quinta-feira, 22 de maio de 2014

Ex-marido de Dilma fica sob proteção da PF após suposta ameaça










Detentos de Mossoró teriam plano de sequestrar o advogado Carlos Araújo, ex-marido da presidente Dilma. (Foto: Divulgação)
O advogado Carlos Araújo, ex-marido da presidente Dilma, ficou sob segurança máxima da Polícia Federal nas últimas semanas por risco de sequestro. A denúncia partiu de um iraniano que cumpre pena por tráfico de drogas no Presídio de Mossoró (RN). Ele pede há cerca de dois anos indulto ao governo brasileiro e, como "gesto de boa vontade", como define um delegado da Polícia Federal, passa informações de dentro do presídio para tentar ganhar algum benefício.

O último desses gestos foi avisar ao Depen (Departamento Penitenciário Nacional) que uma organização criminosa preparava um plano para sequestrar Araújo. Mesmo sem que o iraniano apresentasse provas, a informação repassada ao Ministério da Justiça bastou para impactar o governo e deixar a presidente Dilma estressadíssima.

Quando a presidente foi avisada sobre o risco de sequestro, pediu prioridade máxima à Polícia Federal para investigar o caso. A Direção-Geral da PF confirmou a operação. Disse que o departamento de inteligência foi acionado, e uma equipe de agentes foi enviada à casa do advogado para “garantir sua integridade”.

Segundo a PF, foram feitas todas as investigações e se concluiu que não havia plano em andamento. A polícia diz que o informante não tem credibilidade e que a maioria das informações que passou de dentro dos presídios de Catandúvas (PR) e Mossoró, onde está atualmente, não evoluíram. Mas a área de inteligência tratou da informação como “risco real de sequestro”.

No dia 2 de maio, uma sexta-feira, o advogado estava comprando flores perto de sua casa, na zona Sul de Porto Alegre, no meio da tarde, quando a presidente telefonou, perguntou onde ele estava e pediu que fosse imediatamente para casa. Araújo foi informado por um grupo de agentes da PF e pelo superintendente do órgão no Rio Grande do Sul, Sandro Caron, que havia risco de ser sequestrado e que passaria a ficar 24 horas sob vigilância da polícia. O esquema de segurança durou sete dias.

A casa, localizada na Avenida Copacabana, foi considerada bastante vulnerável pela polícia. As grades são baixas, o lugar é ermo, e os fundos da propriedade se encontram com o rio Guaíba, numa área próxima a um clube que estaciona barcos e lanchas. Ou seja, se houvesse um ataque, poderia ser pelo rio. Por isso, a casa ficou cercada por agentes à paisana, porém, armados e com fones de escuta.

Neste período, ele não se privou de sair de sua casa, nem alterou muito a rotina, mas conviveu dia e noite com os policiais, que se revezavam entre a segurança dentro de sua casa e o acompanharam em trajetos de carro pela cidade. Araújo continuou indo ao escritório de advocacia para atender aos clientes e à Santa Casa, onde faz regularmente fisioterapia, por conta de um enfisema pulmonar que o acompanha há alguns anos.

Um amigo de Araújo relata que numa dessas idas ao hospital, ele decidiu suspender o tratamento, temendo que algo acontecesse com os pacientes. O advogado também reduziu as visitas de amigos, almoços, jantares e reuniões políticas em sua casa.

Por precaução e pelo fato ter ocorrido numa sexta-feira, explicou um delegado da PF que participou da operação, a decisão foi de manter Araújo em segurança máxima por sete dias, sendo que nestes casos, o prazo é, em média, 48 horas.

“Levantamos a segurança na sexta-feira seguinte. Como se tratava de um familiar da presidente, tivemos ainda mais cautela. Imagina a responsabilidade de determinar o fim da segurança máxima e acontecer o sequestro?”, comentou o delegado.

Fonte: O Globo

Iguatu-CE: Jovem com várias passagens pela polícia é executado na porta de casa

André Barbosa
Luquinhas foi morto com dois tiros na porta de casa; crime pode ter sido "acerto de contas" (Foto: Iguatu.Net)
O jovem Lucas Alves de Oliveira, de 18 anos, foi morto no fim da tarde de ontem, 20, em frente à porta de sua residência, situada na Rua Floriano Benevides, bairro Santo Antônio na cidade de Iguatu.

De acordo com informações da polícia, Luquinhas, como era conhecido, estava falando ao telefone na esquina de sua casa quando dois homens se aproximaram em uma motocicleta vermelha sem placas e começaram a atirar.

O adolescente ainda tentou correr, mas levou dois tiros fatais nas costas ao tropeçar quando ia se abrigar dentro de casa. Os executores usavam capacete no momento do crime e fugiram sem deixar pistas.

Apesar da polícia não descartar nenhuma linha de investigação, a hipótese de acerto de contas é “bastante considerável”. Luquinhas responde por “dois homicídios, várias tentativas de homicídios, tráfico, roubo, porte ilegal de arma e furto”, segundo o Comandante do 10°BPM, Major Paulo Hermann Macêdo.

Com o assassinato do jovem, já são 12 homicídios em Iguatu nos primeiros cincos meses do ano. O último caso foi registrado em 08 de maio quando o cabeleireiro Antônio Souza Bastos, de 35 anos, foi executado com um tiro na nuca em frente ao seu salão de beleza, no centro da cidade. Dois jovens acusados de cometerem o crime se apresentaram espontaneamente à polícia. O homicídio teria sido cometido por uma divida de dois mil reais.

Polícia Civil cruza os braços por 24 horas em, pelo menos, sete estados









Polícia Civil do Ceará durante greve em 2012 (Foto: Agência Brasil)
Sete sindicatos e associações de policiais civis confirmaram ontem que farão paralisações de seus serviços nesta quarta-feira. O movimento, que tem por objetivo reivindicar melhores salários, condições de segurança e infraestrutura, promete afetar os estados de Rio de Janeiro, Minas, Bahia, Rondônia, Santa Catarina, Pará e Piauí, e também no Distrito Federal. Segundo o G1, podem aderir ao movimento Alagoas, Paraíba e Sergipe. A adesão da Polícia Militar ao movimento não foi tão ampla. Estão previstas paralisações apenas nos estados do Piauí e do Pará.

No Rio de Janeiro, representantes de classe da Polícia Civil afirmaram que vão aderir à paralisação de 24 horas prevista para hoje. As associações ligadas à Polícia Militar informaram, por sua vez, que não haverá greve da categoria. Em São Paulo, até às 20h de ontem, não havia indicativo de paralisação em nenhuma das forças de segurança. 

Em Minas Gerais, a Polícia Civil só atenderá a casos prioritários. Segundo Roberto Coelho, gerente de informação do Sindpol, ocorrências de assalto e furto de veículos não serão feitas. Viaturas descaracterizadas, usadas em investigações, vão ficar nos pátios. Coelho ainda não arrisca o nível de adesão, mas acredita que o ato vai impactar nas 853 cidades do estado. O sindicato divulgou uma cartilha para orientar os policiais sobre os serviços essenciais.

Na Bahia, os representes da categoria informaram que haverá um efetivo mínimo de 30% de policiais no atendimento a prisão em flagrante, levantamento cadavérico, crimes contra a criança e contra a vida. No Espírito Santo, só os delegados vão trabalhar. Em Santa Catarina, apenas serviços de emergência e urgência deverão ser mantidos.

No Rio Grande do Sul, o cenário é bem diferente. O sindicato dos policiais civis optou por não aderir ao movimento nacional por já ter suas reivindicações atendidas pelo governo. Apesar disso, com cerca de 5 mil agentes, a categoria ainda reclama do baixo número de servidores e da demora na nomeação dos concursados. Mesmo sem greve, a categoria disse estar solidária ao movimento nacional por melhores salários.

No sábado, a Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol) divulgou um panfleto intitulado “A segurança pública pede socorro”. Nele, destacava os altos índices de violência do país, como a taxa de 27,4 mortes para cada 100 mil pessoas e criticava o baixo efetivo policial.

No Pará e no Piauí, os policiais militares vão parar. O presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM do Piauí, cabo Agnaldo Oliveira, informou ontem que todo o efetivo, de 5.400 homens, vai aderir à paralisação nacional da categoria.

— Os soldados só vivem doentes porque com o dinheiro do auxílio-refeição só podem comer espetinhos de gato nas ruas, e a gente sabe que comida de rua não tem procedência, e muitos adoecem. Uma refeição não custa menos de que R$ 12 ou R$ 14 — disse ele.

PF faz assembleias

Na Polícia Federal também há uma pequena agenda de paralisações. Elas estão previstas para ocorrer hoje no Acre e no Pará. No Piauí, ela está agendada para amanhã. Em São Paulo, um protesto deve ocorrer no sábado, e no Rio Grande do Norte, os agentes podem cruzar os braços no dia 26. Há ainda assembleias de categoria marcada para ocorrer em diversos pontos do Brasil nos próximos dias. No Rio Grande do Sul, por exemplo, ela ocorre hoje às 11h.

Fonte: O Globo

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