Uma pessoa morreu e 21 se feriram após ônibus cair do Viaduto Cury.
Para Carlos Santoro, melhoria em guard-rail não evitaria a queda.
em Campinas (Foto: Reprodução / EPTV)
“Vai ter que readequar a estrutura, porque que vai ser uma coisa muito mais pesada. Mas resolver esse tipo de acidente, esquece. Esse tipo de acidente, do porte de um ônibus articulado, fazer ali um muro de contenção de concreto em um viaduto de 50 anos, imagina o que eu tenho que fazer na estrutura para suportar um impacto daquele”, disse Santoro.
Com a queda, o porteiro José Antônio da Silva, de 45 anos, morreu e 21 pessoas ficaram feridas. O ônibus quebrou o guard-rail e caiu de uma altura de aproximadamente 4 metros, mas ainda não se sabe o que causou o acidente. Para Santoro, apesar do problema na proteção, o local tem condições de tráfego e, agora, a Prefeitura fará uma vistoria “mais apurada” para definir as medidas que serão tomadas.
O secretário de Infraestrutura informou que vai se reunir com um engenheiro, nesta quarta-feira (24), para iniciar a elaboração um plano de revitalização do viaduto. De acordo com Santoro, será avaliada a possibilidade de instalar um guard-rail semelhante aos que são utilizados em rodovias. “Eu acho que isso precisa ser revisto na cidade toda, no país todo”, disse ele.
Acidente
O ônibus articulado fazia a linha 1.17 - DICs e Rótula, sentido Centro. Por volta das 5h40, passava pelo Viaduto Miguel Vicente Cury para acessar a Avenida Moraes Sales quando o motorista perdeu o controle da direção em uma curva, o coletivo derrapou, quebrou o guard-rail e caiu sobre um carro estacionado.
O corpo do porteiro José Antonio da Silva deve ser liberado do Instituto Médico Legal (IML) na noite desta terça-feira, e o enterro está previsto para as 10h30 de quarta-feira no Cemitério da Saudade, em Campinas. As outras vítimas do acidente tiveram alta médica.
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