Demontier Tenório 14/05/2014 às 15:30
Juiz Mauro Feitosa refutou a intenção de impedir o trabalho da imprensa (Foto: Arquivo/Agência Miséria)
O motivo foi a chegada de uma equipe da TV Verde Vale que passou a captar imagens do plenário no que a mãe do réu pediu que não filmassem o seu filho que estava no banco. O defensor fez coro com a genitora de Rogerinho e tentou impedir o trabalho do pessoal da imprensa. O juiz Mauro Feitosa presidia a sessão e retrucou ponderando que o trabalho da equipe seria possível até citando como exemplos julgamentos que são mostrados ao vivo pela TV Justiça.
O defensor Iranildo Feitosa quis discordar e ameaçou se retirar do plenário quando o magistrado pediu que ele pensasse duas vezes no que a sessão continuou normalmente, inclusive com o trabalho da imprensa. O conflito entre ele e um juiz remeteu ao caso que envolveu a juíza Ana Raquel Colares dos Santos Linard em virtude do sexto adiamento do julgamento de Luiz da Costa Farias, o Luiz Macaxeira, que seria o autor intelectual no assassinato de Luis Felizeu Birô, o Luizinho, na época com 32 anos, morto a tiros no dia 14 de novembro de 2006 na recepção do Verde Vale Lazer Hotel.
Em agosto de 2013, Iranildo insistiu em continuar na defesa do réu no que a juíza que era a titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro discordou. É que bem antes, como lembrou em nota oficial, o defensor tinha publicamente se auto declarado suspeito e impedido para atuar neste caso. Por sua vez, a magistrada havia pedido à Defensoria Pública que indicasse um substituto o que foi feito na pessoa de Célio Pereira da Costa.
Todavia, faltando 10 dias para o julgamento, este se recusou a ser intimidado informando que o defensor seria Iranildo Feitosa. Na nota, Ana Raquel, citou ainda que este último teria abandonado o plenário “de forma desrespeitosa” em uma das sessões do Tribunal Popular do Júri quando o defensor queria que o réu deixasse o banco onde normalmente fica e sentasse à platéia. Ela discordou do retorno de Iranildo e oficiou à Defensoria Pública Geral sobre o impasse.
Ameaçou, inclusive, destituir a defensoria pública caso não seja encontrada uma solução e atribuir o feito a um advogado militante da Comarca de Juazeiro “no viso de zelar pela regularidade do trâmite processual em prazo razoável”. O resultado desse imbróglio é que a juíza Ana Raquel foi parar na Comarca de Barbalha por decisão do Tribunal de Justiça. Ontem e por conta dessa situação o juiz Mauro Feitosa, que é Coordenador Regional da Associação Cearense dos Magistrados encaminhou à Imprensa a seguinte Nota de Desagravo:
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