Com BR alagada, caminhoneiros devem usar 3 balsas para chegar até o AC.
Nível do Rio Madeira atingiu 19,72 metros neste domingo.
Os caminhoneiros que se arriscam seguir a viagem pela rodovia federal alagada pela pegam a primeira balsa em Jacy-Paraná, distrito de Porto Velho distante 90 quilômetros da capital. Com o cerca de dois quilômetros interditados, a única alternativa é passar pelo rio, o que demora cerca de uma hora.
As refeições são feitas à beira da estrada. Gaúcho, como faz questão de ser chamado, não perdeu tempo e montou a barraca para vender churrasquinho. "Coloquei [a barraca] desde quando as voadeiras começaram a passar. Estou vendendo uma média de 100 espetinhos por dia", contabiliza Gaúcho.
Mas os caminhoneiros reclamam da comida e da falta de estrutura para ficar a espera de liberação para travessia na balsa. "Todo mundo fazendo as necessidades na beira da rua. A comida péssima do jeito que está aqui e cara. Coisa absurda", reclama o caminhoneiro Raimundo Vieira de Moraes.
Para os moradores de Jacy-Paraná, Nova Mutum e localidades próximas, o único meio de transporte tem sido o barco. David Ramos precisa chegar até Porto Velho e para utilizou a voadeira. "Só de barco mesmo. Paguei R$ 5", diz.
Já na comunidade Palmeiral, distante cerca de 150 quilômetros da capital, a interdição continua. Uma rampa foi construída, mas ainda está em teste. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a operação só terá início quando o rio baixar em pouco, porque a correnteza está muito forte e não há segurança para o embarque de veículos pesados.
"Ninguém fala nada. A situação é essa. Esse posto está lotado. Para conseguir vaga foi difícil. Os outros postos estão pior que este", diz o caminhoneiro Rogério Machado.
Há 10 dias parado, o caminhoneiro José Carlos, diz que única solução é esperar. "Eu vim de Goiânia. Não tem como voltar. Vai fazer o que, tem que ficar aqui".
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