Atualizado em
04/04/2013 00h45
Rodrigo também negou ser homossexual ou ter caso com Jimmy Robert.
Laudo atestou presença do DNA do acusado no corpo de Gabriela.
A primeira audiência de instrução e julgamento do crime ocorreu na sede do Fórum Henoch Reis, na Zona Centro-Sul de Manaus, nesta quarta. Interrogado pelo promotor do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), Fábio Monteiro, Rodrigo não soube explicar a presença do DNA dele no corpo da vítima e afirmou ter consumido um mistura de maconha, cocaína e uma substância líquida entorpecente antes de desferir golpes no pescoço de Gabriela. Conforme o depoimento, as drogas o fizeram dormir no sofá do apartamento, cena do crime, enquanto a jovem agonizava no quarto. Pressionado pelo promotor, Rodrigo disse que pode ter estuprado Gabriela e não se recordar devido aos efeitos dos entorpecentes.
Rodrigo disse ainda nunca ter visto os familiares de Jimmy antes do crime, entrando em contradição com o depoimento do publicitário. O réu confesso também afirmou desconhecer Olga, companheira do avô de Jimmy acusada pelo publicitário de ter sido mandante do crime. "É mentira. Nunca ouvi falar em Olga", disse Rodrigo.
Conforme o promotor do MPE-AM, Fábio Monteiro, as divergências entre os depoimentos são "pequenos detalhes" que não influenciam no julgamento.
Entenda o caso
Maria Gracilene, 55 anos, e a filha Gabriela Belota, 26, foram encontradas mortas pela empregada doméstica por volta das 8h, na manhã de 22 de janeiro. Conforme a polícia, ambas apresentavam sinais de estrangulamento quando foram achadas no apartamento da família, localizado no Condomínio Parque Solimões, Zona Sul de Manaus.
O cachorro da vítima, um yorkshire chamado Rick, também foi morto. O corpo da filha, que era estudante do curso de Odontologia, da Universidade do estado do Amazonas (UEA), estava em cima de uma cama, enrolado em um lençol e o da mãe, que era coordenadora-geral de Comércio Exterior da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), no corredor da residência.
Segundo a polícia, Jimmy usou o cachorro de Gabriela como disfarce para o crime. Ele disse para a prima que iria passear com Rick no condomínio e deu a chave do apartamento para o namorado, que entrou no local com o outro suspeito e matou a jovem. A mãe de Gabriela foi morta horas depois, ao chegar em casa.
O pai de Jimmy, Roberval Roberto de Brito, de 63 anos, foi encontrado morto também na terça-feira, na casa em que vivia, na Rua Rêgo de Barros, no bairro São Raimundo. A Polícia Militar disse que ele foi encontrado jogado em cima da cama e com as mãos amarradas, também com sinais de estrangulamento.
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