sexta-feira, 9 de maio de 2014

Mulher morre após cirurgia plástica no Distrito Federal










Railma Rodrigues morreu após passar por uma cirurgia plástica em Itaquatinga Sul, no Distrito Federal. (Foto: Facebook / Reprodução)
Uma mulher de 32 anos morreu após uma cirurgia plástica em uma clínica em Itaguatinga Sul, a cerca de 20 quilômetros de Brasília (DF). Segundo o Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF), Railma Rodrigues passou por intervenções cirúrgicas no dia 26 de abril e morreu na quinta-feira após complicações. As informações são da rádio CBN.

A mulher teria trocado a prótese de silicone e feito lipoaspiração e lipoescultura. Após o procedimento, ela teve hemorragia e os rins pararam de funcionar. Railma passou três dias internada na clínica até ser levada a UTI de um hospital a 25 quilômetros da unidade.

De acordo com o MP, há um termo de ajustamento de conduta assinado pelo órgão com o Conselho Federal de Medicina e a Viligância Sanitária que proíbe a realização de diversas intervenções em clínicas e prevê transferência imediata em caso de complicações a um hospital a 10 quilômetros de onde a cirurgia foi feita. Por esse motivo, o MP deve recomendar a cassação do médico responsável pelo procedimento, já que houve descumprimento da regra.

O Ministério Público informou que há quatro anos o Distrito Federal não registrava morte após cirurgias plásticas. Railma deixou um filho de 7 anos.

Fonte: Terra

Número de transplantes no Ceará cresce 59% em 4 anos









Em 2013, foram realizados 1.342 transplantes no Ceará. Na foto, procedimento realizado no Hospital de Messejana, em julho (Foto: Edimar Norões)
De repente, tudo no Amazonas precisou ficar para trás. O pequeno Charles, hoje com cinco anos, apresentava inchaços e perdia proteínas demais pela urina. A referência do Ceará em tratamentos e transplantes renais trouxe a família manauara para Fortaleza. “Ele ficou um ano e meio em tratamento, mas acabou perdendo a função renal e entrou em diálise”, lembra a mãe Karen Christina Amorim, 32. Até que, em abril do ano passado, o garoto recebeu um novo rim em um dos leitos do Hospital Geral de Fortaleza (HGF). E colaborou para o Estado registrar aumento de 59,3% nos transplantes de órgãos e tecidos entre 2010 e 2013.

Segundo o Ministério da Saúde, o Ceará saltou de 842 transplantes quatro anos atrás para 1.342 procedimentos no ano passado. O POVO não teve acesso às estatísticas dos demais estados brasileiros. Porém, o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes, Héder Murari Borba, classifica o desempenho do estado como “disparadamente o melhor do Nordeste e de destaque nacional.”

Além disso, é do Ceará o maior número do País de doadores efetivos em relação a grupos de um milhão de habitantes. No primeiro trimestre deste ano, o estado registrou 29,3 doadores para cada milhão. Em dezembro de 2013, o patamar era de 21,4 por milhão (já o terceiro maior do Brasil).

Borba credita o desempenho do Ceará a uma política exitosa de investimento contínuo do Governo Federal, ao trabalho da Central Estadual de Transplantes e a uma maior sensibilização popular à causa. Ele enaltece os trabalhos do HGF e do Hospital de Messejana. “Tem diminuído a desconfiança da população em relação ao sistema de transplante e as pessoas sabem que os órgãos terão um destino correto. Mas ainda existe uma negativa grande”, diz, referindo-se à proibição familiar à doação. Conforme O POVO mostrou em 7 de janeiro deste ano, 45% dos parentes de potenciais doadores não autorizaram o procedimento em 2013.

EstimativaCoordenadora da Central do Ceará, Eliana Barbosa estima um crescimento de 10% no número de transplantes desse ano em relação aos 1.342 feitos em 2013. Ela acredita que o fato de o estado ter estrutura para realizar todo tipo de transplante de órgão e tecido foi fundamental para o aumento expressivo no quadriênio. “Somos um dos poucos estados que realizam todos os tipos. E não deixamos de fazer retirada de órgão por falta de equipe. Pelo contrário. Às vezes, não temos é paciente para receber aqui. Aí, a gente manda pra fora”, informa.

Karen sentiu esse empenho desde o início. “Eu fui muito bem assistida e ele é muito bem cuidado aqui. O HGF funciona muito bem na parte do transplante. Não me arrependo de ter vindo. Nem de nada do que eu fiz. Se fosse preciso, faria tudo de novo. Foram três anos de mudanças diárias. Mas todas valeram a pena. Ver o Charles fazendo xixi normalmente e indo pra escola é compensador. Ele morou muito tempo no hospital. Começou a viver a infância dele agora. Mas o transplante não é uma cura. É um tratamento que ele vai ter que fazer pro resto da vida.”

Fonte: O Povo

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