Robson Roque 27/04/2014 às 09:00
Basta uma simples chuva para deixa-la intransitável em alguns trechos. (Foto: Cícero Valério/Agência Miséria)
Isto porque a avenida não dispõe de nenhum sistema de drenagem, o que faz a água pluvial não ter por onde escoar e acaba transformando alguns pontos verdadeiras “piscinas”.
“Passo umas três, quatro vezes por dia carregando animais. Passei vazio e você viu como foi aí a dificuldade. Tem que ir por cima da linha e tem hora que tem que dividir espaço com o metrô já que não tem outro meio”, explicou o motorista Severino que diariamente faz o trajeto por 8 vezes carregando animais para o matadouro.
“Já quebrei a hélice três vezes e são duzentos reais cada vez que quebra. Bateu na água ela danifica. Mas a administração (municipal) tá assim né? É para lamentar bastante”, completou.
Mesmo não sendo mais utilizada como principal elo entre as duas cidades do Cariri, a avenida Paulo Maia é reduto de diversas indústrias e também de uma escola profissionalizante.
A
avenida Paulo Maia é reduto de diversas indústrias e também de uma
escola profissionalizante. (Foto: Cícero Valério/Agência Miséria)
Diariamente mais de cinco ônibus com lotação máxima de estudantes trafegam por ela. Alguns conseguem desviar, mas outros não tem outro caminho a fazer que não seja o de arriscar-se em meio às poças de água.
“Não vou mentir que fico com muito medo porque o ônibus sempre vai lotado e quando ele passa pela ‘lagoa’ a gente tem a sensação de que vai é virar”, revelou a estudante Ellen Karolin.
O senhor Raimundo Gonçalves mora no leito da via e informou ao Site Miséria que “sempre que chove a água invade a (sua) casa”. De acordo com ele, o trabalho que era pra ser feito pela prefeitura, de retirar a lama e a areia que se forma em frente sua residência ele mesmo que faz.
“E pago. Esses dias paguei para tirarem essa areia porque meu filho tem moto e precisa sair e chegar em casa. Ele já chegou a cair porque depois que a lama seca fica muita areia. Esses dias um carro da Coelce ficou atolado quase um dia todo quando veio ajeitar um poste aqui em frente”, disse.










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