André Barbosa
Dezoito pessoas morreram em acidente envolvendo um ônibus de passeio na cidade de Canindé (Foto: Portal Difusora)
Dezoito pessoas morreram e outras seis continuam internadas em estado
grave na cidade de Fortaleza após três dias completados da tragédia
envolvendo um ônibus de passeio na cidade de Canindé. O acidente que
ganhou repercussão mundial fez reascender uma velha discussão: a
importância do uso do cinto de segurança.
A atroz agonia vivida pelos que viram seus entes queridos mortos de forma trágica poderia ter sido amenizada se a quantidade de passageiros a utilizarem o cinto de segurança fosse maior. O motorista do ônibus da empresa Princesa dos Inhamuns usava o cinto e sofreu apenas lesões leves.
Para especialistas, o “caso do motorista é excelente para exemplificar o quão importante é o uso do cinto que poderia ter salvado várias vidas e dado um desfecho diferente para a tragédia”.
Perito Forense há 21 anos, Renato Oliveira garante que nunca viu “algo parecido” e explica que “quando há o tombamento e as pessoas estão sem cinto, elas são arremessadas com violento impacto, batem a cabeça e, quando são jogadas para fora, muitas vezes são esmagadas e arrastadas pelo ônibus”.
A atroz agonia vivida pelos que viram seus entes queridos mortos de forma trágica poderia ter sido amenizada se a quantidade de passageiros a utilizarem o cinto de segurança fosse maior. O motorista do ônibus da empresa Princesa dos Inhamuns usava o cinto e sofreu apenas lesões leves.
Para especialistas, o “caso do motorista é excelente para exemplificar o quão importante é o uso do cinto que poderia ter salvado várias vidas e dado um desfecho diferente para a tragédia”.
Perito Forense há 21 anos, Renato Oliveira garante que nunca viu “algo parecido” e explica que “quando há o tombamento e as pessoas estão sem cinto, elas são arremessadas com violento impacto, batem a cabeça e, quando são jogadas para fora, muitas vezes são esmagadas e arrastadas pelo ônibus”.
O uso adequado do cinto reduz em até 75% a possibilidade de mortes acidentes de trânsito
(Foto: Cícero Valério/Agência Miséria)
(Foto: Cícero Valério/Agência Miséria)
Cinto reduz possibilidade de morte em até 75%Conforme dados da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o uso adequado do cinto reduz em até 75% a possibilidade de mortes acidentes de trânsito. Entretanto, o supervisor de fiscalização do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Alfredo Martins, reconhece que não há fiscalização.
Com a fiscalização deficiente – muito por conta do número elevado de ônibus, cada um com 46 poltronas em média – o uso passa ser algo “educacional”. “As pessoas até sabem os benefícios do cinto, mas não é uma cultura, infelizmente”, pondera a universitária Ana Claudia de Oliveira.
A utilização, além de evitar que o passageiro colida a cabeça no banco da frente ou nas divisórias do veículo, impede que a pessoa seja lançada dentro ou mesmo fora do ônibus. No acidente de domingo, um passageiro sobrevivente presenciou da pior forma esta experiência. Ele relatou que viu a sogra e a namorada sendo arremessadas para fora do ônibus, porque estavam sem cinto.
Uso ainda distante do ideal
Matias de Lima, de 58 anos, conta que sempre usa o cinto de segurança quando viaja de ônibus
(Foto: Cícero Valério/Agência Miséria)
(Foto: Cícero Valério/Agência Miséria)
À espera do ônibus para embarcar rumo à cidade de Araripina, Matias de Lima, de 58 anos, garante que o acessório de segurança se faz presente em todas as suas viagens. “A primeira coisa que faço depois de sentar é colocar o cinto”, conta.
Matias conta que não ficou sabendo do acidente no município de Canindé, o que não o impediu de opinar sobre o assunto. “Não tomei ciência, mas esses acidentes sempre são feios. O ônibus era pra poder sair só depois que todo mundo tivesse de cinto”, e acrescenta: “Não só nesses ônibus mas também os coletivos, complicado é alguma lei ser cumprida no Brasil”.
Apesar da pratica consciente de Seu Matias, a maioria dos passageiros afirmaram não usar o cinto com tanta frequência. Sete dos dez entrevistados no Terminal Rodoviário de Juazeiro disseram “esquecer” de afivelar o cinto nas viagens, mesmo com todas as poltronas existindo sinalização individual da obrigatoriedade do uso.
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