Grupo de torcedores faz confusão no centro de mídia e é contido por seguranças, mas uma parte consegue chegar à arquibancada. Pelo menos 85 estão detidos
Funcionários do Comitê Organizador Local (COL) informaram que os chilenos circulavam pela área há algum tempo, sem se dirigirem para nenhum portão. Em certo momento, alguns deles afirmaram precisar de atendimento médico, distraindo parte das autoridades presentes. Foi a deixa para a invasão.
O órgão deve se pronunciar oficialmente sobre o caso em breve, bem como a Fifa, pois são os responsáveis pela segurança interna das arenas. No jogo entre Argentina e Bósnia foram apontadas falhas na triagem de torcedores sem ingresso no perímetro de segurança no entorno, mas o COL negou as falhas.
Grupo fura cerco e chega à arquibancada; duas invasões em dois jogos
Segundo o Corpo de Bombeiros, cinco pessoas ficaram feridas na confusão e receberam atendimento médico. Uma senhora quebrou o braço e foi atendida na ambulância presente no local.
Argentino está entre os detidos
Os 85 detidos foram encaminhados para a Cidade da Polícia (no Jacaré, Zona Norte do Rio) e chegaram à delegacia, em três ônibus da Polícia Militar, por volta das 18h10 (de Brasília). Pelo menos um deles é argentino.
- Eu e um amigo estávamos na entrada do Maracanã, tranquilos, com muitos torcedores de várias nacionalidades. Houve a invasão e meu amigo viu e resolveu ir junto. Estamos há cinco dias no Rio, sem ingresso, e tentamos comprar na hora. Já falei com ele por telefone, ele está bem - disse o argentino Pedro Garcia, revelando que o amigo preso por causa da invasão chama-se Luis Thompson.
Os detidos poderão ser autuados no código 41D do Estatuto do Torcedor, também por invasão de eventos privados da lei de contravenções penais, por dano de patrimônio privado e por resistência e desacato. Policiais dizem ainda que alguns deles tinham ingressos falsos.
Grupo de chilenos reclamava de golpe de ingressos minutos antes da invasão
Minutos antes da invasão ao centro de mídia do Maracanã, um grupo grande de chilenos circulava o entorno do estádio, sem ingressos, alegando terem levado um calote de uma agência em Barcelona, à qual teriam pago pelas entradas. Em meio à confusão, parte do grupo pensou, em função da credencial, que falava com um representante da Fifa. Assim que perguntaram se era Fifa ou imprensa, e ouvirem a confirmação da segunda opção, viraram o rosto e seguiram andando, bastante exaltados. Antes disso, o homem apontado como líder do grupo pelos demais, mostrou ao GloboEsporte.com documentos da suposta compra feita em Barcelona.
Ainda não há confirmação oficial de que este grupo, ou parte dele, participou da invasão ao centro de mídia. Porém, estavam sem ingresso, nas proximidades, no mesmo horário. O líder do grupo - que chegou a dizer o nome, de forma muito rápida - mostrou documentos como faturas e até um diploma, que seriam os seus comprovantes de que todos ali pagaram por ingressos - e não receberam. A Fifa vem divulgando insistentemente para que torcedores só comprem entradas por vias oficiais.
- Compramos os ingressos, pagamos. Queremos entrar. Foram comprados em uma agência em Barcelona. Está aqui a fatura e o contrato. Deram até um certificado - reclamava o líder.
Ao pedir uma solução, o entrevistado, como já fora feito no início da conversa, foi novamente informado que estava falando com um profissional de imprensa, e não da Fifa. Dois torcedores revoltados xingaram, e o grupo virou as costas e continuou a andar.
Este e diversos outros torcedores sem ingresso, além de cambistas, foram observados no entorno do Maracanã nas horas que antecederam a partida entre Espanha e Chile. As falhas na triagem de pessoas sem ingresso no perímetro de segurança do Maracanã já haviam sido apontadas após o jogo entre Argentina e Bósnia, nos briefings da Fifa realizados no auditório do estádio. O COL negou terem ocorridos falhas na triagem, mesmo com a tentativa de invasão - coibida - que ocorreu naquela partida.
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