Atualizado em
28/01/2013 23h22
Salva de palmas com mais de um minuto de duração encerrou a cerimônia.
Comoção marcou o ato realizado na Praça Saldanha Marinho.
Jovens, adultos, idosos e crianças se aglomeraram ao redor do padre Xiko, o condutor da cerimônia, no centro da praça. Apesar das roupas brancas, os sinais de luto ainda são muito claros nos moradores da cidade de pouco mais de 262 mil habitantes na Região Central do Rio Grande Sul. Olhos marejados estampavam os rostos de muitos e o choro era ouvido por todos os lados.
O casal Ronaldo Rech Figueiredo, 49 anos, e Tereza Marleni Figueiredo, 60, esteve com a filha Mariani, 21, na missa. Após o termino da solenidade, ainda permaneciam na praça, junto a centenas de outras pessoas. Mesmo não tendo amigos e parentes entre as vítimas, fizeram questão de se fazer presentes. “Uma homenagem como essa é a única coisa que podemos fazer para dar força às família e enviar a eles nossas boas energias”, falou Ronaldo, que é bancário.
Figueiredo esteve com a filha Mariani na cerimônia
em Santa Maria (Foto: Roberta Lemes/G1)
Uma salva de palmas, com mais de um minuto de duração, encerrou a cerimônia por volta das 19h. Para a noite, uma caminhada em homenagem as vítimas está programada. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a concentração será às 21h, no na rotatória em frente ao Expresso Mercúrio, no cruzamento das avenidas Ângelo Bolson e Medianeira.
Incêndio e prisões
Segundo relatos de testemunhas, faíscas de um equipamento conhecido como "sputnik" atingiram a espuma do isolamento acústico, no teto da boate, dando início ao fogo, que se espalhou pelo estabelecimento em poucos minutos.
Quatro foram presos nesta segunda após a tragédia: o dono da boate, Elissandro Calegaro Spohr, o sócio, Mauro Hofffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que fazia um show pirotécnico que teria dado início ao incêndio, segundo informações do delegado Sandro Meinerz, responsável pelo caso.
Em depoimento, Spohr afirmou à Polícia Civil que sabia que o alvará de funcionamento estava vencido, mas que já havia pedido a renovação.
O advogado Mario Cipriani, que representa Mauro Hoffmann, afirmou que o cliente "não participava da administração da Kiss".
Por meio dos seus advogados, a boate Kiss se pronunciou sobre a tragédia, classificando como "uma "fatalidade".
A presidente Dilma Rousseff visitou Santa Maria no domingo e decretou luto oficial de três dias.
O comandante do Corpo de Bombeiros da região central do Rio Grande do Sul, tenente-coronel Moisés da Silva Fuch, disse que o alvará de funcionamento da boate estava vencido desde agosto do ano passado.
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