chile (67) e Nova Zelândia (67).
MudançasPara reverter esse cenário, segundo o estudo, o Governo deveria impor uma idade mínima para a aposentadoria. De acordo com o estudo, as iniciativas devem ser tomadas num prazo de dez ou 15 anos, afirma o economista Marcelo Caetano, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
“No resto do mundo, dificilmente o trabalhador se aposenta com menos de 60 anos. Entre as mudanças sugeridas, uma das mais importantes é aumentar a idade mínima para a concessão dos benefícios“ diz.
Mas há outras mudanças necessárias, como o fim do pagamento de pensões por morte sem a exigência de idade mínima do beneficiário ou a segurados que já têm benefícios da Previdência, diz Caetano.
“Esse é um vespeiro onde nenhum político quer mexer, mas não há como fugir.” Apesar do quadro a se configurar, estudiosos creem que os futuros aposentados se planejarão melhor antes de pararem de trabalhar.
Os benefícios recebidos por eles, no entanto, passarão por diminuições constantes. O Ministério da Previdência Social informou que não comentaria o resultado da pesquisa.
PlanejamentoSegundo os especialistas consultados, para evitar ser tragado por uma eventual quebra do sistema previdenciário nacional, a dica para o consumidor é investir em poupança e em títulos do Governo.
Ambos são opções, segundo eles,seguras para depender cada vez menos da aposentadoria. Quem possui rendimentos elevados, pode optar em fundos de pensões abertos (oferecidos pelos bancos).
Fonte: O Povo
A pesquisa mostrou que os brasileiros se aposentam, em média, aos 55 anos. Entre 50 países analisados, o Brasil aparece na segunda posição no ranking dos sistemas de pagamentos de benefícios previdenciários com o maior risco de quebrar.
Isso ocorre por dois principais motivos: os brasileiros se aposentam cedo e o número de contribuintes diminuirá devido ao envelhecimento da população nos próximos 30 anos.
A idade média brasileira para se aposentar é baixa quando comparada à de habitantes de países que estão no topo da lista dos melhores sistemas, como a Austrália, onde o benefício costuma ser pago a partir dos 65 anos. Só na Turquia e na Tailândia (a pior do ranking) a média é de 55 anos.
Os países que encabeçam a lista dos que se aposentam com maior tempo de contribuição são México (71); Coreia do Sul (70); Japão (69); Chile (67) e Nova Zelândia (67).
MudançasPara reverter esse cenário, segundo o estudo, o Governo deveria impor uma idade mínima para a aposentadoria. De acordo com o estudo, as iniciativas devem ser tomadas num prazo de dez ou 15 anos, afirma o economista Marcelo Caetano, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
“No resto do mundo, dificilmente o trabalhador se aposenta com menos de 60 anos. Entre as mudanças sugeridas, uma das mais importantes é aumentar a idade mínima para a concessão dos benefícios“ diz.
Mas há outras mudanças necessárias, como o fim do pagamento de pensões por morte sem a exigência de idade mínima do beneficiário ou a segurados que já têm benefícios da Previdência, diz Caetano.
“Esse é um vespeiro onde nenhum político quer mexer, mas não há como fugir.” Apesar do quadro a se configurar, estudiosos creem que os futuros aposentados se planejarão melhor antes de pararem de trabalhar.
Os benefícios recebidos por eles, no entanto, passarão por diminuições constantes. O Ministério da Previdência Social informou que não comentaria o resultado da pesquisa.
PlanejamentoSegundo os especialistas consultados, para evitar ser tragado por uma eventual quebra do sistema previdenciário nacional, a dica para o consumidor é investir em poupança e em títulos do Governo.
Ambos são opções, segundo eles,seguras para depender cada vez menos da aposentadoria. Quem possui rendimentos elevados, pode optar em fundos de pensões abertos (oferecidos pelos bancos).
Fonte: O Povo
Mauriti-CE: Aposentado morre após ser picado por centenas de abelhas
Demontier Tenório
O corpo do aposentado Francisco Gomes Feitosa, de 77 anos, foi encontrado envolto por abelhas italianas (Foto: Agência Miséria)
Uma tragédia foi registrada nesta segunda-feira com o aposentado
Francisco Gomes Feitosa, de 77 anos, que residia no Sítio Curtume na
zona rural de Mauriti. Segundo familiares, ele apanhou uma foice e saiu
de casa no final da tarde para cortar varas com o objetivo de fazer
reparos em algumas cercas em sua propriedade. A demora incomodou os
parentes que saíram à procura.
Eles chamavam por Seu Francisco e não obtinham resposta, mas não andaram muito. Ainda perto de casa e por volta das 19 horas se depararam com o corpo envolto das chamadas abelhas italianas e outras sobrevoando dentro de um matagal. Imediatamente trataram de afugentar os insetos, porém o aposentado não apresentava sinais vitais. Os Cabos Damasceno e Jota Alves e os Soldados Azevedo e Soares estiveram no local acionando o rabecão, a fim de trazer o corpo para necropsia no IML.
JUAZEIRO – Em novembro de 2012 e janeiro do ano passado dois enxames de abelhas afugentaram dezenas de pessoas e até picaram várias delas nos bairros Centro e Triângulo em Juazeiro do Norte. No primeiro, estavam em uma árvore no cruzamento das ruas Delmiro Gouveia e Santa Luzia e os ataques ainda levaram cinco transeuntes ao Hospital Regional do Cariri com um deles em estado grave, mas conseguiu escapar. Outros recorreram à farmácias, a fim de tomarem injeção recomendada para alérgicos.
Já no dia 23 de janeiro de 2013, em um imóvel que abrigou a Panificadora São Judas Tadeu no cruzamento das ruas Socorro Norões Mota e Francisco Monteiro (Triângulo), o ataque começou por um jumento que repousava no prédio desocupado. Populares viram a agonia do animal e tentaram se aproximar para reitrá-lo enfrentando a fúria dos insetos. Algumas foram picadas e militares do Corpo de Bombeiros foram ao local controlar a situação.
Eles chamavam por Seu Francisco e não obtinham resposta, mas não andaram muito. Ainda perto de casa e por volta das 19 horas se depararam com o corpo envolto das chamadas abelhas italianas e outras sobrevoando dentro de um matagal. Imediatamente trataram de afugentar os insetos, porém o aposentado não apresentava sinais vitais. Os Cabos Damasceno e Jota Alves e os Soldados Azevedo e Soares estiveram no local acionando o rabecão, a fim de trazer o corpo para necropsia no IML.
JUAZEIRO – Em novembro de 2012 e janeiro do ano passado dois enxames de abelhas afugentaram dezenas de pessoas e até picaram várias delas nos bairros Centro e Triângulo em Juazeiro do Norte. No primeiro, estavam em uma árvore no cruzamento das ruas Delmiro Gouveia e Santa Luzia e os ataques ainda levaram cinco transeuntes ao Hospital Regional do Cariri com um deles em estado grave, mas conseguiu escapar. Outros recorreram à farmácias, a fim de tomarem injeção recomendada para alérgicos.
Já no dia 23 de janeiro de 2013, em um imóvel que abrigou a Panificadora São Judas Tadeu no cruzamento das ruas Socorro Norões Mota e Francisco Monteiro (Triângulo), o ataque começou por um jumento que repousava no prédio desocupado. Populares viram a agonia do animal e tentaram se aproximar para reitrá-lo enfrentando a fúria dos insetos. Algumas foram picadas e militares do Corpo de Bombeiros foram ao local controlar a situação.
Lava-Jato: repasses de R$ 90 milhões na mira da Polícia Federal
Na segunda etapa da Operação Lava-Jato, a Polícia Federal (PF) vai
apertar o cerco sobre dirigentes de empresas, especialmente de
empreiteiras contratadas pela Petrobras que fizeram pagamentos à MO
Consultoria, do doleiro Alberto Youssef, preso desde 17 de março. Em
denúncia apresentada à Justiça Federal semana passada, o Ministério
Público Federal informa que as construtoras repassaram R$ 89,7 milhões
para a MO, de janeiro de 2009 a junho do ano passado. De acordo com a
investigação da PF, a MO é uma empresa fictícia e seria usada por
Youssef para pagamentos de propina.
No centro dessa nova linha de investigação estão empresas ligadas à construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Entre as empreiteiras que fizeram pagamentos à MO estão OAS, Galvão Engenharia e Coesa Engenharia, entre outras grandes empresas. Pelas informações da força-tarefa de procuradores encarregada de atuar no caso, a OAS fez dois pagamentos no total de R$ 1,6 milhão, entre 8 de setembro de 2010 e janeiro de 2011; a Galvão Engenharia desembolsou R$ 1,5 milhão, entre abril e março de 2011; e a Coesa, R$ 435 mil, em 3 de janeiro de 2011.
Na lista de empresas a serem investigadas estão Jaraguá Equipamentos, Empreiteira Rigidez, Consórcio Sehab, Consório RNEST, JSM Engenharia e Unipar Participações, entre outras. A PF e o Ministério Público Federal suspeitam que empresas pagavam propina à MO, de Youssef, em troca de contratos com a Petrobras ou com empresas contratadas pela estatal a partir de negociações intermediadas por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. Costa também está preso em Curitiba.
Para MP, recursos vieram de propina
No topo da lista de empresas que fizeram os pagamentos mais volumosos à empresa supostamente fictícia de Youssef está a Camargo Corrêa, uma das sete maiores construtoras do país. Na denúncia, o Ministério Público informa à Justiça Federal que a empreiteira repassou R$ 26 milhões para a MO, por intermédio da Sanko Sider Comércio Importação e Exportação de Produtos Siderúrgicos e da Sanko Serviços. O nome da Camargo Corrêa, que lidera o consórcio de construção da Abreu e Lima, é um dos alvos da investigação desde o início da Lava-Jato.
“Vale reforçar que a MO Consultoria, com a finalidade única e exclusiva de dissimular a origem de recursos públicos desviados da obra da refinaria Abreu e Lima, recebeu recursos de diversas outras empresas que prestaram serviços para o Consórcio Nacional Camargo Corrêa”, sustentam os procuradores Januário Paludo, Andrey Borges de Mendonça e Adriana Aparecida Storoz Mathias dos Santos, integrantes da força-tarefa responsável por uma das seis denúncias apresentadas à Justiça Federal semana passada.
Segundo os procuradores, “todos os recursos repassados para a MO Consultoria são provenientes de propina (vantagem indevida), pelo fato de essa empresa existir apenas formalmente, sequer tendo empregados registrados e não apresentando declaração de Imposto de Renda”. Em depoimento à PF, o suposto dono da MO Consultoria, Waldomiro Oliveira, confessou que a empresa “não tinha qualquer atividade comercial, funcionando apenas para emitir notas fiscais por ordem do denunciado Alberto Youssef”.
Para a PF, os negócios de Youssef com prestadores de serviços de empresas envolvidas na construção da Abreu e Lima eram facilitados por Paulo Roberto Costa. Na denúncia, os procuradores citam relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as supostas fraudes nas obras da refinaria. Só em dois contratos, os auditores do TCU identificaram superfaturamento de mais de R$ 600 milhões. A denúncia contra Costa, Youssef e mais oito supostos cúmplices foi aceita pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, sexta-feira passada.
Na denúncia, os procuradores reafirmam que Costa e Youssef mantinham relações sólidas voltadas para a prática de crimes. Como indícios concretos dos vínculos entre o ex-diretor da Petrobras e o doleiro, os procuradores citam o carro de R$ 250 mil que Youssef comprou para Costa e trechos de papéis apreendidos, nos quais constam relatos sobre a abertura de offshores e compra de empresas pelos dois. Recortam partes de uma planilha em que Costa teria anotado valores recebidos de Youssef. As cifras, relativas a 2012 e 2013, somariam mais de R$ 1 milhão.
Os procuradores destacam ainda uma anotação encontrada na agenda de Costa, em que o ex-diretor da Petrobras debocharia de políticos que fazem discurso contra a corrupção. “Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder (Millôr Fernandes)”, diz a mensagem. Para os procuradores, essa é uma amostra da “tônica utilizada por Paulo Roberto Costa para tratar as relações de poder”. Procuradas pelo GLOBO ontem à tarde, a OAS e a Galvão Engenharia não se manifestaram. Segundo a assessoria de imprensa da OAS, a empresa não iria responder às perguntas do jornal. O GLOBO perguntou se a OAS tinha contrato com a MO e quais os serviços prestados pela empresa de Youssef justificaram os pagamentos.
O jornal telefonou para um número que consta na página da Coesa na internet. Mas uma pessoa desligou o telefone quando indagada sobre o pagamento à MO. No início do caso, quando surgiu pela primeira vez o nome da Camargo Corrêa, sua assessoria de imprensa informou que a empresa não se manifestaria sobre o assunto. A Polícia Federal também fará um levantamento de empresas ou pessoas que receberam dinheiro da MO e da GFD, outra empresa de Youssef. As investigações da Operação Lava-Jato foram tornadas públicas no dia 17 do mês passado, quando Youssef e outros supostos cúmplices foram presos.
Fonte: O Globo
No centro dessa nova linha de investigação estão empresas ligadas à construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Entre as empreiteiras que fizeram pagamentos à MO estão OAS, Galvão Engenharia e Coesa Engenharia, entre outras grandes empresas. Pelas informações da força-tarefa de procuradores encarregada de atuar no caso, a OAS fez dois pagamentos no total de R$ 1,6 milhão, entre 8 de setembro de 2010 e janeiro de 2011; a Galvão Engenharia desembolsou R$ 1,5 milhão, entre abril e março de 2011; e a Coesa, R$ 435 mil, em 3 de janeiro de 2011.
Na lista de empresas a serem investigadas estão Jaraguá Equipamentos, Empreiteira Rigidez, Consórcio Sehab, Consório RNEST, JSM Engenharia e Unipar Participações, entre outras. A PF e o Ministério Público Federal suspeitam que empresas pagavam propina à MO, de Youssef, em troca de contratos com a Petrobras ou com empresas contratadas pela estatal a partir de negociações intermediadas por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. Costa também está preso em Curitiba.
Para MP, recursos vieram de propina
No topo da lista de empresas que fizeram os pagamentos mais volumosos à empresa supostamente fictícia de Youssef está a Camargo Corrêa, uma das sete maiores construtoras do país. Na denúncia, o Ministério Público informa à Justiça Federal que a empreiteira repassou R$ 26 milhões para a MO, por intermédio da Sanko Sider Comércio Importação e Exportação de Produtos Siderúrgicos e da Sanko Serviços. O nome da Camargo Corrêa, que lidera o consórcio de construção da Abreu e Lima, é um dos alvos da investigação desde o início da Lava-Jato.
“Vale reforçar que a MO Consultoria, com a finalidade única e exclusiva de dissimular a origem de recursos públicos desviados da obra da refinaria Abreu e Lima, recebeu recursos de diversas outras empresas que prestaram serviços para o Consórcio Nacional Camargo Corrêa”, sustentam os procuradores Januário Paludo, Andrey Borges de Mendonça e Adriana Aparecida Storoz Mathias dos Santos, integrantes da força-tarefa responsável por uma das seis denúncias apresentadas à Justiça Federal semana passada.
Segundo os procuradores, “todos os recursos repassados para a MO Consultoria são provenientes de propina (vantagem indevida), pelo fato de essa empresa existir apenas formalmente, sequer tendo empregados registrados e não apresentando declaração de Imposto de Renda”. Em depoimento à PF, o suposto dono da MO Consultoria, Waldomiro Oliveira, confessou que a empresa “não tinha qualquer atividade comercial, funcionando apenas para emitir notas fiscais por ordem do denunciado Alberto Youssef”.
Para a PF, os negócios de Youssef com prestadores de serviços de empresas envolvidas na construção da Abreu e Lima eram facilitados por Paulo Roberto Costa. Na denúncia, os procuradores citam relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as supostas fraudes nas obras da refinaria. Só em dois contratos, os auditores do TCU identificaram superfaturamento de mais de R$ 600 milhões. A denúncia contra Costa, Youssef e mais oito supostos cúmplices foi aceita pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, sexta-feira passada.
Na denúncia, os procuradores reafirmam que Costa e Youssef mantinham relações sólidas voltadas para a prática de crimes. Como indícios concretos dos vínculos entre o ex-diretor da Petrobras e o doleiro, os procuradores citam o carro de R$ 250 mil que Youssef comprou para Costa e trechos de papéis apreendidos, nos quais constam relatos sobre a abertura de offshores e compra de empresas pelos dois. Recortam partes de uma planilha em que Costa teria anotado valores recebidos de Youssef. As cifras, relativas a 2012 e 2013, somariam mais de R$ 1 milhão.
Os procuradores destacam ainda uma anotação encontrada na agenda de Costa, em que o ex-diretor da Petrobras debocharia de políticos que fazem discurso contra a corrupção. “Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder (Millôr Fernandes)”, diz a mensagem. Para os procuradores, essa é uma amostra da “tônica utilizada por Paulo Roberto Costa para tratar as relações de poder”. Procuradas pelo GLOBO ontem à tarde, a OAS e a Galvão Engenharia não se manifestaram. Segundo a assessoria de imprensa da OAS, a empresa não iria responder às perguntas do jornal. O GLOBO perguntou se a OAS tinha contrato com a MO e quais os serviços prestados pela empresa de Youssef justificaram os pagamentos.
O jornal telefonou para um número que consta na página da Coesa na internet. Mas uma pessoa desligou o telefone quando indagada sobre o pagamento à MO. No início do caso, quando surgiu pela primeira vez o nome da Camargo Corrêa, sua assessoria de imprensa informou que a empresa não se manifestaria sobre o assunto. A Polícia Federal também fará um levantamento de empresas ou pessoas que receberam dinheiro da MO e da GFD, outra empresa de Youssef. As investigações da Operação Lava-Jato foram tornadas públicas no dia 17 do mês passado, quando Youssef e outros supostos cúmplices foram presos.
Fonte: O Globo
Juazeiro do Norte-CE: Um homicídio e dois atentados à bala e faca registrados na noite desta segunda-feira
Demontier Tenório
Um homicídio foi registrado na noite desta segunda-feira no bairro Pio
XII em Juazeiro do Norte além de duas tentativas à bala no Romeirão e à
faca na Betolandia. Por volta das 20h30min Ranailson Câmara Cândido, de
31 anos, apelidado por Naná, foi morto com sete tiros quando passava no
cruzamento da Avenida Carlos Cruz com a Rua São Miguel. Dois homens em
uma moto se aproximaram dele e foram logo atirando quando a vítima
tombou morta na calçada de uma farmácia.
Naná residia no bairro Vila Fátima e foi alvejado com quatro tiros nas costas, um no abdômen, outro no pescoço e mais um na coxa. A polícia foi acionada e uma equipe da Força Tática de Apoio (FTA) diligenciou em áreas próximas sem o êxito de localizar a dupla acusada. Ele era irmão de um policial militar e foi o 16º homicídio do mês de abril e o 57º do ano em Juazeiro.
Antes, no início da noite, no cruzamento da Rua José de Alencar com a Avenida Salgueiro (Romeirão), Philippe Silva Ferreira, de 19 anos, residente naquele bairro, foi lesionado com dois tiros, sendo um na perna e outro no peito direito perto da clavícula. A autoria foi atribuída a dois homens que trafegavam em uma moto Honda Bros de cor preta. O rapaz foi socorrido ao Hospital Regional do Cariri por uma equipe do GSU do Corpo de Bombeiros.
Já por volta das 19 horas Francisco da Silva Ferreira, de 32 anos, deu entrada no HRC após ter sido lesionado com duas perfurações à faca no ombro direito. Ele mora no bairro Betolândia e apresentava sintomas de ter ingerido bebidas alcoólicas não sendo possível a busca de maiores informações por parte dos policiais de plantão naquele hospital.
CRATO – Por volta das 08h30min deu entrada no Hospital São Francisco de Crato o jovem William Vieira da Silva, de 19 anos, lesionado com duas perfurações à faca, sendo uma no ombro e outra no pescoço. Segundo à vítima, o motivo da desavença teria sido o fato do seu irmão que identificou apenas pelo nome de “Expedito” ter tentado roubar um homem e este ter reagido se vingando nele.
Naná residia no bairro Vila Fátima e foi alvejado com quatro tiros nas costas, um no abdômen, outro no pescoço e mais um na coxa. A polícia foi acionada e uma equipe da Força Tática de Apoio (FTA) diligenciou em áreas próximas sem o êxito de localizar a dupla acusada. Ele era irmão de um policial militar e foi o 16º homicídio do mês de abril e o 57º do ano em Juazeiro.
Antes, no início da noite, no cruzamento da Rua José de Alencar com a Avenida Salgueiro (Romeirão), Philippe Silva Ferreira, de 19 anos, residente naquele bairro, foi lesionado com dois tiros, sendo um na perna e outro no peito direito perto da clavícula. A autoria foi atribuída a dois homens que trafegavam em uma moto Honda Bros de cor preta. O rapaz foi socorrido ao Hospital Regional do Cariri por uma equipe do GSU do Corpo de Bombeiros.
Já por volta das 19 horas Francisco da Silva Ferreira, de 32 anos, deu entrada no HRC após ter sido lesionado com duas perfurações à faca no ombro direito. Ele mora no bairro Betolândia e apresentava sintomas de ter ingerido bebidas alcoólicas não sendo possível a busca de maiores informações por parte dos policiais de plantão naquele hospital.
CRATO – Por volta das 08h30min deu entrada no Hospital São Francisco de Crato o jovem William Vieira da Silva, de 19 anos, lesionado com duas perfurações à faca, sendo uma no ombro e outra no pescoço. Segundo à vítima, o motivo da desavença teria sido o fato do seu irmão que identificou apenas pelo nome de “Expedito” ter tentado roubar um homem e este ter reagido se vingando nele.
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